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Cai tempo médio de liberação de contêineres no Porto de Santos

Período para retirada dos contentores importados diminuiu de 13 para 10 dias, aponta Maersk

Dez dias é o tempo médio para a liberação de contêineres de importação no Porto de Santos. Nos últimos anos, o processo entre o desembarque das caixas metálicas e a entrega das mercadorias caiu cerca de três dias. Esta variável vem caindo e o motivo são os constantes investimentos em produtividade das instalações especializadas.
Esses dados integram um levantamento da Maersk Line, armadora líder mundial no transporte marítimo de contêineres. De acordo com o diretor de Trade Marketing da empresa para a costa leste da América do Sul, João Momesso, o tempo de liberação das caixas metálicas é uma variável que incide diretamente nos custos logísticos.
“A gente ainda precisa melhorar muito, mas esse dado é positivo e indica muita coisa. Esse dado é quanto tempo o contêiner fica no terminal no processo de importação, até que ele seja liberado. Ele é importante porque, no Brasil, quando a carga fica no terminal, a armazenagem é bastante cara. Então, quanto mais tempo o contêiner fica, pior é para o importador, que vai ter que pagar por essa armazenagem”, destacou Momesso.
Essa queda também aparece em levantamentos de entidades do setor. Segundo dados da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), o tempo médio entre a entrada e saída das cargas nos terminais do Porto de Santos foi de 12,52 dias no ano passado. No entanto, em 2010, esse período era de 25,78 dias.
Para Momesso, essa redução é motivada por três fatores. O primeiro reúne os esforços da iniciativa privada em aumentar a produtividade de seus terminais, com investimentos em equipamentos e a modernização das operações, garantindo um salto de eficiência nas unidades.
“O motivo principal é claro no Porto de Santos. O investimento feito pela iniciativa privada nos últimos anos foi muito grande. E a competição aumentou”, destacou o executivo.
Outro fator que ajudou na redução do tempo de liberação dos contêineres foi a diminuição das operações de importação. Com pátios mais vazios, a logística foi feita com maior planejamento e eficiência.
Em 2016, as operações com contêineres no Porto de Santos somaram 3,5 milhões de TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés). Deste total, 1,78 milhão de TEU foram desembarcados no cais santista. De acordo com dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o cais santista, as importações no ano anterior totalizaram 1,8 milhão de TEU.
“O caminhoneiro que tem que buscar o contêiner sabe exatamente a hora que ele tem que ser disponibilizado e não precisa pernoitar na porta do terminal. Com isso, ele tira custo. Para o terminal, se ele consegue organizar o pátio de maneira mais eficiente, cabe mais cargas, atrai mais empresas de navegação”, destacou o diretor da Maersk Line.

Burocracia

O terceiro fator apontado por Momesso são as tentativas do Governo Federal em reduzir a burocracia. A criação de sistemas informatizados, como o Porto Sem Papel (PSP), que agiliza os processos de atracação de embarcações nos complexos marítimos brasileiros, foi lembrado pelo executivo como uma ferramenta que garante a eficiência das operações.
“Quando se colocam esses três fatores juntos, o contêiner, hoje, é liberado mais rápido. Isso permitiu um planejamento. A partir do momento que você usa um planejamento e uma informatização maior, você tem um impacto na cadeia inteira”, destacou Momesso.
Apesar da redução do tempo na liberação dos contêineres, o executivo garante que ainda é possível diminuir mais a permanência de cargas nos terminais do País. Para isso, a saída é manter os investimentos em tecnologia e planejamento logístico.
“Tem lugares do mundo em que a retirada dos contêineres acontece em dois ou três dias. Aqui, a média ainda é 10 dias. A gente precisa trabalhar na informatização. Continuar fazendo o que está fazendo”, destacou João Momesso.
Fonte: A Tribuna
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Porto aumenta limite do calado na área da Alemoa

Navios que passarem pela região podem atingir até 12,2 metros

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) aumentou ontem o calado máximo (a profundidade máxima que uma embarcação pode atingir) na parte mais rasa do trecho 4 do canal de navegação do Porto de Santos. Trata-se do local onde estão os terminais de líquidos do cais santista. Agora, a partir das instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP) até o Canal de Piaçaguera, navios com até 12,2 metros de calado poderão trafegar em segurança em condições normais de maré.

O conceito de calado está relacionado à segurança da navegação. Para não haver o risco de as embarcações rasparem o fundo do casco no leito do canal, podendo bater em uma rocha ou objeto (e até naufragar), elas devem manter uma distância segura dele. Para isso, é definido um limite da profundidade a ser atingida por seu casco (especificamente, sua quilha). Essa dimensão, que acaba sendo a altura da parte do casco que permanece submersa, é o calado do navio.

Essa distância, portanto, depende da profundidade do trecho do canal, medida pela batimetria (levantamento dessa fundura). A verificação é feita pela Docas, que entrega os resultados obtidos à Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), que sugere a referência de navegação. De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, que é o comandante da Autoridade Marítima, analisar esses números é uma das prioridades do órgão.

“Assim que chega, nós marcamos uma reunião, analisamos e depois chamamos a Codesp e a Praticagem (entidade que reúne os práticos, profissionais que orientam a navegação dos navios no estuário) para sugerirmos o calado”, explicou o oficial.

Ao analisar os resultados da última batimetria, segundo o comandante, foi possível sugerir um aumento do calado em apenas uma subdivisão de trecho do canal. Esta área é a que tem a menor profundidade e, consequentemente, o menor calado do complexo.

Trata-se da região entre a BTP e o Canal de Piaçaguera. Até então, navios de apenas 11,2 metros de calado podiam trafegar em segurança naquela região. A sugestão da Autoridade Marítima aumentou em um metro esse parâmetro. E em períodos de maré alta, ainda há o acréscimo de mais um metro.

De acordo com Pinheiro de Carvalho, o aumento poderá beneficiar os terminais instalados no Canal de Piaçaguera, que também está em processo de dragagem. Isto porque os navios que seguem para esta região são obrigados a passar por esse ponto da via marítima.

Já nos demais trechos do canal de navegação do Porto, desde a entrada da Barra até a BTP, o calado é 13,2 metros.

Obra

A dragagem do canal do Porto é executada pela empresa holandesa Van Oord a partir de um contrato firmado com a Codesp, no ano passado.
E a mesma empresa foi contratada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para a ampliar as profundidades do cais santista. Até julho deve ser concluído o projeto-executivo do empreendimento. A obra prevê o aprofundamento do canal e das bacias de acesso aos berços de atracação dos atuais 15 metros, em média, para 15,4 e 15,7 metros. Os locais de atracação também terão uma nova fundura, de 7,6 a 15,7 metros.

 

Fonte: A Tribuna

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Obras devem impactar movimento de cargas no Porto de Santos

O diretor presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva, empresa responsável pela gestão do Porto de Santos, participou na última quarta-feira (15) da apresentação do Desempenho do Setor Aquaviário Brasileiro em 2016, promovida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O evento aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista.

O encontro reuniu empresas públicas e privadas do setor. A Antaq apresentou os números consolidados de movimentação portuária do ano passado. O diretor presidente da Codesp, Alex Oliva, apresentou os números do Porto de Santos. “Estamos em um momento de grande transformação”, destacou ele. “Estamos remodelando a Avenida Perimetral, com ampliação da malha ferroviária interna. Serão mais seis moegas ferroviárias. Juntamente com as obras privadas nas áreas que foram recentemente arrendadas, tudo isso vai impactar positivamente o Porto de Santos”; declarou.

O ministro Maurício Quintella Lessa, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, enfatizou que o país está retomando o crescimento. “Os primeiros sinais, relativos ao mês de janeiro indicam essa retomada”, disse ele, citando a navegação de cabotagem entre sul/sudeste e Manaus. Ele também deu como exemplo de expectativa positiva para os portos a previsão de aumento na safra nacional de grãos. Para o Porto de Santos, o ministro garantiu prioridade para as obras de dragagem, contratadas pelo Governo Federal: “A dragagem para o porto está como o oxigênio para o ser humano”, exemplificou Quintella, citando frase do presidente da Codesp, Alex Oliva.

Além da apresentação das estatísticas de 2016, que apontaram Santos como destaque na movimentação de contêineres e grãos, Alex Oliva falou também das melhorias na região portuária. “Está em gestação a obra da nova entrada da cidade”, lembrou o presidente da Codesp. Ele também destacou a inteligência logística: “nós priorizamos ter três condições básicas, sendo elas: navios atracados, armazéns cheios e carga chegando; tudo isso com velocidade”, disse ele.

O evento da Antaq também contou com a apresentação de dados de outros portos. Conforme a Antaq, o setor portuário nacional (portos organizados e terminais de uso privado) movimentou no ano passado 998 milhões de toneladas. O número representou um decréscimo de 1% em relação a 2015, quando foi movimentado 1,008 bilhão de toneladas. A informação consta no Anuário Estatístico Aquaviário 2016 da agência, divulgado durante o evento.

Na movimentação de contêineres nos portos e nos TUPs, Santos (SP) liderou em 2016, com 32 milhões de toneladas (-5,4%). A Portonave (SC) ficou em segundo, com 9,7 milhões de toneladas, aumento de 27,2%. Em terceiro, apareceu Paranaguá (PR), que movimentou 8,2 milhões de toneladas, queda de 5,4%. Em relação às mercadorias, destaque para os minérios, com 418 milhões de toneladas movimentadas, aumento de 2,7% na comparação com 2015. O setor portuário registrou aumento na movimentação de açúcar (9,2%), adubos (19,3%) e celulose (31,3%). Entre as safras de destaque, a movimentação de cereais (grupo que inclui o milho), teve uma queda de 30,6%.

