Skip to Content

Blog Archives

Movimentação de Cargas em Fortaleza Cresce 12,3% no 1º Trimestre

O terminal de logística de carga (Teca) do Aeroporto Internacional de Fortaleza/Pinto Martins (CE) começou o ano com alta na movimentação de volumes. De janeiro a março, foram processadas 1.597 toneladas (t) de cargas, 16,4% a mais que as 1.372 t registradas no mesmo período de 2016.

O destaque ficou por conta do setor de exportações, totalizando 1.220,2 t. Esse volume representa um acréscimo de 21,41% na comparação com os três primeiros meses do ano passado, quando foram contabilizadas 1.005 t no complexo logístico. Os principais produtos enviados ao exterior a partir do Teca cearense são frutas, couros e calçados.

O gerente de Negócios em Logística de Carga do Aeroporto Pinto Martins, Roberto Frota, explica que o aumento das exportações do Teca se deve à consolidação da comercialização de frutas para Portugal, além da expansão para novos mercados, como os Estados Unidos e a Alemanha. “As frutas representam o carro-chefe das exportações no nosso complexo logístico, com ênfase nas mangas produzidas no município de Casa Nova, na Bahia (BA), e nos mamões produzidos no Rio Grande do Norte (RN) e na Paraíba (PB), nos municípios de Baraúna e Mamanguape, respectivamente”, pontuou.

No segmento de importações, foram movimentadas 376,4 t no primeiro trimestre de 2017, alta de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os principais produtos que chegam ao Teca são máquinas e partes e peças de maquinários utilizados nas diversas indústrias instaladas na região.

O Teca do Pinto Martins é um dos maiores da Rede Infraero no Nordeste, com área construída de 8,05 mil m². Desta capacidade total, 2,98 mil m² são destinados à área de importação e 2,22 mil m² destinados à exportação. Com capacidade de armazenamento para 20 mil toneladas de cargas, o Teca conta com cinco câmaras frias espalhadas por 479,89 m², sendo duas no armazém de importação e três no armazém de exportação. Além disso, o terminal é equipado com circuito fechado de TV (CFTV), com monitoramento 24 horas por dia, vigilância armada e equipamentos de inspeção não invasiva.

Em 2016, o complexo cearense processou 5.639 t de cargas, sendo 3.897 t no seguimento de exportações e 1.742 t no setor de importações. No caso das exportações, 73,2 % foram frutas, 6% couro e peles naturais, e 5% calçados. Já nas importações, 40,6% se referem a empresas relacionadas a geração de energia elétrica ou a fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Infraero

0 0 Continue Reading →

Governo Temer anuncia concessão ou venda de 34 projetos de infraestrutura

Presidente diz que objetivo é crescimento econômico e geração de emprego.
Estão incluídos aeroportos, energia, rodovia, ferrovias, portos e mineração.

O governo Michel Temer anunciou nesta terça-feira (13) a concessão ou venda de 34 projetos nas áreas de energia, aeroportos, rodovias, portos, ferrovias e mineração. De acordo com o presidente, o pacote tem o objetivo de ampliar os investimentos para reaquecer a economia, em recessão, e estimular a criação de empregos.

No final da manhã desta terça, o governo divulgou documento que mostrava um número menor de projetos, 25. Depois, em coletiva, o plano foi detalhado e o número de projetos para concessão ou privatização passou para 30. Mais tarde, foram informados 32. No início da noite, o governo informou que, na verdade, são 34 projetos.

A previsão é que parte desses projetos sejam leiloados em 2017 e, outra parte, no primeiro semestre de 2018. As maiores novidades do programa, batizado de Crescer, estão na área de saneamento básico, com a concessão das companhias de água e esgoto em três estados: Pará, Rio de Janeiro e Rondônia. Esses projetos entraram no programa a pedido dos governos estaduais.

O governo também anunciou a venda da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), espécie de raspadinha virtual.

De acordo com o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, a meta do governo é arrecadar R$ 24 bilhões com concessões apenas em 2017.

O governo Michel Temer não deve manter nos próximos leilões a regra de escolha da proposta vencedora pela menor tarifa. Essa regra foi adotado em concessões feitas pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff e permitiu, por exemplo, preços mais baixos de pedágio em rodovias.

Nos novos leilões de aeroportos e ferrovias, também será adotada modelagem diferente da prevista durante o governo Dillma.

Veja os projetos do pacote de concessões e privatizações do governo:

Concessão de aeroportos:
– Porto Alegre
– Salvador
– Florianópolis
– Fortaleza

Concessão de terminais de carga:
– Porto de Santarém/PA (combustíveis)
– Rio de Janeiro/RJ (trigo)

Concessão de rodovias:
TrechoBR-364/365, entre Goiás e Minas Gerais
– Trecho BR-101/116/290/386, no Rio Grande do Sul

Concessão de ferrovias:
– Norte-Sul
– Ferrogrão
– Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste).

Concessão de hidrelétricas:
– São Simão (na divisa entre Minas Gerais e Goiás)
– Miranda (Minas Gerais)
– Volta Grande (São Paulo)
– Peri (Santa Catarina)
– Agrografo (Santa Catarina)

Venda de distribuidoras antes administradas pela Eletrobras em:
– Roraima
– Acre
– Goiás
–  Amazonas
– Rondônia
– Piauí
– Alagoas

Leilão de áreas para exploração de óleo e gás:
– 4ª rodada de licitação de campos marginais de petróleo e gás: edital no 2º semestre de 2016, leilão no 1º semestre de 2017
– 14ª rodada de licitações de blocos de petróleo e gás sob o regime de concessão: edital no 1º semestre de 2017, leilão no 2º semestre de 2017
– 2ª rodada de licitação do pré-sal sob o regime de partilha: edital no 1º semestre de 2017, leilão no 2º semestre de 2017

Concessão das empresas de água e esgoto de:
– Rondônia
– Pará
– Rio de Janeiro

Concessão de áreas de mineração:
– Fosfato (entre PB e PE)
– Cobre, chumbo e zinco (TO)
– Carvão de candiota (RS)
– Cobre (GO)

Loterias
– Lotex

Boa parte das concessões já estava prevista na última fase do Programa de Investimento em Logística (PIL), anunciada em 2015, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Entre eles, os quatro aeroportos, os dois trechos de rodovias e os dois terminais portuários. Os trechos de ferrovias já estavam entre as obras em andamento no governo anterior.

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, confirmou que os próximos leilões de aeroportos não terão mais a participação da Infraero. Nas últimas concessões, o governo exigiu que a estatal, responsável pela administração dos aeroportos públicos brasileiros, fosse sócia dos consórcios com 49% de participação.

Além disso, será alterada a modelagem do leilão dos quatro aeroportos. O governo vai fixar uma outorga (valor pago pelo direito de explorar uma empreendimento) e cobrará o pagamento à vista de 25% dela. O vencedor será quem oferecer o maior ágio (adicional) sobre essa cota de 25%. Além disso, o consórcio terá que pagá-la com recursos próprios.

