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A Universidade de Brasília (UnB) inicia, nesta quarta-feira (5), os primeiros testes da vacina contra o novo coronavírus (SARS-Cov-2), desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. O ensaio clínico é coordenado pelo Instituto Butantan e foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A vacina do estudo é inativada e será aplicada em duas fases, com intervalo de 14 dias, em até 850 profissionais de saúde voluntários. Na próxima semana, apenas 10 pessoas receberão as doses.

Para serem considerados aptos a participar do estudo, os voluntários devem ser maiores de 18 anos, trabalhar no atendimento a pacientes com a Covid-19 e não podem ter sido infectados pelo novo coronavírus até o começo dos testes.

Neste sábado (1º), o DF chegou a 106.824 casos confirmados do novo coronavírus. Desde o início da pandemia foram 1.480 óbitos. A média é de 9,8 vítimas por dia na capital.

De acordo com o professor Gustavo Romeno, que coordena a pesquisa no DF, “metade desses profissionais receberá a vacina, e a outra metade um placebo”. A pesquisa será realizada no Hospital Universitário (HUB), que deverá seguir os protocolos nacionais e internacionais em pesquisa clínica.

De acordo com pesquisadores da UnB, os resultados apresentados na fase II de desenvolvimento da vacina foram considerados “promissores e demonstraram a produção de anticorpos neutralizantes em 90% dos participantes que receberam a imunização”.

As 20 mil doses produzidas pelo laboratório chinês Sinovac Biotech chegaram no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, no dia 20 de julho.

Nesta terceira fase de testes, nove mil voluntários serão acompanhados em centros de pesquisas de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.

Testes com vacina chinesa começam nesta terça; Doria anuncia detalhes em coletiva

De acordo com o governo de São Paulo, o Instituto Butantan está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A capacidade de produção é de até 100 milhões de doses. O acordo com o laboratório chinês prevê que, se a vacina for efetiva, o Brasil receberá ainda 60 milhões de doses fabricada na China para distribuição.

A parceria entre o laboratório chinês e o Butantan foi anunciada no dia 11 de junho. Na ocasião, o governador João Doria (PSDB) disse que, se comprovada a eficácia e segurança da vacina, ela será disponibilizada no SUS a partir de junho de 2021.

Coronavírus — Foto: Radoslav Zilinsky/Getty Images/Arquivo

Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas para testar a segurança e a resposta imune da substância. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos).

O segundo momento é a fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo). Só então é chegada à fase clínica, em humanos, em três fases de testes:

  • Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;
  • Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Os pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;
  • Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário.

O objetivo dos novos testes a serem realizados no Brasil é demonstrar a eficácia e segurança da vacina em humanos.

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