A Diretoria da Antaq reiterou que a Agência vem trabalhando para o incremento da infraestrutura do setor portuário, para viabilizar um ambiente competitivo, fortalecer a segurança jurídica e garantir previsibilidade. Além disso, os diretores da Antaq defenderam a redução do Custo Brasil, a simplificação do processo de outorgas e a desburocratização do setor aquaviário.

Fonte: Logweb

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Porto de Santos projeta crescimento na movimentação de cargas em 2017

Em um ano de mudanças e desafios nos cenários nacional e mundial a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) desenvolveu ações para manter a posição do Porto de Santos como o principal complexo portuário da América Latina. São ações e projetos que permitem não somente o recorde da participação na balança comercial brasileira – mesmo em momento de retração econômica -, mas também a preparação do Porto para ser “não somente o maior, mas o melhor porto para se operar”, afirma o diretor-presidente da empresa José Alex Oliva.

Além das atribuições da Autoridade Portuária, a gestão da Codesp sob a atual diretoria está voltada para o fortalecimento da relação porto-cidade. “O Porto de Santos está dentro da cidade e a cidade fica junto ao Porto, então é importante que haja uma interação maior entre a cidade e porto em todos os seus aspectos, seja social, cultural, esportivo e ambiental”, explica o presidente.

Focada na qualidade de vida da região, a Autoridade Portuária, em uma de suas primeiras ações do ano, participou, em fevereiro, da mobilização nacional de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya. O presidente Alex Oliva destacou a importância da parceria entre porto de Santos e cidade, que estabeleceu um rigoroso programa de monitoramento e controle, com um balanço muito positivo de ações promovidas na região do porto e seu entorno.

A ação da Companhia Docas para fortalecer a relação Porto-cidades também foi marcada pelo apoio às entidades da região. “Os projetos sociais que valorizem a Baixada Santista terão um tratamento carinhoso por parte da Codesp” disse Alex Oliva. A empresa destinou parte do seu Imposto de Renda para fundos sociais assistenciais da região. Foram contemplados o Fundo Estadual do Idoso de São Paulo e os Fundos Municipais do Direito da Criança e do Adolescente (FMDCA) das cidades de Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e Bertioga.

As ações de médio e longo prazo unem-se às ações imediatas que impactam diretamente as comunidades, como o patrocínio de eventos culturais, sociais e esportivos. A Codesp incentiva projetos que, associados à marca Porto de Santos, possam agregar valor frente a um ou mais públicos de interesse, gerando reconhecimento institucional.

A Companhia também busca preservar sua própria memória. Foi firmado convênio com a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) para restauração da locomotiva “Lavoura”, máquina a carvão, de fabricação americana, produzida em 1889. Restaurada, vai voltar a ser exposta no Museu do Porto. No local será construída uma estação de estrada de ferro, também conhecida como gare, para sua conservação.

No relacionamento com outras entidades, um dos destaques foi a aula magna do curso de Gestão Portuária da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Rubens Lara da Baixada Santista, ministrada em março pelo diretor presidente Alex Oliva, em evento aberto ao público no terminal de passageiros do Porto de Santos.

O relacionamento com o Exército Brasileiro foi estreitado, com visitas de autoridades militares à presidência da Codesp. É crescente a integração do Exército com a gestão do porto de Santos, tendo como exemplo a participação em reuniões na Comissão Local das Autoridades Anuentes do Porto de Santos (Claps).

Na relação permanente com os clientes do Porto de Santos a Codesp retomou as reuniões do Comitê de Logística, participou do Comitê de Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus) e do Conselho da Autoridade Portuária (CAP). Também promoveu a reformulação do Plano de Auxílio Mútuo do Porto de Santos (PAM), visando à alteração de sua estrutura de funcionamento e o aprimoramento dos procedimentos de prevenção e atendimento a situações de emergência na área do Porto Organizado. O diretor presidente Alex Oliva afirma que todos os órgãos que integram o PAM devem trabalhar em conjunto, “agir em sintonia, alinhando procedimentos para atingirmos resultados eficazes”.

Na área de Recursos Humanos a Codesp iniciou participação no primeiro Comitê de Gênero do setor portuário. Composto por 16 integrantes e 16 suplentes, faz parte do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) do Governo Federal. A empresa promoveu ação com depoimentos de funcionárias que atuam em profissões predominantemente masculinas. Na Companhia Docas as mulheres são cerca de 13% do quadro de pessoal.

A diretoria executiva da Codesp aprovou, ainda, a abertura de concurso público para preenchimento de vagas em diversas funções do quadro de carreiras da empresa, com formações técnico profissionalizantes, ensinos médio e superior. Está prevista, também, a formação de cadastro reserva. O concurso deve ocorrer em 2017.

José Alex Oliva completou em novembro seu primeiro ano na presidência da Codesp. As demais diretorias foram alteradas durante o ano, com mudanças de responsabilidade entre os diretores. Na diretoria Administrativa e Financeira, assumiu o engenheiro Francisco José Adriano, funcionário de carreira da Codesp, que ocupava o cargo de diretor de Relações com o Mercado e Comunidade. Em seu lugar, foi indicado Cleveland Sampaio Lofrano, engenheiro civil de formação, com mestrado em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele era diretor de Logística na Companhia desde setembro do ano passado.

Modernização da gestão portuária

O Projeto de Modernização da Gestão Portuária (PMGP), iniciada em 2015, continua estruturando a Codesp para atuar com um novo modelo de gestão, objetivando aumentar os padrões de governança, gestão de riscos, conformidade, sustentabilidade e a qualidade dos serviços prestados, gerando benefícios sociais, retorno financeiro para seu custeio e investimentos.

A área responsável pela implementação do PMGP desenvolveu diversas ações que resultaram na execução de 90% do Projeto. Foi também implantado o Escritório de Projetos (PMO), sigla de Project Management Office, no qual novos processos, procedimentos e Instrumentos Normativos foram desenvolvidos.

O acompanhamento de Indicadores de Gestão, de Políticas Setoriais e de Processos está sendo enriquecido com iniciativas para levar ao conhecimento dos colaboradores a aplicação dos novos processos. Dentre as atividades destaca-se a criação do Escritório Itinerante para divulgar os conceitos, processos e procedimentos ligados ao PMGP, assim como a criação de uma Cartilha Orientativa do Escritório de Projetos implementado na Codesp, apresentada em um workshop para todos os diretores e superintendentes da empresa.

Entre outros procedimentos a serem destacados estão a publicação na Intranet das normas e procedimentos da empresa; dos cases de sucesso apresentados nas reuniões mensais do PMGP junto a estrutura de portos do ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), via newsletter para todas as gerências e coordenadorias da empresa; do processo de honorário variável mensal, atingindo a meta de 100% nos três trimestres consecutivos, com expectativa de que o mesmo aconteça no último trimestre de 2016.

Porto de Santos 125 anos

No dia 2 de fevereiro de 2017, o Porto de Santos comemorará 125 anos da entrega do primeiro trecho de 260 metros de cais construído pela então Companhia Docas de Santos (CDS), marcada pela atracação do navio “Nasmith”, de bandeira inglesa, da armadora Lamport & Holt.

A inauguração desse trecho de cais, representando o início das operações no porto organizado, ocorreu quatro anos após a assinatura de contrato entre o governo do Império e um grupo de concessionários para execução e exploração das obras de melhoramento do Porto de Santos. O novo cais situava-se no trecho conhecido como Porto do Bispo.

Coube ao Nasmith a distinção de inaugurar esse primeiro trecho de cais, fato que o fez entrar nos registros marítimos históricos. Não era um navio excepcional, suas linhas eram típicas das de um cargueiro com perfil baixo (apenas 2 conveses), casco alongado em linhas retas e sem superestrutura de popa. Após longa estada em Santos, onde teria servido como embarcação de apoio à construção do cais, o navio zarpou, em janeiro de 1892, para o Rio de Janeiro, voltando a Santos no início de fevereiro, inaugurando o novo cais embarcando café para a Europa.

Para lembrar a data oficial da inauguração do Porto de Santos a Codesp está preparando um calendário de eventos. Dentro das comemorações, será reaberta a Pinacoteca Gaffrée e Guinle, que faz parte do Complexo Cultural do Porto de Santos, juntamente com o Museu do Porto. A Pinacoteca foi inaugurada em 28 de janeiro de 1999 e recebeu esse nome em homenagem a Cândido Gaffrée e Eduardo Palassin Guinle, fundadores da CDS, empresa responsável pela construção dos primeiros cais.

Diretoria de Operações Logísticas

Sem registro de congestionamentos durante dois anos seguidos, a partir da implantação do sistema de agendamento de chegada de cargas ao Porto de Santos, a Diretoria de Operações Logísticas (Dilog) da Codesp vem trabalhando para intensificar a melhoria da logística dos vários modais dentro do complexo portuário. “O atendimento do usuário é prioridade para a Codesp, que trabalha para conseguir melhorar, cada vez mais, os acessos terrestres, ferroviários e marítimos”, explica o diretor Celino Fonseca.

O sistema Portolog, programa que permite o acompanhamento dos caminhões de carga desde sua origem até a chegada ao Porto de Santos, foi liberado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Funcionando em teste desde o final de 2014 entrou em operação neste ano. Ele vai substituir o Sistema de Gerenciamento de Tráfego de Caminhões (SGTC) da Codesp, que faz o agendamento, mas não acompanha a chegada dos caminhões.

Neste início de implantação, o sistema Portolog controla apenas os caminhões de granéis sólidos de origem vegetal. No entanto, o projeto objetiva o agendamento de caminhões transportando outros tipos de carga, a exemplo de granéis líquidos e contêineres. A obrigatoriedade somente para o granel vegetal deve-se ao Plano Safra 2017, para escoamento, a partir de fevereiro, da soja, milho e açúcar destinados à exportação. Com isso, será possível saber, com maior antecedência e de forma automática, quantos caminhões irão acessar o porto nos dias seguintes. Isto permite planejar o tráfego na área do Porto de Santos e tomar medidas preparatórias em situações de pico ou de contingência, bastante comuns em época de escoamento de safra.