Os outros 75% da outorga terão valor fixo e serão divididos em parcelas anuais a serem pagas ao governo ao longo do período de concessão. Os valores dessas parcelas já constarão dos editais e, segundo a área técnica do ministério, isso ajudará os consórcios a conseguir empréstimos.

O ministro dos Transportes afirmou ainda durante a entrevista que a previsão é que a outorga dos quatro aeroportos que serão licitados seja de pelo menos R$ 3 bilhões.

Ferrovias
Quintella também anunciou que o governo Temer vai revogar o decreto do governo Dilma que alterou o modelo de concessão do setor ferroviário. No modelo de Dilma, a vencedora do leilão constrói e opera a ferrovia, mas o direito de passagem de trens de transporte é negociado pela estatal Valec. O objetivo era permitir que vários transportadores pudessem usar a estrada de ferro. Entretanto, nenhuma ferrovia chegou a ser leiloada neste modelo.

De acordo com o Ministério dos Transportes, será usado o modelo dos leilões de ferrovias feitos durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nele, as empresas que vencem o leilão também prestam o serviço de transporte de carga.

Entretanto, no modelo do governo FHC há monopólio, ou seja, só a concessionária transporta carga pela ferrovia. Segundo o ministério, o governo Temer pretende que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) faça uma “arbitragem” que permita a outras transportadoras usarem a linha de ferro.

O ministro negou que o governo esteja desmontando a Valec, estatal ferroviária. Segundo o ministro, a empresa ainda terá um papel muito importante para o desenvolvimento das ferrovias no Brasil, mas para isso ela precisa se reconstruir.

PPI
O anúncio das concessões e privatizações ocorre durante a primeira reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), cuja criação foi uma das primeiras medidas adotadas por Temer após assumir a presidência, na época ainda de forma interina.

Na abertura da reunião, o presidente disse que a ideia básica do programa é gerar desenvolvimento e empregos no país.

“[O programa] visa, em primeiro lugar, o crescimento econômico do país, mas também empregos. A ideia básica é exatmente esta: com vistas para que haja muitos empregos no país”, afirmou Temer. Participam da reunião do PPI ainda ministros e representantes dos bancos controlados pelo governo federal (Caixa, BNDES e Banco do Brasil), que vão participar do financiamento dos projetos.

Temer disse ainda que, ao longo das últimas décadas, o Estado brasileiro vem observando que é necessário descentralizar serviços. Para ele, o poder público “não pode fazer tudo” sozinho.

“Num dado momento, chegou-se à conclusão que deveríamos transferir em definitivo, ou estatizando, ou fazendo que serviços públicos fossem concedidos ou autorizados. Não é sem razão que a Constituição abre espaço para as concessões. Vamos cada vez mais ressaltar que o poder público não pode fazer tudo. Tem que ter a presença da inicicativa privada, sempre como agente indutor do desenvolvimento e produtor de empregos no pais”, disse o presidente.

Financiamento
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS) entrarão com R$ 30 bilhões para ajudar no financiamento do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), informou o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, em entrevista no Palácio do Planalto.

Segundo ele, o FI-FGTS deverá entrar com R$ 12 bilhões e, o BNDES, com R$ 18 bilhões a R$ 20 bilhões.

“Temos ainda o Banco do Brasil, os bancos privados e a possibilidade de novos investidores. Acreditamos que a qualidade dos projetos e as decisões do governo vão atrair novos investidores”, acrescentou Occhi.

A tendência, diz o governo, é que os financiamentos sejam contratados no início das obras, afastando a necessidade de empréstimos intermediários, conhecidos como “empréstimos pontes” – que, na avaliação do Executivo, “aumentam o custo e burocratizam as operações”.

Segundo o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, esses empréstimos geraram muitos problemas nas últimas obras de infraestrutura, já que haviam projetos que conseguiam o empréstimo-ponte, mas não conseguiam o empréstimo principal, o que paralisava as obras.

“Temos um acúmulo de R$ 4 bilhões em operações de empréstimo-ponte que não se concluíram”, afirmou.

Para isso, o governo informou que apostará na emissão de debêntures como instrumento de captação de recursos, estimulando também o mercado secundário desses papéis. A debênture é um título que representa uma dívida de uma empresa e são uma forma dessas empresas conseguirem recursos no mercado de capitais para financiar seus projetos.

20% de participação
A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, informou que a instituição poderá subscrever até 50% das debêntures a serem emitidas, juntamente com o FI-FGTS e com a Caixa Econômica Federal. “Cada projeto tem de ter 20% de participação do investidor”, disse ela.

Além disso, o governo acrescentou que, na fase de obras, o risco de crédito será assumido pelos bancos, inclusive pelo BNDES, pela Caixa e pelo Banco do Brasil. As garantias serão compartilhadas entre os credores e “debenturistas”, ou seja, os compradores.

“Assim, minimizam-se os riscos dos financiadores de longo prazo e cria-se a oportunidade para que o setor financeiro, com sua ‘expertise’ em avaliar riscos, viabilize tais fontes de financiamento”, acrescentou.

Segundo o governo federal, além do BNDES e do fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS), o novo modelo financiamento das concessões e privatizações contará com a participação de bancos privados e de outras fontes, o que exige projetos “bem qualificados” que apresentem taxas de retorno “adequadas às condições de captação do mercado”.

O financiamento prevê uma espécie de seguro de um consórcio de bancos para as obras até que elas comecem a gerar recursos. “Quando o projeto começar a gerar recebíveis, a fiança deixa de existir”, afirmou.

Licença ambiental e segurança jurídica
O governo informou ainda que, para conferir “viabilidade ambiental” aos projetos de concessões, será obrigatório o licenciamento ambiental prévio, ou com as diretrizes para sua obtenção expedidas pelo órgão competente. “Neste segundo caso, as diretrizes apontarão os ajustes necessários para que a licença seja expedida”, explicou.

Para aumentar a chamada “segurança jurídica”, o governo informou que as cláusulas de desempenho “protegerão o usuário” ao fixar a qualidade do serviço como meta central da concessão. “Os investidores também saberão exatamente quais metas terão de atingir e como elas serão mensuradas”.

Fonte: G1

0 0 Continue Reading →

Transporte aéreo de carga cresce no mundo todo, menos na América Latina

Todas as regiões do mundo menos a América Latina registraram um aumento no transporte de mercadorias por via aérea em 2016, quando houve um crescimento de 3,8% da demanda global em comparação com 2015, informou nesta quarta-feira a Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata).

A porcentagem global duplica o que foi conseguido pela indústria nos últimos cinco anos, nos quais a taxa de crescimento do transporte de carga não superou os 2%, segundo um comunicado da Iata.

Após um início ruim em 2016, os volumes de carga, o espaço ocupado pelas mercadorias nos aviões, se recuperaram no segundo semestre do ano.

O envio de materiais de silício (usados para a construção de bens de alto valor no setor da eletrônica), a mudança nas ordens de exportação e a proximidade da celebração do Ano Novo Chinês, ligado ao calendário lunar, contribuíram para o aumento da demanda no final de 2016.

