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O vídeo mostra que os corpos estão na Sala Rosa da unidade, local destinado ao atendimento de pacientes com a Covid-19. No local, há pacientes internados. Veja vídeo acima.

As imagens começaram a circular na noite dessa quarta-feira (15). Procurada sobre a situação, a Susam informou que os 14 óbitos ocorridos no Hospital João Lúcio, entre a noite de ontem e o início da manhã desta quinta-feira (16/04), foram de pacientes suspeitos de Covid-19.

Até a publicação desta matéria, conforme a Susam, nove permaneciam no local aguardando os familiares com as declarações de óbito.

Com a capacidade máxima operacional atingida no Hospital Delphina Aziz, o Governo do Amazonas informou que os pacientes que tiverem necessidade de atendimento e chegarem à unidade com suspeita de Covid-19 deverão ser remanejados pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) para outras unidades de saúde da rede pública.

De sobreaviso ficam as chamadas “salas rosas”, instaladas nos pronto-socorros, em nove postos de Serviços de Pronto-Atendimento e duas Unidades de Pronto-atendimento da capital. Elas têm leitos clínicos e de estabilização com respiradores, caso o paciente necessite de intervenção enquanto aguarda a transferência para o hospital de referência.

A Susam informou, ainda, que o Hospital João Lúcio tem recebido pacientes suspeitos de Covid-19 até que seja ampliado o número de leitos do Hospital Delphina Aziz e o Hospital da Nilton Lins entre em operação. Com a capacidade ampliada do Delphina e o reforço dos leitos do hospital de retaguarda, o HPS João Lúcio ficará exclusivo para o atendimento de urgência e emergência para suporte da rede.

Desses pacientes, oito tinham idade acima de 60 anos, seis tinham comorbidades serveras, todos foram admitidos no hospital em estado grave, sendo cinco nas últimas 24 horas. Todos os pacientes receberam assistência adequada e manejo clínico de acordo com as suas necessidades, medicação e oxigênio.

Atendimento na rede pública de saúde

O Governo do Amazonas anunciou na manhã desta quinta-feira (16) que vai recorrer da decisão judicial que impugnou o contrato de R$ 2,6 milhões entre o Estado e o Hospital Nilton Lins, que está sendo preparado para atender os casos de Covid-19. Em entrevista à Rede Amazônica, o governador Wilson Lima enfatizou que os trabalhos para a implantação da unidade não serão interrompidos.

No pedido de ação popular, o autor diz que o valor do contrato de aluguel é alto, e que o governo do estado deveria ter, primeiramente, tentado ampliar os leitos já existentes no Hospital Delphina Aziz, considerado referência no tratamento de Covid-19, no Amazonas.

Questionado sobre a questão, Wilson Lima alegou que, embora a unidade tenha ampliado 100 leitos e recebido médicos intensivistas entre esta quarta e quinta-feira (16), a unidade deve atingir a capacidade máxima em breve. Na terça-feira (14), a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) anunciou que uma equipe com 15 profissionais de saúde, sendo cinco médicos e dez enfermeiros, enviada pelo Ministério da Saúde deve começar a atuar em Manaus neste quinta-feira (16).

Em uma outra decisão, a Justiça do Amazonas acatou uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado para que uma série de medidas seja tomada no combate ao avanço da disseminação do novo coronavírus. Entre elas, o funcionamento integral do Hospital Delphina Aziz, a contratação de leitos existentes no Hospital Universitário Getúlio Vargas e do Hospital Beneficente Portuguesa e a retirada de pacientes que estão sem assistência adequada nos prontos-socorros do estado.

O novo hospital de campanha montado pela Prefeitura de Manaus no Lago Azul, na Zona Norte, também reforça o atendimento no sistema público de saúde para casos de Covid-19. A unidade recebeu os primeiros pacientes de Covid-19 na madrugada desta terça-feira (14). Eles foram encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 1, que entrou em funcionamento imediato na noite de domingo, com 18 leitos iniciais instalados.

O número total de casos confirmados do novo coronavírus no Estado chegou a 1.719, segundo a última atualização feita pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), nesta quinta-feira (16). O número de mortes causadas pelo novo coronavírus no Amazonas chegou a 124.

De acordo com a FVS-AM, 459 dos casos são em Manaus e 260 no interior, em 21 municípios diferentes. O número de casos confirmados em Manacapuru continua subindo e já chega a 149.

O boletim aponta, ainda, que 688 pacientes estão internados com suspeita e confirmação do novo coronavírus. São 154 pessoas testadas positivo para a Covid-19 e outras 534 sob investigação.

Casos de coronavírus no Amazonas

Primeiro caso foi registrado no dia 13 de março, e primeira morte no dia 24

Fonte: FVS-AM

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