Ainda em relação ao transporte rodoviário, a Codesp recebeu a autorização da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para implantar um estacionamento para caminhões numa área de 226,7 mil m². O terreno fica na região da Alemoa e deverá servir para a implantação de uma Área de Apoio Logístico Portuário (AALP), podendo incluir benfeitorias e atendimentos aos caminhoneiros, como uma central de fretes. Também poderá ser usada parte da área para atividades auxiliares à operação portuária, como armazenagem de contêineres e operações ferroviárias.

De vital importância para o Porto de Santos, o Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System – VTMIS) está sendo implantado para permitir o monitoramento das embarcações, desde sua chegada na área de fundeio, entrada e saída do complexo portuário. O avanço do projeto foi considerável no segundo semestre de 2016. Todas as áreas para instalação dos radares foram aprovadas através de estudos técnicos do solo e sondagens. Os trabalhos de instalação já estão em andamento na Ilha do Barnabé, que é um dos pontos que receberá um dos quatro radares envolvidos no projeto. A perspectiva é de que no final de 2017 já será possível o monitoramento das embarcações através de alguns radares.

O centro de controle do VTMIS está instalado na Ponte de Inspeção Naval, localizada no bairro da Ponta da Praia. O prédio foi reformado, modernizado e já está em funcionamento, com equipamentos instalados e funcionários se adaptando a operação. Ela conta com antena VHF para comunicação com as embarcações e receberá dados das torres de monitoramento, de uma estação meteorológica e de um marégrafo.

A discussão e busca de soluções é também a principal motivação da retomada do Comitê de Logística do Porto de Santos. O grupo se reúne, quinzenalmente, para debater questões relativas à logística do complexo portuário santista. Além da Codesp, o Comitê reúne, na sede da estatal, entidades do setor portuário, prefeituras, Ecovias, Polícia Rodoviária, entre outros, para debater as questões prioritárias que afetam o complexo portuário.

No âmbito interno, a Codesp vai promover a reforma do seu Datacenter. “Atualmente a empresa depende, cada vez mais, da estrutura de tecnologia”, afirma o diretor Celino Fonseca. “Os dados que possibilitam a continuidade dos negócios e da prestação dos serviços são todos hospedados no Datacenter. Previsto para 2017, o investimento visa eliminar as falhas de infraestrutura, relacionadas a problemas elétricos, de climatização ou conectividade”, detalha o diretor.

A reforma do Datacenter objetiva prevenir os riscos físicos, criando um ambiente seguro. A meta é tornar o ambiente imune às ameaças como fogo, fumaça, gases corrosivos, arrombamento, roubo, explosão, vazamentos, campos magnéticos, dentre outros. “Prevenindo desde incêndios de grandes proporções até um simples vazamento de água poderemos garantir a integridade de todos os dados que transitam na rede da Codesp, com confiabilidade, segurança e sigilo necessário”, completa Fonseca.

Relações com o Mercado e Comunidade

O diretor de Relações com o Mercado e Comunidade, Cleveland Lofrano, mencionou importantes avanços nas relações do Porto de Santos com o mercado e a comunidade. Entre eles destacam-se os estudos de obras para otimização morfológica, náutica e logística do canal de acesso ao Porto de Santos, em desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP), revisões tarifárias, no Plano Mestre, no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), na Poligonal do Porto e a regularização fundiária de áreas da União.

Com relação aos estudos desenvolvidos pela USP, Lofrano explica que um dos objetivos é atender os questionamentos feitos através de Ação Civil Pública do Ministério Público Federal, que implica na redução da largura do canal de navegação de 220 para 170 metros, caracterizando o porte máximo dos navios que poderiam acessar o Porto de Santos para a condição de canal reduzido.

Para isso, a USP simulou em um tanque de provas numérico os navios que podem operar nessas condições. Os ensaios apontam que as embarcações aceitáveis para a situação de estreitamento de canal são o navio Tipo de 240 metros de comprimento, com boca de 32 metros; o navio Especial de 245 metros de comprimento e 38 metros de boca e, em situações de cruzamento de embarcações, o de 160 metros de comprimento e 24,9 metros de boca. Com canal de 220 metros, o navio Tipo é de 306 metros, com boca de 46 metros; o Especial é de 336 metros e, em situação de cruzamento, é de 190 metros de comprimento.

Lofrano explica que a primeira etapa desse trabalho envolveu, também, estudos sobre as ressacas que têm assolado a Baixada Santista. “Foi um trabalho criterioso e bem fundamentado, com base em dados de séries históricas e simulações que concluem que o nível de interferência da dragagem nas intercorrências verificadas nas praias de Santos e Guarujá é de, no máximo, 4%. O diretor conta que há uma expectativa de que os navios que utilizam o porto de Rotterdam, com capacidade para 15 mil teu, passam frequentar Santos. “Com o canal de acesso estreitado o porto não terá condições para receber essas embarcações”, alerta.

A Codesp avaliou, também, a demanda de carga para o Porto de Santos, tomando como base os estudos do Plano Mestre, desenvolvido pela área de portos do ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Com isso, a expectativa é movimentar em 2030 cerca de 205 milhões t.

O estudo analisou, ainda, a viabilidade das manobras com os navios porta contêineres com comprimento de 349 m e 366 m, com dragagem até a profundidade de 17 m, no canal de navegação e bacias de evolução do Porto de Santos, ressaltando as restrições e estudos adicionais necessários. Essas análises e a simulação realizadas apontam a viabilidade das manobras de entrada e saída desses navios, com algumas condicionantes ambientais e meteorológicas (visibilidade, estofo de maré, vento e ondas) e uso de rebocadores com capacidade de tração unitária de 70 tPB, entre outras condições.

O estudo cobriu, também, a interação entre os navios passantes e os atracados, tendo em vista as maiores dimensões das embarcações, em terminais previamente selecionados, como Ilha do Barnabé, Armazém 12-A, Armazéns 16/17/19/20/21, Armazéns 38/39, Teag e Teg. Os berços foram estudados em detalhes, em termos de interação hidrodinâmica, avaliando-se os movimentos (longitudinal e transversal) máximos dos navios atracados, assim como os esforços nos cabos de amarração e compressão nas defensas, em função da velocidade da embarcação e de seu afastamento dos navios em movimento no canal de navegação. Esse trabalho resultou em propostas para amarração dos navios e análises da resistência estrutural dos berços e seus acessórios (cabeços/defensas), bem como o tipo e estado de conservação dos cabos de amarração. As conclusões apresentadas no estudo limitaram-se ao calado de 14,2m.

Para corroborar os resultados obtidos em modelos matemáticos, encontra-se em construção modelo reduzido do Porto de Santos para estudos de manobrabilidade, atracação e interação hidrodinâmica, permitindo que sejam obtidos de forma teórica e experimental.

Os estudos através da modelagem computacional hidrodinâmico, em fase final de desenvolvimento, objetivam avaliar a possibilidade de eventuais alterações no canal de acesso ao Porto de Santos, com a proposição de intervenções estruturais ou não estruturais para garantir a cota de menos 15 metros no canal de acesso, além de reduzir os volumes de dragagem. Será avaliada, inclusive, a evolução morfológica nas áreas adjacentes ao canal de acesso do Porto de Santos, como consequência das intervenções propostas, sugerindo-se o indicativo de eventuais medidas mitigadoras/compensatórias na região. Essas obras propostas serão objeto de estudo de viabilidade econômico-financeira, com vistas aos futuros projetos de dragagem do porto.

Planejamento portuário – O diretor Lofrano destacou que a atual administração vem enfatizando a relação Porto-Cidade no seu planejamento, tendo em vista a importância que o complexo portuário tem para a Baixada Santista. “O porto responde por cerca de 70% da economia regional, gerando desenvolvimento e postos de trabalho, assim, procuramos planejar seu desenvolvimento com responsabilidade ambiental e tendo como foco a qualidade de vida das comunidades” explica.

Segundo Lofrano, a diretoria vem desenvolvendo um trabalho coeso que permita atingir essa meta e manter o Porto de Santos na posição de protagonista no cenário portuário nacional. “Demos passos importantes nessa direção, com a entrada em operação da fase inicial do Portolog, já para a safra 2016/2017. A implantação do VTMIS também deve avançar em 2017, proporcionando um salto de qualidade na segurança do porto e diminuindo tempo de espera das embarcações, reduzindo os custos de operação no Porto”, afirma o diretor.

Além disso, Lofrano inclui entre as principais ações previstas para este ano, a revisão do Plano Mestre da Codesp pelo MTPAC e a atualização do PDZ, a cargo da Autoridade Portuária. O atual data de 2006.

Dentre as principais ações realizadas em 2016 encontra-se a revisão da poligonal do porto. “Acabamos de concluir esse trabalho, já aprovado pela diretoria. Agora temos que finalizá-lo com o MTPAC, com o qual nos reuniremos, em breve, para definir uma poligonal do Porto que reflita o que é fundamental para o crescimento do complexo portuário santista.

O levantamento e cadastramento dos imóveis da União na área do Porto Organizado, visando sua regularização fundiária, é outra ação a se destacar. No início de 2017 será feita a atualização cadastral de todos esses imóveis dentro do Porto Organizado (com georeferenciamento) e verificado se eles têm registros de titularidade para a Codesp. Para aqueles que não tenham será solicitada a regularização fundiária.