As companhias europeias representaram quase a metade do aumento anual total da demanda, indicou a associação, que representa mais de 260 companhias aéreas.

As empresas aéreas latino-americanas registraram uma contração da demanda que se refletiu em uma diminuição de 4,2% nos volumes de carga. Este é o segundo ano consecutivo que a demanda do transporte de carga aéreo cai na região, marcada por dificuldades econômicas e políticas que afetaram especialmente a maior economia local, o Brasil.

A demanda caiu 1% em dezembro de 2016, em comparação com o mesmo período de 2015, mês no qual a região representou 2,8% do total do transporte aéreo de carga. Apesar dos números negativos, a Iata afirmou que “os níveis de crescimento da região estão em linha com os dados do começo de 2016”.

O diretor-geral da Iata, Alexandre de Juniac, comentou que apesar das previsões de exportações serem boas para 2017, o setor deverá operar em um contexto de estagnação do comércio mundial.

De Juniac alertou sobre as possíveis consequências negativas para o setor representada por eventuais medidas protecionistas dos governos, como prometeu em campanha o presidente americano, Donald Trump.

Fonte: UOL

0 0 Continue Reading →

Exportação de industrializados aumenta no Brasil, em 2016

O Brasil aumentou a exportação de tecnologia em 2016. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços revelam que a venda de produtos mais complexos, classificados como manufaturados, cresceu 8% entre o ano passado e 2015.

Em igual período, os semimanufaturados, que também foram processados de alguma maneira, cresceram 9,5% frente a 2015. Esses dados sugerem ainda que o setor externo garantiu rentabilidade para a indústria, apesar das dificuldades no ano passado, principalmente com o mercado doméstico.

Segundo o ministério, entre os industrializados, os principais destaques em volume foram açúcar em bruto (+24,5%), celulose (+12,6%), aviões (+15,3%), automóveis de passageiros (+44,3%) e óxidos e hidróxidos de alumínio (+5,7%).

Em faturamento também se destacaram açúcar em bruto (39,8%), ouro em forma semimanufaturada (31,1%), madeira serrada (17,4%), plataformas de petróleo (86,9%), automóveis de passageiros (38,2%), veículos de carga (27,1%) e aviões (6%).

Volume de exportação em 2016

Com esse desempenho, as exportações brasileiras passaram de 638 milhões de toneladas, em 2015, para 645 milhões de toneladas, no ano passado – um avanço de 1,10%.

No caso de açúcar em bruto, celulose, óxidos e hidróxidos de alumínio e suco de laranja não congelado, o volume exportado foi recorde.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

0 0 Continue Reading →

Porto de Santos projeta crescimento na movimentação de cargas em 2017

Em um ano de mudanças e desafios nos cenários nacional e mundial a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) desenvolveu ações para manter a posição do Porto de Santos como o principal complexo portuário da América Latina. São ações e projetos que permitem não somente o recorde da participação na balança comercial brasileira – mesmo em momento de retração econômica -, mas também a preparação do Porto para ser “não somente o maior, mas o melhor porto para se operar”, afirma o diretor-presidente da empresa José Alex Oliva.

Além das atribuições da Autoridade Portuária, a gestão da Codesp sob a atual diretoria está voltada para o fortalecimento da relação porto-cidade. “O Porto de Santos está dentro da cidade e a cidade fica junto ao Porto, então é importante que haja uma interação maior entre a cidade e porto em todos os seus aspectos, seja social, cultural, esportivo e ambiental”, explica o presidente.

Focada na qualidade de vida da região, a Autoridade Portuária, em uma de suas primeiras ações do ano, participou, em fevereiro, da mobilização nacional de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya. O presidente Alex Oliva destacou a importância da parceria entre porto de Santos e cidade, que estabeleceu um rigoroso programa de monitoramento e controle, com um balanço muito positivo de ações promovidas na região do porto e seu entorno.

A ação da Companhia Docas para fortalecer a relação Porto-cidades também foi marcada pelo apoio às entidades da região. “Os projetos sociais que valorizem a Baixada Santista terão um tratamento carinhoso por parte da Codesp” disse Alex Oliva. A empresa destinou parte do seu Imposto de Renda para fundos sociais assistenciais da região. Foram contemplados o Fundo Estadual do Idoso de São Paulo e os Fundos Municipais do Direito da Criança e do Adolescente (FMDCA) das cidades de Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e Bertioga.

As ações de médio e longo prazo unem-se às ações imediatas que impactam diretamente as comunidades, como o patrocínio de eventos culturais, sociais e esportivos. A Codesp incentiva projetos que, associados à marca Porto de Santos, possam agregar valor frente a um ou mais públicos de interesse, gerando reconhecimento institucional.

A Companhia também busca preservar sua própria memória. Foi firmado convênio com a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) para restauração da locomotiva “Lavoura”, máquina a carvão, de fabricação americana, produzida em 1889. Restaurada, vai voltar a ser exposta no Museu do Porto. No local será construída uma estação de estrada de ferro, também conhecida como gare, para sua conservação.

No relacionamento com outras entidades, um dos destaques foi a aula magna do curso de Gestão Portuária da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Rubens Lara da Baixada Santista, ministrada em março pelo diretor presidente Alex Oliva, em evento aberto ao público no terminal de passageiros do Porto de Santos.

O relacionamento com o Exército Brasileiro foi estreitado, com visitas de autoridades militares à presidência da Codesp. É crescente a integração do Exército com a gestão do porto de Santos, tendo como exemplo a participação em reuniões na Comissão Local das Autoridades Anuentes do Porto de Santos (Claps).

Na relação permanente com os clientes do Porto de Santos a Codesp retomou as reuniões do Comitê de Logística, participou do Comitê de Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus) e do Conselho da Autoridade Portuária (CAP). Também promoveu a reformulação do Plano de Auxílio Mútuo do Porto de Santos (PAM), visando à alteração de sua estrutura de funcionamento e o aprimoramento dos procedimentos de prevenção e atendimento a situações de emergência na área do Porto Organizado. O diretor presidente Alex Oliva afirma que todos os órgãos que integram o PAM devem trabalhar em conjunto, “agir em sintonia, alinhando procedimentos para atingirmos resultados eficazes”.

Na área de Recursos Humanos a Codesp iniciou participação no primeiro Comitê de Gênero do setor portuário. Composto por 16 integrantes e 16 suplentes, faz parte do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) do Governo Federal. A empresa promoveu ação com depoimentos de funcionárias que atuam em profissões predominantemente masculinas. Na Companhia Docas as mulheres são cerca de 13% do quadro de pessoal.

A diretoria executiva da Codesp aprovou, ainda, a abertura de concurso público para preenchimento de vagas em diversas funções do quadro de carreiras da empresa, com formações técnico profissionalizantes, ensinos médio e superior. Está prevista, também, a formação de cadastro reserva. O concurso deve ocorrer em 2017.

