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O número de infectados pelo novo coronavírus na capital voltou a crescer, segundo a 13º etapa da pesquisa sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina e divulgada nesta quinta-feira (16). Ao todo, cerca de 217 mil pessoas já contraíram o vírus em Teresina, o que indica que um em cada 4 teresinenses já foi infectado, ou seja, 25% da população.

Apesar do crescimento em relação à semana anterior, o prefeito Firmino Filho (PSDB) destacou que outros dados confirmam as etapas anteriores da pesquisa, de que a capital já passou pelo pico da doença.

A pesquisa indicou que a maioria das pessoas que testaram positivo para o coronavírus não estão mais no período transmissivo, ou seja, aparentemente estão imunes e não transmitem mais o vírus. O receio, segundo o prefeito da capital, era que a primeira etapa da abertura do comércio, ocorrida no dia 7 de julho, cerca de uma semana antes da última pesquisa, pudesse ter feito crescer o número de infectados.

“Poderíamos interpretar que aconteceu algo que impactou, uma possível ligação com a abertura do comércio, mas também podemos ver que talvez nas últimas duas semanas continuamos tendo crescimento, mas a pesquisa não mostrou, então agora estamos fazendo uma ‘correção de rota’. Mesmo assim fica essa dúvida e ela será tirada na próxima semana, para sabermos que tendência é essa”, disse o prefeito.

Outros dados “abrandam” o crescimento

Prefeito Firmino Filho — Foto: Reprodução/PMT

Apesar do aumento, segundo ele, outros dados “abrandam” o crescimento. Um dos dados avaliados é o total de imunes diante do total de infectados, que foi bastante alto nesta pesquisa, o que é positivo.

O pico no total de infecções ativas, ou seja, transmitindo a doença, foi registrado na pesquisa feita entre os dias 5 e 7 de junho, há mais de um mês, com 41 mil casos ativos. Entre 5 e 7 de julho, o total de infectados ativos é de 30 mil pessoas. O prefeito destacou que a programação da prefeitura já previa este período para o pico de contágio.

“O trabalho feito pelo professor doutor em matemática, da Universidade Federal do Piauí, Jefferson Leite, foi usado por nós para termos uma ideia de quando o pico aconteceria. Essa previsão foi feita ainda em abril e indicou o dia 10 de junho como o pico de contágio na cidade, o que vemos que se confirmou”, declarou.

Além disso, o total de consultas por síndromes gripais e por síndromes respiratórias agudas graves, caiu nas duas últimas semanas. Há cerca de 15 dias, a capital atingiu o pico, segundo a pesquisa, no total de consultas: 20 mil em uma semana. Na última semana, foram 16 mil.

Quanto às síndromes graves, o pico foi atingido há 15 dias com 766 atendimentos em uma semana. Na semana seguinte, foram 691 casos.

“Isso não quer dizer que devemos relaxar. Se isso fosse um jogo de futebol, diria que estamos no segundo tempo, não podemos achar que já está ganho, ainda temos muito o que analisar para manter o resultado positivo”, disse.

Retorno do comércio está mantido

O prefeito disse que, diante dos dados, as etapas de abertura do comércio previstas para os próximos dias 20 e 27 de julho estão mantidas, mas com atenção. Ele voltou a dizer que a situação será conduzida como se estivesse “descendo uma serra”.

“Vamos descer, mas sempre com o pé na embreagem, pronto para apertar o freio, e a mão preparada para puxar o freio de mão. O retorno está mantido, sim, mas vamos observar a cada semana como estão os índices de infecção, transmissão, taxa de ocupação de UTIs e, se for necessário, podemos voltar atrás”, disse.

Decretos determinam distanciamento social

Para evitar a contaminação pelo vírus, o isolamento social e medidas emergenciais foram determinadas por meio de decretos do governo do estado e das prefeituras, como na capital piauiense, para que a população fique em casa e evite ao máximo ir às ruas. Aulas em escolas e universidades, a maioria das atividades comerciais, esportivas e de serviços em geral estão suspensas por tempo indeterminado.

Serviços essenciais como farmácias, postos de combustíveis e supermercados continuam mantidos mas estão regulamentados. O atendimento em clínicas, hospitais e laboratórios, assim como o funcionamento de escritórios de advocacia e contábeis também foram liberados mediante cumprimento de regras.

Prevenção, contágio e sintomas

Lavar as mãos de forma correta (veja vídeo), uso de álcool em gel, sempre usar máscaras, evitar contato pessoal e aglomerações de pessoas são algumas das orientações para evitar o contágio da doença.

É importante também ficar atento quanto aos principais sintomas (tosse seca, congestão nasal, dores no corpo, diarreia, inflamação na garganta e, nos casos mais graves, febre acima de 37° C e dificuldade para respirar). Um guia ilustrado preparado pelo G1 ajuda a tirar dúvidas.

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