O diretor destaca, ainda, o estudo desenvolvido pela Codesp para o estabelecimento da tarifa de energia elétrica. Segundo o presidente Alex Oliva, a tarifa de energia elétrica do Porto de Santos estava congelada há duas décadas, gerando, até o último mês de setembro, um déficit de quase 30 milhões de reais. A mudança permitirá cobranças mais adequadas e alinhadas às regras do setor, acrescido da tarifa de distribuição. Além dessas taxas, Cleveland revela que a Codesp deve concluir neste ano a revisão da tarifa portuária, iniciada em 2016. Essa revisão envolve a estrutura da tarifa e seus valores.

Com relação aos contratos de transição vigentes, o diretor explica que a tendência é que sejam extintos. Atualmente a Codesp mantém apenas dois desses instrumentos, com a Transpetro e a Termares, que permanecem até que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) finalize seu trabalho.

Outra frente destacada por Lofrano é o projeto de acesso a Santos. “Trabalhamos intensamente nesse projeto e, em breve, deverá ser assinado novo convênio com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Santos, através da Dersa, para dar continuidade aos trabalhos”, informa. A diretoria vem trabalhando, também, para a redução gradativa das interferências entre os modais, procurando eliminar pontos de conflito. “É uma meta importante que continuaremos a perseguir neste ano”, conclui.

Cleveland conta que a Codesp, através do Programa de Relacionamento com o Arrendatário, desenvolvido dentro do Projeto de Modernização da Gestão Portuária (PMGP), vem desenvolvendo um trabalho para estabelecer um canal aberto de comunicação com os arrendatários, objetivando viabilizar fluxos de informações ágeis acerca das demandas apresentadas à Autoridade Portuária. A Superintendência de Relações Comerciais e Gestão de Contratos de Arrendamentos , atuará como ponto focal para centralização dessas demandas, fazendo gestões para que os assuntos afetos aos arrendamentos sejam corretamente destinados e tenham um acompanhamento eficaz e um trânsito rápido, que atenda, plenamente, às expectativas dos arrendatários. “O objetivo é que o novo processo traga maior qualidade à informação disponibilizada aos arrendatários, resultando no bom andamento dos contratos de arrendamento e no estreitamento da relação entre as partes”, explica o diretor. Segundo Cleveland, essa é uma mudança cultural importante, que dará maior celeridade aos processos e evitará retrabalho.

Ainda com foco nas relações Porto-Cidade, Cleveland revela que a Codesp prepara os eventos para comemorar os 125 anos do Porto de Santos, que ocorrerá no próximo dia 02 de fevereiro. “Teremos surpresas muito boas”, adianta o diretor.

No aspecto comercial, a Autoridade Portuária finalizou em 2016 as tratativas do acordo de cooperação com o Porto de Miami. Preliminarmente, celebrou-se uma carta de intenções corroborando a meta dos dois portos de desenvolverem ações conjuntas de cooperação. Além disso, foi firmado um acordo de cooperação com o Porto de Antuérpia, durante a feira Intermodal South America 2016.

A vinda de delegações ao Porto de Santos continua aquecida. No último ano a Codesp recepcionou um total de 42 delegações empresariais, integradas por, aproximadamente, 270 pessoas. Já as entidades acadêmicas somaram 53, envolvendo 1.997 estudantes/professores, de diversas carreiras. A quantidade de visitas acadêmicas aumentou, consideravelmente, em relação ao verificado em 2015.

A Codesp participou, ainda, de cinco feiras de negócios, fóruns e congressos: Intermodal South América, Ecobrasil-12º Seminário Nacional sobre Indústria Marítima e Meio Ambiente, Seminário Internacional Brasil-Holanda, Santos Export e IX Pianc-Copedec. Além disso, realizou eventos como o Combate ao Aedes aegypti, o Fórum Operação Safra, a reunião dos portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e o Mês do Meio Ambiente.

As ações de patrocínios aprovadas em 2015 e viabilizadas em 2016 envolveram oito projetos que desenvolveram iniciativas culturais, esportivas, ambientais e sociais na Baixada Santista e capital, carregando a marca Porto de Santos em sua comunicação. Vale destacar que os projetos realizados em 2016 tiveram grande repercussão e foram destaque no calendário de eventos da cidade:

Descida das Escadas de Santos – Referência da modalidade Downhill Urbano do Mountain Bike no Brasil. O evento ocorreu em fevereiro, nas Escadarias do Morro do Pacheco. A competição envolveu 100 atletas e atraiu cerca de 10 mil pessoas, com veiculação em rede nacional.

Mantas do Brasil – O projeto visa a democratização do conhecimento, a pesquisa científica, a educação ambiental e a preservação da maior espécie de arraia do mundo (Manta birostris), além da preservação e a conscientização acerca do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos.

5º Santos Jazz Festival – O 1º e único festival de Santos e Região que apresenta música essencialmente brasileira, promovendo o intercâmbio com participações internacionais. Foram montados palcos em praças e lugares abertos da cidade, valorizando a cena cultural local. Foi realizado em Julho.

XX FESCETE – Festival de Cenas Teatrais – Realizado desde 1997, o FESCETE reúne, anualmente, mais de 1.200 artistas de diferentes segmentos – Teatro, Música, Dança, Poesia e Artes Visuais. Sua missão é orientar o processo de criação, promovendo o intercâmbio cultural entre os artistas e técnicos, investindo na formação de novos talentos, com a promoção de ações sociais e educacionais. Ocorreu nos meses de Junho e Julho, em diversos espaços culturais da cidade de Santos. Além disso, a Tescom disponibilizou para colaboradores da Codesp um Workshop de Teatro e Desenvolvimento Pessoal no mês de dezembro. Segundo a Tescom, os jogos e exercícios propostos buscam melhorar a desenvoltura do participante, possibilitando aumento da qualidade das relações pessoais e profissionais. O Workshop é uma oportunidade para aqueles que querem aumentar o volume de sua voz, deixar de lado a timidez, aprender a falar em público e tornar-se uma pessoa mais sensível. Ajuda, ainda, a trabalhar em equipe, melhorar a habilidade de liderança e comunicação, ser mais aberto a novas experiências, aceitar pontos de vista diversos sobre um determinado tema, interagir e se sair bem de situações desconfortáveis e sair de sua zona de conforto com mais frequência.

Projeto Guri – Uma das maiores iniciativas socioculturais do Estado de São Paulo, atinge milhares de jovens carentes que recebem aulas de música, apresentam-se em eventos e recebem acompanhamento pedagógico. Em 2016, a Codesp patrocinou o Polo Regional de Santos, que atende 443 alunos e abriga o Grupo de Referência Camerata de Violões.

Festival Elos – O Instituto Elos atua desde 2000 com intervenções ativas em comunidades de risco e baixa renda, buscando o desenvolvimento social das regiões e populações impactadas de forma permanente e sustentável. No Festival Elos, o Instituto busca impactar 3 comunidades, apresentando e ocupando sua nova sede no Morro da Nova Cintra. A entidade é mais conhecida pelo projeto Guerreiros sem Armas, patrocinado pela Codesp no ano passado.

Pinacoteca Benedicto Calixto: 30 Anos de Arte, Cultura e Educação – A Pinacoteca Benedicto Calixto é um dos principais aparatos culturais da cidade de Santos, recebendo mostras temporárias, apresentações musicais e teatrais, e com um importante acervo do pintor santista que lhe confere o nome.

O Som das Palafitas – O Instituto Arte no Dique, iniciativa sociocultural que trabalha com a população do Dique da Vila Gilda, na Zona Noroeste de Santos, propõe a realização de shows de bandas locais e outras manifestações, gratuitas e regulares, no Espaço Mais Cultura “Plínio Marcos”, incentivando a produção e o consumo cultural local.

Os projetos abrangendo espetáculos musicais, de teatro, exposições, competições, além de eventos públicos, aulas e workshops, movimentaram a vida cultural da cidade, oferecendo oportunidades e desenvolvimento social a comunidades carentes, divulgando noções de conscientização ambiental e preservando os recursos naturais da região.

No segundo semestre do ano passado, a Codesp realizou um processo de seleção pública de patrocínios, avaliando projetos com potencial para serem realizados no próximo ano. A seleção pública envolveu a divulgação, publicação de instrumento de seleção pública, oficina de capacitação para proponentes e interessados e um processo de seleção objetivo, baseado em matrizes de pontuação. A empresa recebeu a quantidade recorde de 79 propostas de patrocínio, nas áreas social, cultural, esportiva, educacional e ambiental, que se encontram em fase de avaliação.

A Codesp firmou, ainda, parcerias, que não envolvem aportes financeiros, com duas instituições que desenvolvem projetos relevantes para a Baixada Santista: O Instituto Querô e o Festival de Imagem do Valongo, inserindo a empresa como apoiadora do projeto. Já o Festival de Imagem do Valongo obteve o apoio da Codesp para viabilização de fotografias em uma de suas oficinas.

Movimentação de Cargas

A Codesp estima que o movimento de cargas no Porto de Santos atinja um total de 113,475 milhões de toneladas em 2016. O diretor presidente, Alex Oliva, destaca que esse é o terceiro maior resultado já registrado, abaixo, apenas, de 2015 (119,931 milhões t) e 2013 (114,077 milhões t). “Esse volume, apesar de representar uma redução de 5,4% na comparação com o apurado em 2015, devido, principalmente, à expressiva queda nos embarques de milho, foi concretizado num cenário econômico global adverso, mostrando o bom desempenho do Porto de Santos, inclusive, em situações adversas”, explica o presidente.

O diretor Cleveland Lofrano, acrescenta que outro fator determinante para esse resultado foi a diminuição de 5,6% estimada para as operações com cargas conteinerizadas neste ano, afetadas por fatores conjunturais, como a valorização do Real, que afetou a competitividade das exportações brasileiras de maior valor agregado, em um cenário global de demanda ainda reprimida. “Os embarques de açúcar e soja em grãos contribuirão para amenizar esse cenário, favorecidos por uma boa safra e preços internacionais em recuperação”, comenta Lofrano.