José Alex Oliva completou em novembro seu primeiro ano na presidência da Codesp. As demais diretorias foram alteradas durante o ano, com mudanças de responsabilidade entre os diretores. Na diretoria Administrativa e Financeira, assumiu o engenheiro Francisco José Adriano, funcionário de carreira da Codesp, que ocupava o cargo de diretor de Relações com o Mercado e Comunidade. Em seu lugar, foi indicado Cleveland Sampaio Lofrano, engenheiro civil de formação, com mestrado em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele era diretor de Logística na Companhia desde setembro do ano passado.

Modernização da gestão portuária

O Projeto de Modernização da Gestão Portuária (PMGP), iniciada em 2015, continua estruturando a Codesp para atuar com um novo modelo de gestão, objetivando aumentar os padrões de governança, gestão de riscos, conformidade, sustentabilidade e a qualidade dos serviços prestados, gerando benefícios sociais, retorno financeiro para seu custeio e investimentos.

A área responsável pela implementação do PMGP desenvolveu diversas ações que resultaram na execução de 90% do Projeto. Foi também implantado o Escritório de Projetos (PMO), sigla de Project Management Office, no qual novos processos, procedimentos e Instrumentos Normativos foram desenvolvidos.

O acompanhamento de Indicadores de Gestão, de Políticas Setoriais e de Processos está sendo enriquecido com iniciativas para levar ao conhecimento dos colaboradores a aplicação dos novos processos. Dentre as atividades destaca-se a criação do Escritório Itinerante para divulgar os conceitos, processos e procedimentos ligados ao PMGP, assim como a criação de uma Cartilha Orientativa do Escritório de Projetos implementado na Codesp, apresentada em um workshop para todos os diretores e superintendentes da empresa.

Entre outros procedimentos a serem destacados estão a publicação na Intranet das normas e procedimentos da empresa; dos cases de sucesso apresentados nas reuniões mensais do PMGP junto a estrutura de portos do ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), via newsletter para todas as gerências e coordenadorias da empresa; do processo de honorário variável mensal, atingindo a meta de 100% nos três trimestres consecutivos, com expectativa de que o mesmo aconteça no último trimestre de 2016.

Porto de Santos 125 anos

No dia 2 de fevereiro de 2017, o Porto de Santos comemorará 125 anos da entrega do primeiro trecho de 260 metros de cais construído pela então Companhia Docas de Santos (CDS), marcada pela atracação do navio “Nasmith”, de bandeira inglesa, da armadora Lamport & Holt.

A inauguração desse trecho de cais, representando o início das operações no porto organizado, ocorreu quatro anos após a assinatura de contrato entre o governo do Império e um grupo de concessionários para execução e exploração das obras de melhoramento do Porto de Santos. O novo cais situava-se no trecho conhecido como Porto do Bispo.

Coube ao Nasmith a distinção de inaugurar esse primeiro trecho de cais, fato que o fez entrar nos registros marítimos históricos. Não era um navio excepcional, suas linhas eram típicas das de um cargueiro com perfil baixo (apenas 2 conveses), casco alongado em linhas retas e sem superestrutura de popa. Após longa estada em Santos, onde teria servido como embarcação de apoio à construção do cais, o navio zarpou, em janeiro de 1892, para o Rio de Janeiro, voltando a Santos no início de fevereiro, inaugurando o novo cais embarcando café para a Europa.

Para lembrar a data oficial da inauguração do Porto de Santos a Codesp está preparando um calendário de eventos. Dentro das comemorações, será reaberta a Pinacoteca Gaffrée e Guinle, que faz parte do Complexo Cultural do Porto de Santos, juntamente com o Museu do Porto. A Pinacoteca foi inaugurada em 28 de janeiro de 1999 e recebeu esse nome em homenagem a Cândido Gaffrée e Eduardo Palassin Guinle, fundadores da CDS, empresa responsável pela construção dos primeiros cais.

Diretoria de Operações Logísticas

Sem registro de congestionamentos durante dois anos seguidos, a partir da implantação do sistema de agendamento de chegada de cargas ao Porto de Santos, a Diretoria de Operações Logísticas (Dilog) da Codesp vem trabalhando para intensificar a melhoria da logística dos vários modais dentro do complexo portuário. “O atendimento do usuário é prioridade para a Codesp, que trabalha para conseguir melhorar, cada vez mais, os acessos terrestres, ferroviários e marítimos”, explica o diretor Celino Fonseca.

O sistema Portolog, programa que permite o acompanhamento dos caminhões de carga desde sua origem até a chegada ao Porto de Santos, foi liberado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Funcionando em teste desde o final de 2014 entrou em operação neste ano. Ele vai substituir o Sistema de Gerenciamento de Tráfego de Caminhões (SGTC) da Codesp, que faz o agendamento, mas não acompanha a chegada dos caminhões.

Neste início de implantação, o sistema Portolog controla apenas os caminhões de granéis sólidos de origem vegetal. No entanto, o projeto objetiva o agendamento de caminhões transportando outros tipos de carga, a exemplo de granéis líquidos e contêineres. A obrigatoriedade somente para o granel vegetal deve-se ao Plano Safra 2017, para escoamento, a partir de fevereiro, da soja, milho e açúcar destinados à exportação. Com isso, será possível saber, com maior antecedência e de forma automática, quantos caminhões irão acessar o porto nos dias seguintes. Isto permite planejar o tráfego na área do Porto de Santos e tomar medidas preparatórias em situações de pico ou de contingência, bastante comuns em época de escoamento de safra.

Ainda em relação ao transporte rodoviário, a Codesp recebeu a autorização da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para implantar um estacionamento para caminhões numa área de 226,7 mil m². O terreno fica na região da Alemoa e deverá servir para a implantação de uma Área de Apoio Logístico Portuário (AALP), podendo incluir benfeitorias e atendimentos aos caminhoneiros, como uma central de fretes. Também poderá ser usada parte da área para atividades auxiliares à operação portuária, como armazenagem de contêineres e operações ferroviárias.

De vital importância para o Porto de Santos, o Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System – VTMIS) está sendo implantado para permitir o monitoramento das embarcações, desde sua chegada na área de fundeio, entrada e saída do complexo portuário. O avanço do projeto foi considerável no segundo semestre de 2016. Todas as áreas para instalação dos radares foram aprovadas através de estudos técnicos do solo e sondagens. Os trabalhos de instalação já estão em andamento na Ilha do Barnabé, que é um dos pontos que receberá um dos quatro radares envolvidos no projeto. A perspectiva é de que no final de 2017 já será possível o monitoramento das embarcações através de alguns radares.

O centro de controle do VTMIS está instalado na Ponte de Inspeção Naval, localizada no bairro da Ponta da Praia. O prédio foi reformado, modernizado e já está em funcionamento, com equipamentos instalados e funcionários se adaptando a operação. Ela conta com antena VHF para comunicação com as embarcações e receberá dados das torres de monitoramento, de uma estação meteorológica e de um marégrafo.

