Nos últimos dias, a presença de veículos, embarcações e até aeronaves da Marinha do Brasil é constante no Porto de Santos. Todos esses meios e 300 fuzileiros navais deverão permanecer na Cidade nos próximos dias, realizando inspeções para garantir a segurança no complexo marítimo.

“É uma ação preventiva. Até o momento, não houve nenhum tipo de ocorrência que indicasse a necessidade de ação das tropas com empenho de força. A operação vai continuar nos próximos dias, para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO)”, explicou o capitão de mar e guerra Daniel Rosa de Menezes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Os militares iniciaram patrulhas nas proximidades do cais santista. Em terra, os oficiais estão presentes, várias vezes ao dia, nos locais de concentração dos caminhoneiros, nos acessos ao Porto. Pelo mar, o navio-patrulha Macaé é responsável pela inspeção de áreas portuárias e também nas regiões próximas aos atracadouros das balsas que fazem a travessia entre Santos e Guarujá.

Na semana passada, um grupo de pescadores interrompeu, por cerca de uma hora, o tráfego nesta região, durante um protesto em apoio aos caminhoneiros. “A finalidade da GLO é preservar a infraestrutura portuária de ameaças, assim como o patrimônio do Porto e ainda a segurança das pessoas que lá trabalham”, afirmou o capitão dos portos.

Além do navio-patrulha Macaé, outra embarcação da Marinha do Brasil está no Porto. Trata-se do Navio Doca Multipropósito (NDM) Bahia, capaz de transportar viaturas militares e embarcações de desembarque, operar com três helicópteros de porte médio e transportar até 450 fuzileiros navais. Nesta operação no Porto, foram destacadas duas aeronaves, 270 militares e diversos veículos.

O NDM Bahia conta ainda com dois blocos cirúrgicos, que dispõe de 49 leitos, sendo oito de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Laboratórios de análises clínicas e equipamentos de raios X e ultrassom também fazem parte da estrutura da embarcação.

Fonte: A Tribuna