As exportações devem somar com 82,269 milhões t, em 2016, cerca de 6,0% abaixo do volume embarcado em 2015 (87,565 milhões t). Já para as importações é projetado um volume de 31,205 milhões t, uma redução em torno de 3,6% se comparado ao período anterior (32,366 milhões t).

Os sólidos a granel devem atingir cerca de 54,167 milhões t, menos 7,8% do apurado em 2015 (58,752 milhões t). Já a expectativa para os líquidos a granel é de aumento de 0,6%, atingindo 15,691 milhões t, contra 15,592 milhões t no último ano. A carga geral deve totalizar 43,616 milhões t, ficando 4,3% abaixo do volume do ano passado (45,587 milhões t).

Entre os sólidos a granel cabe destacar, além da soja (+9,7%) e do açúcar a granel (+14,5%), os expressivos aumentos nas descargas de adubo e o trigo.

O açúcar apresentou o crescimento mais significativo, devendo atingir 20,639 milhões t, ficando 13,5% acima do verificado em 2015 (18,185 milhões t). Com isso, o Porto de Santos expandiu sua liderança nos embarques nacionais para 79,5%, ante 73,3% em 2015. Condições climáticas muito favoráveis à produção nacional, aliadas a quebra de safra em outros importantes produtores mundiais, como Tailândia e Índia, elevaram, significativamente, os preços internacionais do produto, que atingiram o patamar mais alto desde 2012.

A soja deve encerrar 2016 com 14,433 milhões t, cerca de 9,7% acima do período anterior. Os embarques do produto voltam a ocupar a vice-liderança entre as cargas mais movimentadas no complexo portuário santista (posição ocupada em 2015 pelo milho). Em 2016, a soja contou com um patamar de câmbio ainda elevado no começo do ano e uma safra nacional que ficou pouco abaixo do recorde registrado na safra 2014/2015. A retomada das operações na hidrovia Tietê-Paraná permitiu o uso mais intensivo do modal ferroviário para trazer o produto ao Porto de Santos, contribuindo para elevar a participação do complexo no total de soja embarcada nos portos nacionais, que passou de 25,1%, no acumulado até outubro de 2015, para 29,6% em 2016. Já para o farelo de soja, que em 2016 sofreu com o aumento no preço da matéria-prima e com a valorização do Real frente ao dólar, é esperada uma retração de 3,3% nos embarques, devendo totalizar 4,468 milhões t. Com isso, o complexo soja deve somar 18,901 milhões t., ficando 6,4% acima do mesmo período anterior.

A redução nos embarques de milho, estimada em 48,5%, em comparação com o registrado em 2015 (15,786 milhões t), um ponto muito acima da curva de movimentação do produto, foi determinante para a queda verificada. A quebra da safra nacional, provocada por fatores climáticos e pelo aumento da demanda interna, foi determinante para esse resultado. Para este produto foi estimado um volume de 8,123 milhões t. O total de milho embarcado no ano passado atingiu patamar jamais verificado para essa commodity, retornando, em 2016, para níveis similares a anos anteriores. Essa condição contribuiu para que o índice de redução na movimentação fosse tão significativo.

Ocupando a liderança no volume de sólidos a granel importados, o adubo deve encerrar 2016 com 3,355 milhões t, aumento de 39,3% ante o resultado obtido em 2015. Com a valorização do Real e a oferta maior de crédito por parte dos próprios fabricantes aos produtores, a demanda se expandiu consideravelmente. Já o trigo deve atingir 1,037 milhão t, ficando 61,3% acima do verificado no último ano (643,256 mil t).

Contribuíram para o bom desempenho dos líquidos a granel o óleo diesel e gasóleo (nos dois fluxos), com 3,427 milhões t, crescimento de 60,9% ante o registrado em 2015 (2,130 milhões t); o gás liquefeito de petróleo (GLP), com 1,137 milhão t, aumento de 27,6%, e sucos cítricos, com 1,959 milhão t, mais 7,8%. O aumento verificado nas descargas de óleo diesel e gasóleo foi determinado pela queda do preço do petróleo no mercado internacional nos últimos dois anos e a valorização do Real frente ao dólar ao longo de 2016, incentivando a importação de seus derivados.

No caso do GLP, a necessidade de maior quantidade do produto para o Estado de São Paulo, a fim de compensar a redução da oferta local durante as paradas de produção nas refinarias, que passaram por manutenção corretiva nos seus parques de refino de GLP, foi determinante para esse crescimento.

Apesar da redução na demanda por sucos cítricos, verificada nos últimos anos, e da quebra das safras brasileira e norte americana, os preços firmes garantiram o bom desempenho das exportações.

Duas das principais cargas do segmento de líquidos a granel, transportadas por navegação de cabotagem, sofreram com os reflexos da redução da atividade econômica no país. O óleo combustível deve apresentar queda de 34,0%, somando 1,504 milhão t, em comparação com o total verificado no ano passado (2,279 milhões t), e a gasolina de 15,7%, atingiu 1,139 milhão t, ficando 15,7% abaixo de 2015 (1,352 milhão t).

Para o álcool projeta-se uma queda de 22,0% em relação a 2015 (1,718 milhão t), devendo somar 1,339 milhão t. O recuo na movimentação pode ser atribuído à redução da oferta do produto, devido a um maior direcionamento da safra de cana para produção de açúcar, que obteve uma melhor significativa nos preços, em virtude da menor oferta mundial.

O segmento de carga geral somará cerca de 43,616 milhões t, 4,3% abaixo do verificado em 2015. Integrando esse segmento, a carga geral solta deve atingir uma movimentação de 3,38 milhões t, retração de 23,1% em relação a 2015. Tal desempenho reflete a ausência de embarques de açúcar em sacos e a forte queda na movimentação de veículos (-29,2%) e celulose (-7,7%).

A competitividade da celulose brasileira no mercado internacional foi parcialmente comprometida pela valorização do Real frente ao dólar ao longo do ano, em um cenário de excesso de oferta global do produto. Assim, a produto deve somar 3,149 milhões t.

Para a movimentação de veículos, considerando os dois fluxos de comércio, devem ser movimentadas 158 mil unidades. Esse resultado reflete a queda de 75,0% nas importações (20.330 mil unidades), afetadas pela retração na demanda. Para as exportações é esperada diminuição em torno de 2,8% (137.717 mil unidades), refletindo as variações cambiais e as dificuldades enfrentadas pela Argentina em retomar seu crescimento.

A expectativa para a carga geral conteinerizada é atingir 3,567 milhões teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse resultado reflete a combinação entre uma demanda interna desaquecida e o processo de valorização do Real ao longo de 2016, que reduziu a competitividade dos produtos brasileiros de maior valor agregado, em um cenário global de demanda ainda contida. A movimentação de contêineres na navegação de cabotagem, que havia apresentado significativo crescimento de 27,5% em 2015, deve encerrar 2016 com queda próxima a 4,0%. Apesar da atual conjuntura, o diretor Lofrano lembra, que o movimento de contêineres no Porto de Santos já atingiu a projeção de demanda prevista no Plano Mestre para 2018.

Com relação ao fluxo de navios, a trajetória de crescimento na evolução do volume médio de carga transportada por embarcação continuou crescendo. Segundo o diretor Lofrano, “o aumento previsto de 1,56% nesse indicador, de 24.471 t por navio para 24.852 t, é resultado do sucesso das intervenções realizadas pela Autoridade Portuária e pelos terminais, visando a manutenção do calado operacional do canal de navegação em 13,2 metros e a continuidade das obras de compatibilização da profundidade dos berços e bacias de evolução à esse calado, o que incentivou a presença de navios de maior capacidade”.

O desempenho deste indicador poderia ter sido ainda melhor se não houvesse ocorrido a queda nos embarques de milho, que reduziu o número de atracações de navios graneleiros no segundo semestre de 2016, em comparação com o mesmo semestre de 2015. Essas embarcações operam com taxas mais elevadas de consignação média.

Considerando apenas os navios cargueiros, verificou-se, até outubro, uma queda de 6,17% no fluxo de atracações, em comparação ao mesmo período do ano passado. Essa queda foi simultânea a retração de 2,3% verificada no volume de cargas transportadas no período. Considerando também os transatlânticos e embarcações da Marinha e de apoio às operações portuárias, a redução nas atracações foi de 7,5%.

Balança Comercial – Até outubro do ano passado, o Porto de Santos ampliou sua liderança na corrente de comércio brasileira, em valor, para 29,0%, o maior nível já registrado desde 1995 e superior à soma dos portos que ocupam da segunda à sexta posição no ranking nacional.

Considerando apenas as cargas transportadas através dos portos brasileiros, Santos respondeu por 37,6%, (em 2015 foram 35,0%). Além disso, registrou novos recordes de movimentação para os meses de fevereiro, março, abril, maio e junho. Em agosto foi obtida a segunda melhor marca mensal na movimentação de contêineres, com 223.574 unidades, abaixo, apenas, do recorde registrado em julho de 2015 (236.866 unidades). As lideranças nacionais nos embarques de açúcar, milho e soja também foram ampliadas.

Conjuntura – O diretor Cleveland Lofrano menciona que a conjuntura econômica em 2016 se mostrou ainda mais desafiadora do que se previa no final do ano passado, impactando a movimentação de cargas no Porto de Santos.

Conforme apurou a gerência de Tarifas e Estatísticas da Codesp (Getae), o Fundo Monetário Internacional (FMI), na edição de outubro de 2016 do seu World Economic Outlook, estima que o crescimento mundial apresentará mais um ano de desaceleração, com crescimento de 3,1%, um pouco menor do que o observado em 2015 (3,2%). A desaceleração na taxa de expansão do volume de comércio de bens e serviços, no entanto, será maior, com crescimento estimado de 2,3% (ante 2,6% em 2015).