A discussão e busca de soluções é também a principal motivação da retomada do Comitê de Logística do Porto de Santos. O grupo se reúne, quinzenalmente, para debater questões relativas à logística do complexo portuário santista. Além da Codesp, o Comitê reúne, na sede da estatal, entidades do setor portuário, prefeituras, Ecovias, Polícia Rodoviária, entre outros, para debater as questões prioritárias que afetam o complexo portuário.

No âmbito interno, a Codesp vai promover a reforma do seu Datacenter. “Atualmente a empresa depende, cada vez mais, da estrutura de tecnologia”, afirma o diretor Celino Fonseca. “Os dados que possibilitam a continuidade dos negócios e da prestação dos serviços são todos hospedados no Datacenter. Previsto para 2017, o investimento visa eliminar as falhas de infraestrutura, relacionadas a problemas elétricos, de climatização ou conectividade”, detalha o diretor.

A reforma do Datacenter objetiva prevenir os riscos físicos, criando um ambiente seguro. A meta é tornar o ambiente imune às ameaças como fogo, fumaça, gases corrosivos, arrombamento, roubo, explosão, vazamentos, campos magnéticos, dentre outros. “Prevenindo desde incêndios de grandes proporções até um simples vazamento de água poderemos garantir a integridade de todos os dados que transitam na rede da Codesp, com confiabilidade, segurança e sigilo necessário”, completa Fonseca.

Relações com o Mercado e Comunidade

O diretor de Relações com o Mercado e Comunidade, Cleveland Lofrano, mencionou importantes avanços nas relações do Porto de Santos com o mercado e a comunidade. Entre eles destacam-se os estudos de obras para otimização morfológica, náutica e logística do canal de acesso ao Porto de Santos, em desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP), revisões tarifárias, no Plano Mestre, no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), na Poligonal do Porto e a regularização fundiária de áreas da União.

Com relação aos estudos desenvolvidos pela USP, Lofrano explica que um dos objetivos é atender os questionamentos feitos através de Ação Civil Pública do Ministério Público Federal, que implica na redução da largura do canal de navegação de 220 para 170 metros, caracterizando o porte máximo dos navios que poderiam acessar o Porto de Santos para a condição de canal reduzido.

Para isso, a USP simulou em um tanque de provas numérico os navios que podem operar nessas condições. Os ensaios apontam que as embarcações aceitáveis para a situação de estreitamento de canal são o navio Tipo de 240 metros de comprimento, com boca de 32 metros; o navio Especial de 245 metros de comprimento e 38 metros de boca e, em situações de cruzamento de embarcações, o de 160 metros de comprimento e 24,9 metros de boca. Com canal de 220 metros, o navio Tipo é de 306 metros, com boca de 46 metros; o Especial é de 336 metros e, em situação de cruzamento, é de 190 metros de comprimento.

Lofrano explica que a primeira etapa desse trabalho envolveu, também, estudos sobre as ressacas que têm assolado a Baixada Santista. “Foi um trabalho criterioso e bem fundamentado, com base em dados de séries históricas e simulações que concluem que o nível de interferência da dragagem nas intercorrências verificadas nas praias de Santos e Guarujá é de, no máximo, 4%. O diretor conta que há uma expectativa de que os navios que utilizam o porto de Rotterdam, com capacidade para 15 mil teu, passam frequentar Santos. “Com o canal de acesso estreitado o porto não terá condições para receber essas embarcações”, alerta.

A Codesp avaliou, também, a demanda de carga para o Porto de Santos, tomando como base os estudos do Plano Mestre, desenvolvido pela área de portos do ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Com isso, a expectativa é movimentar em 2030 cerca de 205 milhões t.

O estudo analisou, ainda, a viabilidade das manobras com os navios porta contêineres com comprimento de 349 m e 366 m, com dragagem até a profundidade de 17 m, no canal de navegação e bacias de evolução do Porto de Santos, ressaltando as restrições e estudos adicionais necessários. Essas análises e a simulação realizadas apontam a viabilidade das manobras de entrada e saída desses navios, com algumas condicionantes ambientais e meteorológicas (visibilidade, estofo de maré, vento e ondas) e uso de rebocadores com capacidade de tração unitária de 70 tPB, entre outras condições.

O estudo cobriu, também, a interação entre os navios passantes e os atracados, tendo em vista as maiores dimensões das embarcações, em terminais previamente selecionados, como Ilha do Barnabé, Armazém 12-A, Armazéns 16/17/19/20/21, Armazéns 38/39, Teag e Teg. Os berços foram estudados em detalhes, em termos de interação hidrodinâmica, avaliando-se os movimentos (longitudinal e transversal) máximos dos navios atracados, assim como os esforços nos cabos de amarração e compressão nas defensas, em função da velocidade da embarcação e de seu afastamento dos navios em movimento no canal de navegação. Esse trabalho resultou em propostas para amarração dos navios e análises da resistência estrutural dos berços e seus acessórios (cabeços/defensas), bem como o tipo e estado de conservação dos cabos de amarração. As conclusões apresentadas no estudo limitaram-se ao calado de 14,2m.

Para corroborar os resultados obtidos em modelos matemáticos, encontra-se em construção modelo reduzido do Porto de Santos para estudos de manobrabilidade, atracação e interação hidrodinâmica, permitindo que sejam obtidos de forma teórica e experimental.

Os estudos através da modelagem computacional hidrodinâmico, em fase final de desenvolvimento, objetivam avaliar a possibilidade de eventuais alterações no canal de acesso ao Porto de Santos, com a proposição de intervenções estruturais ou não estruturais para garantir a cota de menos 15 metros no canal de acesso, além de reduzir os volumes de dragagem. Será avaliada, inclusive, a evolução morfológica nas áreas adjacentes ao canal de acesso do Porto de Santos, como consequência das intervenções propostas, sugerindo-se o indicativo de eventuais medidas mitigadoras/compensatórias na região. Essas obras propostas serão objeto de estudo de viabilidade econômico-financeira, com vistas aos futuros projetos de dragagem do porto.

Planejamento portuário – O diretor Lofrano destacou que a atual administração vem enfatizando a relação Porto-Cidade no seu planejamento, tendo em vista a importância que o complexo portuário tem para a Baixada Santista. “O porto responde por cerca de 70% da economia regional, gerando desenvolvimento e postos de trabalho, assim, procuramos planejar seu desenvolvimento com responsabilidade ambiental e tendo como foco a qualidade de vida das comunidades” explica.

Segundo Lofrano, a diretoria vem desenvolvendo um trabalho coeso que permita atingir essa meta e manter o Porto de Santos na posição de protagonista no cenário portuário nacional. “Demos passos importantes nessa direção, com a entrada em operação da fase inicial do Portolog, já para a safra 2016/2017. A implantação do VTMIS também deve avançar em 2017, proporcionando um salto de qualidade na segurança do porto e diminuindo tempo de espera das embarcações, reduzindo os custos de operação no Porto”, afirma o diretor.