Segundo a Getae, a Europa, que vem apelando para um programa de flexibilização monetária, na tentativa impulsionar o crescimento da atividade e de minimizar as incertezas quanto à saúde financeira de importantes bancos da região, foi surpreendida com a opção de saída do Reino Unido da União Europeia, no referendo ocorrido em junho, que gerou uma momentânea instabilidade nos mercados internacionais.

Ainda de acordo com aquela gerência, os Estados Unidos vinham apresentando taxas de crescimento modestas, mas contínuas, nos últimos anos. Entretanto, a economia do país tem demonstrando desaceleração neste segundo semestre, em resposta a fatores como o acirramento da disputa presidencial na sua reta final, o impacto negativo da valorização do dólar sobre as decisões de investimentos das indústrias exportadoras norte-americanas e as preocupações sobre o desempenho da economia mundial no pós-Brexit. A China, por sua vez, conseguiu reduzir as incertezas quanto ao ritmo da desaceleração do seu crescimento. Com um novo pacote de medidas de incentivo, o consumo e os investimentos no país se mantiveram dentro dos patamares definidos pelo governo (crescimento entre 6,5% e 7,0%). Esse crescimento, no entanto, está agora orientado ao fomento da expansão dos setores de serviços e de atendimento à demanda doméstica.

Na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, o governo vem enfrentando dificuldades em controlar o processo inflacionário. As elevadas taxas anuais de inflação foram agravadas com a decisão do governo de liberar a taxa de câmbio, eliminar as retenções sobre as commodities agrícolas e reduzir os subsídios governamentais sobre os preços administrados. Para 2016, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) estima que a economia argentina apresentará uma retração de 1,8%.

O Brasil viu agravar-se, no início do ano passado, os desequilíbrios econômicos que se desenvolveram ao longo de 2015, bem como a crise política que se estabeleceu. A expectativa de solução do impasse político em futuro próximo e a sinalização de que a política econômica entraria em um ciclo mais favorável ao crescimento de médio e longo prazos consolidaram a trajetória de retomada da confiança dos agentes econômicos. Outro indicador que refletiu a mudança positiva nas expectativas para a economia brasileira foi o dólar. Após ter sido cotado, em média, a mais de R$ 4,05 em janeiro de 2016, o Real passou a se valorizar frente a essa moeda, chegando ao patamar de R$ 3,20 em agosto, permanecendo relativamente estável até meados de novembro, quando voltou a disparar, atingindo o patamar de R$ 3,43, após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA.

Mesmo com o novo governo melhorando as expectativas dos agentes econômicos, persiste a dificuldade em se converter essa melhora em retomada concreta dos investimentos. Afinal, o crédito continua escasso e caro e o mercado consumidor doméstico encontra-se retraído, como consequência do elevado comprometimento da renda com dívidas passadas e pelo aumento do desemprego, que continua em trajetória ascendente, se acercando ao patamar de 12% da população economicamente ativa.

Diante da necessidade de reforçar o compromisso com o retorno da inflação à meta de 4,5% a.a., o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter, por alguns meses, a taxa básica de juros no patamar de 14,25% a.a.. Com o consumo das famílias se retraindo pelo sétimo trimestre consecutivo, um nível de atividade hesitante em apresentar sinais de melhora e considerando a forte apreciação do Real frente ao dólar ao longo do ano, o Copom optou por dar início a uma trajetória de redução da taxa de juros, promovendo um primeiro corte de 0,25 pontos percentuais na taxa Selic, na reunião de 19 de outubro, e um novo corte de 0.25 p.p. na reunião de 30 de novembro, reduzindo-a para 13,75% a.a..

O que se verifica ao final de 2016, em comparação com o cenário previsto no final de 2015, é uma piora no nível de atividade, com queda estimada de 3,43% do PIB e de 6,5% da produção industrial. Esse baixo dinamismo da atividade doméstica contribuiu para a formação de um significativo superávit comercial, dado que as importações continuaram caindo, enquanto o valor das exportações cresceu, graças à recuperação nos preços de commodities como o açúcar e a soja. Por outro lado, a taxa de câmbio em 2016 trabalhou em patamares bem mais baixos do que o esperado.

Projeções para 2017

O presidente Alex Oliva revela que, de acordo com as projeções feitas com base na atual conjuntura e informações fornecidas pelos terminais portuários, o Porto de Santos deve atingir uma movimentação em torno de 120,596 milhões t em 2017. “Essa expectativa implicará em um aumento de 6,3% em relação ao resultado previsto para 2016”, afirma o presidente.

Para as exportações está projetado aumento de 8,2% (89,000 milhões t) e para as importações de 1,3% (31,596 milhões t). Os sólidos a granel ( 60,698 milhões t) devem apresentar desempenho 12,1% acima do verificado neste ano, os líquidos a granel (15,882 milhões t) de 1,2% e a carga geral (44,015 milhões t) de 0,9%.

Segundo o diretor Lofrano, esses números apontam para um novo recorde anual, suplantando o maior resultado anterior, obtido em 2015 (119,9 milhões t). De acordo com Lofrano, isso deve ocorrer, principalmente, por conta da previsão de uma nova marca histórica para a safra brasileira de grãos e um forte desempenho do açúcar. Além disso, explica o diretor, espera-se um aumento na oferta de infraestrutura para a movimentação dessas cargas em Santos, com a entrada em operação dos novos berços do Tiplan e a viabilização de investimentos pelos terminais do Porto de Santos.

Para o segmento de contêineres há uma expectativa de recuperação diante do esperado aquecimento da atividade econômica no país. O Porto de Santos tende a se beneficiar, também, com o aumento previsto para a safra de grãos 2016/2017. Após uma retração, em torno de 10,7%, na safra anterior, em virtude da queda de 21,2% na safra de milho, as estimativas apontam para uma safra de grãos em torno de 214,8 milhões t (aumento de até 15,3% ante a safra anterior), caracterizando-se como um novo recorde histórico para o país. Beneficiada pela elevação dos preços, pela demanda internacional ainda elevada e por condições climáticas mais favoráveis, a safra nacional de soja deve apresentar novo recorde, com crescimento médio estimado de 9,0% (totalizando 104,0 milhões t).

A perspectiva para o milho é de significativa recuperação, com crescimento médio da produção estimado em 25,7% (totalizando 83,8 milhões t). Para a Região Centro-Oeste, origem de, aproximadamente, 70% da soja e 94% do milho escoados através de Santos, a perspectiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a safra de grãos apresente crescimento em torno de 21%.

Para o açúcar é esperado um bom desempenho, tendo em vista a continuidade da trajetória de recuperação do preço dessa commodity nos mercados internacionais, em um cenário de oferta ainda insuficiente para atender a demanda.

As ótimas perspectivas para o agronegócio brasileiro favorecem também os desembarques de adubo, que tendem a continuar em sua trajetória de crescimento. Os graneis líquidos também tendem a apresentar desempenho positivo em relação a 2016.

Principais cargas

Carga Geral – Esse segmento de carga deve apresentar melhor desempenho neste ano, impulsionado pela perspectiva de retomada do crescimento na movimentação de contêineres e nos embarques de celulose e veículos.

Carga conteinerizada – Há uma expectativa de recuperação na movimentação dessas cargas, decorrente da esperada retomada do nível de atividade econômica no país. Estima-se aumento de 0,5%, permitindo chegar a 3,585 milhões teu.

Carga Solta – Espera-se um crescimento em torno de 5,8% para este segmento, que elevará sua movimentação para 3,575 milhões t, impulsionado pela retomada nas exportações de celulose e veículos.

Celulose – Vislumbra-se um cenário internacional de maior estabilidade no setor, com uma oferta mais ajustada à demanda. Dessa forma, estima-se que os embarques do produto totalizem cerca de 3,154 milhões t (+0,2%). O desempenho dessa carga poderá ser bem melhor caso a nova unidade da Fibria, em Três Lagoas (MS), comece a produzir no início do quarto trimestre de 2017, já que parte significativa dessa produção adicional deve ser exportada pelo Porto de Santos.

Veículos – Com a expectativa de maior dinamismo nas principais economias da América Latina, importante destino das exportações de veículos através do porto santista, espera-se um crescimento de 4,4% na movimentação de veículos em 2017, que deverá atingir 164.934 mil unidades. Será determinante para esse resultado o aumento de 5,0% previsto para as exportações (144.603 mil unidades). Já as importações devem se manter em patamar próximo ao atingido neste ano, com 20.330 mil unidades.

Líquidos a granel – Estima-se que as maiores variações absolutas positivas nessa modalidade ocorrerão por conta do álcool (1,398 milhão t), com +4,4%, e sucos cítricos (2,010 milhões t), +2,6%. Para o álcool a expectativa é de recuperação parcial nos embarques e para os sucos cítricos foi considerada a expectativa de ajuste adequado da oferta à demanda e uma taxa de câmbio mais benéfica às exportações brasileiras.

Óleo Diesel, Gasóleo – Espera-se para 2017 um crescimento próximo a 0,7%, totalizando 3,452 milhões t.

GLP – A expectativa é atingir 1,146 milhão t, 0,7% a mais que neste ano.

Óleo Combustível e Gasolina – Espera-se certa estabilidade para essas cargas, que devem totalizar volumes de, respectivamente, 1,515 milhão t (+0,7%) e 1,147 milhão t (+0,7%).

Sólidos a Granel – Diante das perspectivas favoráveis para a safra nacional de grãos e açúcar, espera-se uma forte recuperação para este segmento de cargas, principalmente, diante da expectativa do início das operações no terminal Tiplam e de novas melhorias estruturais nos terminais portuários.

Entre as principais mercadorias movimentadas, as maiores taxas de crescimento deverão ocorrer nas movimentações de milho (45,8%), soja em grãos (8,4%), açúcar (7,6%) e adubo (6,3%). Não há perspectiva de movimentação de minério de ferro e carvão enquanto a Usiminas mantiver suspensa a produção de aço na sua unidade de Cubatão.

Milho – Diante das expectativas apontadas no Segundo o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2016/17 – Segundo Levantamento, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de um crescimento entre 24,9% e 27,1% na produção de milho nesta safra em relação ao ciclo 2015/16, devendo atingir entre 83,13 milhões t e 84,63 milhões t; para a colheita do maior estado produtor (Mato Grosso), de 21,64 milhões t (41,7% acima da safra anterior), e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de um crescimento de 54,5% nas exportações brasileiras do produto, que totalizariam 25,50 milhões t, estima-se que os embarques do produto recuperem parte da forte queda verificada em 2016, registrando crescimento em torno de 45,4%, atingindo cerca de 11,808 milhões t.

Açúcar – A expectativa de movimentação para o produto é de novo crescimento. A projeção da Organização Internacional do Açúcar (OIA) para o ciclo 2017/18, considerando um clima normal nos próximos 21 meses, é que a produção e consumo atinjam o mesmo patamar, encerrando o ciclo deficitário no setor. Ainda que os preços possam reagir negativamente, às perspectivas de equilíbrio da oferta e demanda mundial e os níveis criticamente baixos dos estoques seriam suficientes para cessar o efeito, segundo o relatório. É importante se considerar a ampliação da disponibilidade de estrutura para o escoamento de açúcar com o início das operações no Tiplan e de investimentos feitos pelos terminais. Considerando apenas a movimentação na modalidade granel, o crescimento estimado é de 7,6% em relação a 2016, atingindo 20,320 milhões de toneladas. Considerando também a movimentação de açúcar em contêineres, o produto deverá atingir um volume total de 22,114 milhões t, 7,1% acima do previsto para 2016.

Complexo Soja (soja em grãos e farelo) – As projeções apontam para mais uma safra recorde, graças ao clima favorável durante o plantio da oleaginosa. Conforme o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2016/17 – Segundo Levantamento (Novembro/2016) da Conab, a produção de soja na região Centro-Oeste deverá crescer entre 11,0% e 12,1%, enquanto para o Brasil a estimativa é de crescimento entre 6,5% e 8,5% (entre 101,60 milhões de t e 103,51 milhões de t). O USDA estima em 58,40 milhões t o volume das exportações brasileiras de soja na safra 2016/17, ficando 7,4% acima do volume estimado para este ano (54,38 milhões de toneladas).

Diante desse cenário, estima-se que passem pelo Porto de Santos cerca de 20,138 milhões t de produtos do complexo soja, um crescimento de 6,5% acima do previsto para 2016. Desse total, cerca de 15,638 milhões t serão de soja em grãos, crescimento de 8,3%, e 4,500 milhões t de farelo de soja, aumento de 0,7%.

Adubo – As perspectivas apontam que os preços devem se manter estáveis e a demanda crescente, relacionada à expansão de áreas agrícolas. Assim, estima-se um crescimento em torno de 6,3% em 2017, chegando a 3,565 milhões t.

Fluxo de Navios – Para 2017 é esperada a continuidade das intervenções, objetivando a manutenção da profundidade do canal e a adaptação dos berços de atracação. Há, também, uma expectativa de forte incremento nos embarques de sólidos a granel (especialmente milho, soja e açúcar), o que tende a elevar a consignação média dos navios. Assim, estima-se que o fluxo de navios crescerá 1,4%, enquanto a consignação média se elevará para o patamar de 25.397 t por navio (alta de 2,2% em relação a 2016).

Fonte: LogWeb

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Rodoanel que vai ligar aeroporto ao Porto de Santos deverá ser entregue em 18 meses

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou, na abertura do Summit Agronegócio Brasil 2016, que o Rodoanel Metropolitano, que permitirá ligar o aeroporto de Guarulhos ao Porto de Santos, deve ser entregue em 18 meses.

“Estamos tirando um gargalo tendo em vista que São Paulo é o principal exportador nacional”, disse Alckmin.

O governador destacou, ainda, que o agronegócio brasileiro “vai bem, mas ainda tem grandes desafios e um bom potencial para crescer”. Segundo Alckmin, isso será possível graças ao novo patamar de câmbio, favorável as exportações nacionais.

Para o governador, dois segmentos de destaque neste ano são os de carnes e de açúcar, cujos produtos têm preços em alta no momento.

Fonte: A Tribuna

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Greve dos auditores gera prejuízo de R$1 bilhão para o Porto de Santos

Ao menos 10 mil contêineres retidos e R$ 1 bilhão em prejuízo na arrecadação. Este é o impacto gerado pela paralisação e operação padrão dos auditores da Receita Federal no Porto de Santos. A categoria, que reivindica o cumprimento de acordo com o Governo Federal, fará greve amanhã e nos três primeiros dias da próxima semana.

O novo protesto, iniciado ontem, foi aprovado em assembleia no último dia 27. De acordo com o Sindifisco, entidade que representa a categoria, os atos chegam ao quarto mês e ocorrem por modificações nas propostas para o Projeto de Lei 5.864/16, que trata da recomposição salarial e da regularização de normas de autonomia dos auditores.

O prejuízo é estimado para a somatória de 10 dias de greve já realizados em outubro (8, 19, 20, 25 e 26) e dos deste mês (1, 3, 8, 9 e 10), segundo o presidente da entidade em Santos, Renato Tavares. A categoria permanecerá nesta mobilização até que o Governo cumpra o acordo – que está parado no Congresso – contra as mudanças na lei.

Tavares explica que, durante a paralisação, as cargas são fiscalizadas por amostragem e, após o período, são liberadas “paulatinamente”, o que gera atraso. Ele garante, entretanto, que aqueles carregamentos considerados especiais e essenciais são liberados mesmo durante os dias de manifestação.

Segundo o Sindifisco, em dias normais, entre 1 mil e 2 mil contêineres são fiscalizados no Porto de Santos. Além de atravancar as áreas de armazenagem dos terminais do cais santista e gerar prejuízo da arrecadação, Renato fala que o ato provoca desabastecimento da indústria nacional.

Segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos (SDAS), Nívio Perez dos Santos, as declarações de importação deixaram de ser liberadas em três dias para serem em até 12 dias. “É certo que há prejuízo com o aluguel de contêineres e terminais, já que em muitos casos é necessário tomar um segundo aluguel”, diz.

Para o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima de São Paulo (Sindamar), José Roque, os navios graneleiros são os mais afetados. “As autorizações de inspeção na Barra não estão sendo feitas. O prejuízo já atinge R$ 3,2 milhões (U$ 1 milhão), custo absorvido pelo exportador e comprador”.

Em Santos, de acordo o Sindifisco, trabalham aproximadamente 180 Auditores: 120 na Alfândega e 60 na Delegacia da RF. A estimativa é que 90% participe da paralisação, com pelo menos 30% se mantendo disponível para emergências.

Fonte: A Tribuna

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Movimento de mercadorias no Porto de Santos tem ligeira queda de 0,1%

O Porto de Santos, o maior da América Latina, apresentou retração de 0,1% no movimento de embarque e desembarque de mercadorias, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, somando 88,52 milhões de toneladas sobre 88,64 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado.

Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), essa foi a primeira queda desde dezembro de 2014. Além da influência das importações com retração de 5% ante um recuo de 3,1% no mesmo período de 2015, o resultado reflete a menor demanda externa pelo milho brasileiro.

Por meio de nota, o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva, afirmou que “a marca demonstra a estabilidade do Porto de Santos, lembrando que, no ano passado, houve um ponto fora da curva, que foi o excesso de demanda de milho no período”.

Este item da pauta de exportação chegou a ocupar a segunda colocação, desbancando a soja, com alta de 78%, no ano passado, com aquecimento gerado pelas encomendas dos Estados Unidos. No entanto, neste ano, o milho já apresentou uma baixa de 18,5%.

No total, a exportação cresceu 1,8% no acumulado do ano até setembro sobre uma alta bem mais expressiva, no ano passado (11,2%). Entre os produtos com destaque estão o açúcar (alta de 18%) e o complexo soja com crescimento de 8%. Também aumentou o volume de exportação da carne bovina (10,5%) e dos sucos cítricos (8%).

No movimento de entrada de produtos estrangeiros, a maior participação foi o adubo, com 2,3 milhões toneladas e alta de 38,8%, seguida do gás liquefeito de petróleo (38,7%), do trigo (46,9%), da soda cáustica (12,7%) e da amônia (10,3%).

Exportações

O porto de Santos teve uma participação de 28,9% na balança comercial do país, com US$ 70,1 bilhões. Em exportações, o valor atingiu US$ 39,9 bilhões e nas importações, US$ 30,2 bilhões. Os principais parceiros comerciais continuam sendo a China e os Estados Unidos.

E entre os itens de maior valor das vendas externas que passam pelo terminal estão a soja, com uma participação de 13,2% e destino, principalmente, para China, Tailândia e Taiwan; o açúcar, com 11,6%, tendo como os maiores mercados a Índia, China e Argélia; e o café em grãos (7%), comprados pelos Estados Unidos, Alemanha e Itália.

O óleo diesel foi um dos principais produtos vindos de fora do país com uma participação de 1,89% e encomendado dos Estados Unidos, Suiça e Reino Unido.

Movimento de setembro

Em setembro, o Porto de Santos registrou movimento de 9,90 milhões de toneladas, o que significa uma queda de 9,9% em comparação com igual mês do ano passado. Neste mesmo período, em 2015, tinha sido registrada a quinta maior movimentação mensal histórica com 11 milhões de toneladas.