Além disso, Lofrano inclui entre as principais ações previstas para este ano, a revisão do Plano Mestre da Codesp pelo MTPAC e a atualização do PDZ, a cargo da Autoridade Portuária. O atual data de 2006.

Dentre as principais ações realizadas em 2016 encontra-se a revisão da poligonal do porto. “Acabamos de concluir esse trabalho, já aprovado pela diretoria. Agora temos que finalizá-lo com o MTPAC, com o qual nos reuniremos, em breve, para definir uma poligonal do Porto que reflita o que é fundamental para o crescimento do complexo portuário santista.

O levantamento e cadastramento dos imóveis da União na área do Porto Organizado, visando sua regularização fundiária, é outra ação a se destacar. No início de 2017 será feita a atualização cadastral de todos esses imóveis dentro do Porto Organizado (com georeferenciamento) e verificado se eles têm registros de titularidade para a Codesp. Para aqueles que não tenham será solicitada a regularização fundiária.

O diretor destaca, ainda, o estudo desenvolvido pela Codesp para o estabelecimento da tarifa de energia elétrica. Segundo o presidente Alex Oliva, a tarifa de energia elétrica do Porto de Santos estava congelada há duas décadas, gerando, até o último mês de setembro, um déficit de quase 30 milhões de reais. A mudança permitirá cobranças mais adequadas e alinhadas às regras do setor, acrescido da tarifa de distribuição. Além dessas taxas, Cleveland revela que a Codesp deve concluir neste ano a revisão da tarifa portuária, iniciada em 2016. Essa revisão envolve a estrutura da tarifa e seus valores.

Com relação aos contratos de transição vigentes, o diretor explica que a tendência é que sejam extintos. Atualmente a Codesp mantém apenas dois desses instrumentos, com a Transpetro e a Termares, que permanecem até que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) finalize seu trabalho.

Outra frente destacada por Lofrano é o projeto de acesso a Santos. “Trabalhamos intensamente nesse projeto e, em breve, deverá ser assinado novo convênio com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Santos, através da Dersa, para dar continuidade aos trabalhos”, informa. A diretoria vem trabalhando, também, para a redução gradativa das interferências entre os modais, procurando eliminar pontos de conflito. “É uma meta importante que continuaremos a perseguir neste ano”, conclui.

Cleveland conta que a Codesp, através do Programa de Relacionamento com o Arrendatário, desenvolvido dentro do Projeto de Modernização da Gestão Portuária (PMGP), vem desenvolvendo um trabalho para estabelecer um canal aberto de comunicação com os arrendatários, objetivando viabilizar fluxos de informações ágeis acerca das demandas apresentadas à Autoridade Portuária. A Superintendência de Relações Comerciais e Gestão de Contratos de Arrendamentos , atuará como ponto focal para centralização dessas demandas, fazendo gestões para que os assuntos afetos aos arrendamentos sejam corretamente destinados e tenham um acompanhamento eficaz e um trânsito rápido, que atenda, plenamente, às expectativas dos arrendatários. “O objetivo é que o novo processo traga maior qualidade à informação disponibilizada aos arrendatários, resultando no bom andamento dos contratos de arrendamento e no estreitamento da relação entre as partes”, explica o diretor. Segundo Cleveland, essa é uma mudança cultural importante, que dará maior celeridade aos processos e evitará retrabalho.

Ainda com foco nas relações Porto-Cidade, Cleveland revela que a Codesp prepara os eventos para comemorar os 125 anos do Porto de Santos, que ocorrerá no próximo dia 02 de fevereiro. “Teremos surpresas muito boas”, adianta o diretor.

No aspecto comercial, a Autoridade Portuária finalizou em 2016 as tratativas do acordo de cooperação com o Porto de Miami. Preliminarmente, celebrou-se uma carta de intenções corroborando a meta dos dois portos de desenvolverem ações conjuntas de cooperação. Além disso, foi firmado um acordo de cooperação com o Porto de Antuérpia, durante a feira Intermodal South America 2016.

A vinda de delegações ao Porto de Santos continua aquecida. No último ano a Codesp recepcionou um total de 42 delegações empresariais, integradas por, aproximadamente, 270 pessoas. Já as entidades acadêmicas somaram 53, envolvendo 1.997 estudantes/professores, de diversas carreiras. A quantidade de visitas acadêmicas aumentou, consideravelmente, em relação ao verificado em 2015.

A Codesp participou, ainda, de cinco feiras de negócios, fóruns e congressos: Intermodal South América, Ecobrasil-12º Seminário Nacional sobre Indústria Marítima e Meio Ambiente, Seminário Internacional Brasil-Holanda, Santos Export e IX Pianc-Copedec. Além disso, realizou eventos como o Combate ao Aedes aegypti, o Fórum Operação Safra, a reunião dos portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e o Mês do Meio Ambiente.

As ações de patrocínios aprovadas em 2015 e viabilizadas em 2016 envolveram oito projetos que desenvolveram iniciativas culturais, esportivas, ambientais e sociais na Baixada Santista e capital, carregando a marca Porto de Santos em sua comunicação. Vale destacar que os projetos realizados em 2016 tiveram grande repercussão e foram destaque no calendário de eventos da cidade:

Descida das Escadas de Santos – Referência da modalidade Downhill Urbano do Mountain Bike no Brasil. O evento ocorreu em fevereiro, nas Escadarias do Morro do Pacheco. A competição envolveu 100 atletas e atraiu cerca de 10 mil pessoas, com veiculação em rede nacional.

Mantas do Brasil – O projeto visa a democratização do conhecimento, a pesquisa científica, a educação ambiental e a preservação da maior espécie de arraia do mundo (Manta birostris), além da preservação e a conscientização acerca do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos.

5º Santos Jazz Festival – O 1º e único festival de Santos e Região que apresenta música essencialmente brasileira, promovendo o intercâmbio com participações internacionais. Foram montados palcos em praças e lugares abertos da cidade, valorizando a cena cultural local. Foi realizado em Julho.

XX FESCETE – Festival de Cenas Teatrais – Realizado desde 1997, o FESCETE reúne, anualmente, mais de 1.200 artistas de diferentes segmentos – Teatro, Música, Dança, Poesia e Artes Visuais. Sua missão é orientar o processo de criação, promovendo o intercâmbio cultural entre os artistas e técnicos, investindo na formação de novos talentos, com a promoção de ações sociais e educacionais. Ocorreu nos meses de Junho e Julho, em diversos espaços culturais da cidade de Santos. Além disso, a Tescom disponibilizou para colaboradores da Codesp um Workshop de Teatro e Desenvolvimento Pessoal no mês de dezembro. Segundo a Tescom, os jogos e exercícios propostos buscam melhorar a desenvoltura do participante, possibilitando aumento da qualidade das relações pessoais e profissionais. O Workshop é uma oportunidade para aqueles que querem aumentar o volume de sua voz, deixar de lado a timidez, aprender a falar em público e tornar-se uma pessoa mais sensível. Ajuda, ainda, a trabalhar em equipe, melhorar a habilidade de liderança e comunicação, ser mais aberto a novas experiências, aceitar pontos de vista diversos sobre um determinado tema, interagir e se sair bem de situações desconfortáveis e sair de sua zona de conforto com mais frequência.