As exportações, no mês passado, alcançaram 6,86 milhões toneladas, 17,1% a menos que o registrado em setembro de 2015 (8,28 milhões t). Já as importações atingiram 3,04 milhões de toneladas, com aumento de 11,9% sobre o mesmo mês do ano passado (2,71 milhões toneladas).

Fonte: Agência Brasil

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MPF cobra providências para evitar filas de caminhões no Porto de Santos

O Ministério Público Federal de Santos concedeu prazo de 20 dias para que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e outras entidades públicas informem o que será feito para evitar o problema recorrente nos períodos de escoamento da safra: as filas nos acessos às zonas portuárias.

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, coordenador do Grupo de Trabalho e Transportes do MPF, solicita que a Codesp indique, detalhadamente, o planejamento realizado para permitir a celeridade na descarga e o adequado estacionamento dos veículos. Caso nenhuma medida ainda tenha sido adotada, a autoridade portuária deverá justificar a omissão.

À Secretaria de Portos da Presidência da República e à Agência Nacional de Transportes Aquaviários, o procurador pede que enviem informações sobre eventuais providências a serem tomadas em relação ao tema. Nobre requer também que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo indique as medidas que serão implementadas para coibir a prática de furtos e roubos em decorrência dos longos congestionamentos que se formam na região nesta época.

Reunião

Conforme noticiado por A Tribuna, autoridades e empresas envolvidas no escoamento da safra agrícola pelo Porto de Santos se reunirão, na próxima terça-feira (10), no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, para a apresentação do plano que visa evitar novos congestionamentos nas estradas que dão acesso à zona portuária. O encontro, organizado pela Codesp, acontecerá apenas cinco dias antes do aumento no movimento de caminhões – carregados com a produção agrícola – na região.

Além da Docas, órgãos federais, estaduais e municipais participarão do evento. Representantes da Secretaria de Portos (SEP), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Receita Federal estarão presentes, assim como servidores dos ministérios dos Transportes e da Agricultura Pecuária e Abastecimento, das prefeituras da região e da Polícia Rodoviária Federal.

As concessionárias rodoviárias, ferroviárias e hidroviárias, também foram convocadas, assim como associações, sindicatos, embarcadores, armadores e os terminais portuários do cais santista. Todos os envolvidos apresentarão suas atribuições e como estão preparados para executá-las durante o período de escoamento da safra agrícola.

Fonte: A Tribuna On-line

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Novo plano mestre do Porto ficará pronto no próximo mês

Uma nova versão do Plano Mestre do Porto de Santos deverá ser entregue até o próximo mês. A expectativa é do diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), Luís Claudio Santana Montenegro. O estudo servirá de base para o novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do cais santista, que será elaborado neste ano pela estatal.
O Plano Mestre – ou Masterplan – do complexo marítimo está sendo feito pela Docas em parceria com a Secretaria de Portos (SEP). Ele envolve dois aspectos principais: a projeção da demanda e a avaliação da capacidade operacional do cais santista. Esses dados serão analisados a fim de dimensionar a necessidade de expansão da infraestrutura portuária.
Enquanto o plano mestre é um instrumento de planejamento, que inclui ações futuras com base no crescimento do Porto e de suas atividades, o PDZ é operacional e se refere à distribuição e à eficiência portuária. Ambos precisam estar alinhados, no entendimento da SEP, com o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), amparado na Lei n° 12.815, a nova Lei dos Portos.
O objetivo dos estudos é melhor operacionalizar os portos brasileiros e garantir o escoamento de toda a produção nacional. A ideia é que, em Santos, o trabalho possa determinar não só o potencial de crescimento do cais e das instalações, mas também o tipo de carga a ser movimentada em cada região, nas duas margens do complexo marítimo.
Segundo o diretor da Codesp, o Plano Mestre está em fase de conclusão. “Já existe um relatório da SEP com as impressões do Governo sobre o estudo”, afirmou.
O PDZ a ser feito com base nesse material, explica Montenegro, irá estabelecer novos critérios para o acompanhamento do desempenho das operações dos terminais arrendados no cais santista. A ideia é que a Codesp defina índices mínimos de produtividade que as instalações precisarão alcançar. Caso contrário, a Autoridade Portuária será responsável por apontar as mudanças necessárias nas operações e nas estruturas.
Os dados obtidos também serão utilizados para a concepção de um futuro conjunto de arrendamentos no porto santista, com base no novo zoneamento. Esta é a principal ação prevista pela diretoria de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp para este ano, segundo Montenegro.
“Como a Codesp ficou sem um diretor para área, tivemos que redesenhar a estrutura e voltar a pensar em planejamento. Começamos também a ter uma equipe para dar suporte às decisões que tomamos. Definimos nova estrutura, com missão, valores e um desenho baseado na nova lei, que solidifica a questão do papel da Autoridade Portuária, da SEP e da Antaq (Agência Nacional de Transporte Aquaviários, o órgão regulador do setor) trabalhando juntos. Em 2015, vamos começar a colher esses frutos e um deles será o Plano Mestre e, consequentemente, o novo PDZ do Porto de Santos”, destacou o diretor de Planejamento da Codesp.
Estudos
O último Masterplan do cais santista foi financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e apresentado em 2010. Ele apontou, por exemplo, que o complexo terá uma demanda de cargas de 230 milhões de toneladas em 2024. É com base nesse estudo que a Docas traçou três cenários para a movimentação de cargas pelo Porto neste ano.
Em relação ao zoneamento do cais santista, ainda vigora o PDZ desenvolvido em 2006, elaborado por técnicos da Codesp. Ele foi definido após a realização de audiências públicas envolvendo agentes portuários, governos municipais e estadual e demais setores da sociedade civil.
Nos anos posteriores, outros planos foram preparados, mas não vigoraram. Eles permanecem em trâmite na Antaq e na própria SEP.
O PDZ em vigor, de 2006, está no centro de um a polêmica. O novo programa de arrendamentos de áreas e instalações, da Secretaria de Portos, prevê licitar um mega terminal graneleiro nas proximidades da zona residencial da Ponta da Praia. Só que tal medida vai contra o plano de desenvolvimento, que prevê a retirada desse tipo de armazém dessa região, deslocando-o para o interior do estuário, na Alemoa, no Saboó ou no Valongo.

Fonte: A Tribuna

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Porto amplia limite do calado na Alemoa

O canal de navegação do Porto de Santos no trecho 4 – entre o Armazém 6, no Paquetá, e o Terminal para Granéis Líquidos da Alemoa (Tegla), na altura do berço 2 – tem novos limites operacionais. Agora, navios com 13,2 metros de calado(distância vertical da parte do casco que permanece submersa) poderão trafegar da Barra de Santos até o ponto 2 da Alemoa. Esta é a primeira vez, na história recente do cais santista, que uma extensão tão grande do Canal do Estuário tem a mesma profundidade.

Mas nem todos os terminais próximos poderão receber embarcações destas dimensões, já que ainda será necessário concluir as obras de reforço de cais em alguns berços.

O aumento do limite do calado operacional foi definido sexta-feira (16). Após analisar os dados de batimetria encaminhados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) definiu os novos parâmetros de navegação. A decisão foi tomada com o apoio da Praticagem de São Paulo.

Até sexta-feira(16), apenas navios com até 13 metros de calado podiam trafegar na região entre o Armazém 6 e as proximidades da Brasil Terminal Portuário (BTP). Agora, o ganho de profundidade se estendeu um pouco além e chegou até o
ponto 2 da Alemoa, que fica após a BTP.

O limite de 13,2 metros é o mesmo aplicado nos outros três trechos do canal de navegação, da Barra de Santos até o Armazém 6. Já do ponto 2 da Alemoa até o final do Porto, apenas navios com até 11,2 metros de calado podem trafegar.

Segundo o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da CPSP, o aumento no limite do calado foi possível graças a uma dragagem feita pela Codesp, no ano passado. “Com base nesse levantamento hidrográfico que foi encaminhado ao CHM (Centro de Hidrografia da Marinha), após a dragagem feita pela Codesp, sugeri esse calado de 13,2 metros até a Alemoa 2”, explicou o capitão dos portos.

Mesmo com o ganho no calado, os terminais especializados em granéis líquidos da Alemoa só poderão se beneficiar da nova regra após o término das obras de reforço estrutural, que estão em andamento. O aprofundamento dos berços e a aferição da resistência mecânica da estrutura reformada são outros serviços necessários para a utilização das novas dimensões do canal de navegação nessa região.

De acordo com a Codesp, estão sendo investidos R$ 55 milhões na recuperação do píer da Alemoa. Até o momento, a estatal concluiu em torno de 50% do empreendimento. O projeto possibilitará a dragagem dos quatro berços até 14 metros.

“O aumento de calado é resultado do trabalho que a Codesp vem realizando, em conjunto com a Secretaria de Portos (SEP), através de contratações rápidas e dragagens cirúrgicas, objetivando não só manter, mas aumentar o calado, para oferecer melhores condições operacionais a todos os terminais portuários”, disse o diretor presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira.

BTP

A expectativa da Brasil Terminal Portuário, agora, é que as novas obras de dragagem resultem em profundidades ainda maiores. A ideia é alcançar patamares entre 15,4 e 15,7 metros de calado operacional em toda a extensão do canal de navegação. Isso permitirá o recebimento de navios com capacidade superior a 9 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

“Estamos muito satisfeitos com o novo calado homologado, pois é indiscutível sua importância para os negócios da BTP no que se refere ao atendimento a nossos clientes, que passam a operar com navios cada vez maiores na costa brasileira”,afirmou o diretor-presidenteda BTP, Antonio Passaro.

Fonte: A Tribuna

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