Projeto Guri – Uma das maiores iniciativas socioculturais do Estado de São Paulo, atinge milhares de jovens carentes que recebem aulas de música, apresentam-se em eventos e recebem acompanhamento pedagógico. Em 2016, a Codesp patrocinou o Polo Regional de Santos, que atende 443 alunos e abriga o Grupo de Referência Camerata de Violões.

Festival Elos – O Instituto Elos atua desde 2000 com intervenções ativas em comunidades de risco e baixa renda, buscando o desenvolvimento social das regiões e populações impactadas de forma permanente e sustentável. No Festival Elos, o Instituto busca impactar 3 comunidades, apresentando e ocupando sua nova sede no Morro da Nova Cintra. A entidade é mais conhecida pelo projeto Guerreiros sem Armas, patrocinado pela Codesp no ano passado.

Pinacoteca Benedicto Calixto: 30 Anos de Arte, Cultura e Educação – A Pinacoteca Benedicto Calixto é um dos principais aparatos culturais da cidade de Santos, recebendo mostras temporárias, apresentações musicais e teatrais, e com um importante acervo do pintor santista que lhe confere o nome.

O Som das Palafitas – O Instituto Arte no Dique, iniciativa sociocultural que trabalha com a população do Dique da Vila Gilda, na Zona Noroeste de Santos, propõe a realização de shows de bandas locais e outras manifestações, gratuitas e regulares, no Espaço Mais Cultura “Plínio Marcos”, incentivando a produção e o consumo cultural local.

Os projetos abrangendo espetáculos musicais, de teatro, exposições, competições, além de eventos públicos, aulas e workshops, movimentaram a vida cultural da cidade, oferecendo oportunidades e desenvolvimento social a comunidades carentes, divulgando noções de conscientização ambiental e preservando os recursos naturais da região.

No segundo semestre do ano passado, a Codesp realizou um processo de seleção pública de patrocínios, avaliando projetos com potencial para serem realizados no próximo ano. A seleção pública envolveu a divulgação, publicação de instrumento de seleção pública, oficina de capacitação para proponentes e interessados e um processo de seleção objetivo, baseado em matrizes de pontuação. A empresa recebeu a quantidade recorde de 79 propostas de patrocínio, nas áreas social, cultural, esportiva, educacional e ambiental, que se encontram em fase de avaliação.

A Codesp firmou, ainda, parcerias, que não envolvem aportes financeiros, com duas instituições que desenvolvem projetos relevantes para a Baixada Santista: O Instituto Querô e o Festival de Imagem do Valongo, inserindo a empresa como apoiadora do projeto. Já o Festival de Imagem do Valongo obteve o apoio da Codesp para viabilização de fotografias em uma de suas oficinas.

Movimentação de Cargas

A Codesp estima que o movimento de cargas no Porto de Santos atinja um total de 113,475 milhões de toneladas em 2016. O diretor presidente, Alex Oliva, destaca que esse é o terceiro maior resultado já registrado, abaixo, apenas, de 2015 (119,931 milhões t) e 2013 (114,077 milhões t). “Esse volume, apesar de representar uma redução de 5,4% na comparação com o apurado em 2015, devido, principalmente, à expressiva queda nos embarques de milho, foi concretizado num cenário econômico global adverso, mostrando o bom desempenho do Porto de Santos, inclusive, em situações adversas”, explica o presidente.

O diretor Cleveland Lofrano, acrescenta que outro fator determinante para esse resultado foi a diminuição de 5,6% estimada para as operações com cargas conteinerizadas neste ano, afetadas por fatores conjunturais, como a valorização do Real, que afetou a competitividade das exportações brasileiras de maior valor agregado, em um cenário global de demanda ainda reprimida. “Os embarques de açúcar e soja em grãos contribuirão para amenizar esse cenário, favorecidos por uma boa safra e preços internacionais em recuperação”, comenta Lofrano.

As exportações devem somar com 82,269 milhões t, em 2016, cerca de 6,0% abaixo do volume embarcado em 2015 (87,565 milhões t). Já para as importações é projetado um volume de 31,205 milhões t, uma redução em torno de 3,6% se comparado ao período anterior (32,366 milhões t).

Os sólidos a granel devem atingir cerca de 54,167 milhões t, menos 7,8% do apurado em 2015 (58,752 milhões t). Já a expectativa para os líquidos a granel é de aumento de 0,6%, atingindo 15,691 milhões t, contra 15,592 milhões t no último ano. A carga geral deve totalizar 43,616 milhões t, ficando 4,3% abaixo do volume do ano passado (45,587 milhões t).

Entre os sólidos a granel cabe destacar, além da soja (+9,7%) e do açúcar a granel (+14,5%), os expressivos aumentos nas descargas de adubo e o trigo.

O açúcar apresentou o crescimento mais significativo, devendo atingir 20,639 milhões t, ficando 13,5% acima do verificado em 2015 (18,185 milhões t). Com isso, o Porto de Santos expandiu sua liderança nos embarques nacionais para 79,5%, ante 73,3% em 2015. Condições climáticas muito favoráveis à produção nacional, aliadas a quebra de safra em outros importantes produtores mundiais, como Tailândia e Índia, elevaram, significativamente, os preços internacionais do produto, que atingiram o patamar mais alto desde 2012.

A soja deve encerrar 2016 com 14,433 milhões t, cerca de 9,7% acima do período anterior. Os embarques do produto voltam a ocupar a vice-liderança entre as cargas mais movimentadas no complexo portuário santista (posição ocupada em 2015 pelo milho). Em 2016, a soja contou com um patamar de câmbio ainda elevado no começo do ano e uma safra nacional que ficou pouco abaixo do recorde registrado na safra 2014/2015. A retomada das operações na hidrovia Tietê-Paraná permitiu o uso mais intensivo do modal ferroviário para trazer o produto ao Porto de Santos, contribuindo para elevar a participação do complexo no total de soja embarcada nos portos nacionais, que passou de 25,1%, no acumulado até outubro de 2015, para 29,6% em 2016. Já para o farelo de soja, que em 2016 sofreu com o aumento no preço da matéria-prima e com a valorização do Real frente ao dólar, é esperada uma retração de 3,3% nos embarques, devendo totalizar 4,468 milhões t. Com isso, o complexo soja deve somar 18,901 milhões t., ficando 6,4% acima do mesmo período anterior.

A redução nos embarques de milho, estimada em 48,5%, em comparação com o registrado em 2015 (15,786 milhões t), um ponto muito acima da curva de movimentação do produto, foi determinante para a queda verificada. A quebra da safra nacional, provocada por fatores climáticos e pelo aumento da demanda interna, foi determinante para esse resultado. Para este produto foi estimado um volume de 8,123 milhões t. O total de milho embarcado no ano passado atingiu patamar jamais verificado para essa commodity, retornando, em 2016, para níveis similares a anos anteriores. Essa condição contribuiu para que o índice de redução na movimentação fosse tão significativo.

Ocupando a liderança no volume de sólidos a granel importados, o adubo deve encerrar 2016 com 3,355 milhões t, aumento de 39,3% ante o resultado obtido em 2015. Com a valorização do Real e a oferta maior de crédito por parte dos próprios fabricantes aos produtores, a demanda se expandiu consideravelmente. Já o trigo deve atingir 1,037 milhão t, ficando 61,3% acima do verificado no último ano (643,256 mil t).

Contribuíram para o bom desempenho dos líquidos a granel o óleo diesel e gasóleo (nos dois fluxos), com 3,427 milhões t, crescimento de 60,9% ante o registrado em 2015 (2,130 milhões t); o gás liquefeito de petróleo (GLP), com 1,137 milhão t, aumento de 27,6%, e sucos cítricos, com 1,959 milhão t, mais 7,8%. O aumento verificado nas descargas de óleo diesel e gasóleo foi determinado pela queda do preço do petróleo no mercado internacional nos últimos dois anos e a valorização do Real frente ao dólar ao longo de 2016, incentivando a importação de seus derivados.

No caso do GLP, a necessidade de maior quantidade do produto para o Estado de São Paulo, a fim de compensar a redução da oferta local durante as paradas de produção nas refinarias, que passaram por manutenção corretiva nos seus parques de refino de GLP, foi determinante para esse crescimento.

Apesar da redução na demanda por sucos cítricos, verificada nos últimos anos, e da quebra das safras brasileira e norte americana, os preços firmes garantiram o bom desempenho das exportações.

Duas das principais cargas do segmento de líquidos a granel, transportadas por navegação de cabotagem, sofreram com os reflexos da redução da atividade econômica no país. O óleo combustível deve apresentar queda de 34,0%, somando 1,504 milhão t, em comparação com o total verificado no ano passado (2,279 milhões t), e a gasolina de 15,7%, atingiu 1,139 milhão t, ficando 15,7% abaixo de 2015 (1,352 milhão t).

Para o álcool projeta-se uma queda de 22,0% em relação a 2015 (1,718 milhão t), devendo somar 1,339 milhão t. O recuo na movimentação pode ser atribuído à redução da oferta do produto, devido a um maior direcionamento da safra de cana para produção de açúcar, que obteve uma melhor significativa nos preços, em virtude da menor oferta mundial.

O segmento de carga geral somará cerca de 43,616 milhões t, 4,3% abaixo do verificado em 2015. Integrando esse segmento, a carga geral solta deve atingir uma movimentação de 3,38 milhões t, retração de 23,1% em relação a 2015. Tal desempenho reflete a ausência de embarques de açúcar em sacos e a forte queda na movimentação de veículos (-29,2%) e celulose (-7,7%).

A competitividade da celulose brasileira no mercado internacional foi parcialmente comprometida pela valorização do Real frente ao dólar ao longo do ano, em um cenário de excesso de oferta global do produto. Assim, a produto deve somar 3,149 milhões t.

Para a movimentação de veículos, considerando os dois fluxos de comércio, devem ser movimentadas 158 mil unidades. Esse resultado reflete a queda de 75,0% nas importações (20.330 mil unidades), afetadas pela retração na demanda. Para as exportações é esperada diminuição em torno de 2,8% (137.717 mil unidades), refletindo as variações cambiais e as dificuldades enfrentadas pela Argentina em retomar seu crescimento.

A expectativa para a carga geral conteinerizada é atingir 3,567 milhões teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse resultado reflete a combinação entre uma demanda interna desaquecida e o processo de valorização do Real ao longo de 2016, que reduziu a competitividade dos produtos brasileiros de maior valor agregado, em um cenário global de demanda ainda contida. A movimentação de contêineres na navegação de cabotagem, que havia apresentado significativo crescimento de 27,5% em 2015, deve encerrar 2016 com queda próxima a 4,0%. Apesar da atual conjuntura, o diretor Lofrano lembra, que o movimento de contêineres no Porto de Santos já atingiu a projeção de demanda prevista no Plano Mestre para 2018.

Com relação ao fluxo de navios, a trajetória de crescimento na evolução do volume médio de carga transportada por embarcação continuou crescendo. Segundo o diretor Lofrano, “o aumento previsto de 1,56% nesse indicador, de 24.471 t por navio para 24.852 t, é resultado do sucesso das intervenções realizadas pela Autoridade Portuária e pelos terminais, visando a manutenção do calado operacional do canal de navegação em 13,2 metros e a continuidade das obras de compatibilização da profundidade dos berços e bacias de evolução à esse calado, o que incentivou a presença de navios de maior capacidade”.

O desempenho deste indicador poderia ter sido ainda melhor se não houvesse ocorrido a queda nos embarques de milho, que reduziu o número de atracações de navios graneleiros no segundo semestre de 2016, em comparação com o mesmo semestre de 2015. Essas embarcações operam com taxas mais elevadas de consignação média.

Considerando apenas os navios cargueiros, verificou-se, até outubro, uma queda de 6,17% no fluxo de atracações, em comparação ao mesmo período do ano passado. Essa queda foi simultânea a retração de 2,3% verificada no volume de cargas transportadas no período. Considerando também os transatlânticos e embarcações da Marinha e de apoio às operações portuárias, a redução nas atracações foi de 7,5%.

Balança Comercial – Até outubro do ano passado, o Porto de Santos ampliou sua liderança na corrente de comércio brasileira, em valor, para 29,0%, o maior nível já registrado desde 1995 e superior à soma dos portos que ocupam da segunda à sexta posição no ranking nacional.

Considerando apenas as cargas transportadas através dos portos brasileiros, Santos respondeu por 37,6%, (em 2015 foram 35,0%). Além disso, registrou novos recordes de movimentação para os meses de fevereiro, março, abril, maio e junho. Em agosto foi obtida a segunda melhor marca mensal na movimentação de contêineres, com 223.574 unidades, abaixo, apenas, do recorde registrado em julho de 2015 (236.866 unidades). As lideranças nacionais nos embarques de açúcar, milho e soja também foram ampliadas.

Conjuntura – O diretor Cleveland Lofrano menciona que a conjuntura econômica em 2016 se mostrou ainda mais desafiadora do que se previa no final do ano passado, impactando a movimentação de cargas no Porto de Santos.

Conforme apurou a gerência de Tarifas e Estatísticas da Codesp (Getae), o Fundo Monetário Internacional (FMI), na edição de outubro de 2016 do seu World Economic Outlook, estima que o crescimento mundial apresentará mais um ano de desaceleração, com crescimento de 3,1%, um pouco menor do que o observado em 2015 (3,2%). A desaceleração na taxa de expansão do volume de comércio de bens e serviços, no entanto, será maior, com crescimento estimado de 2,3% (ante 2,6% em 2015).

Segundo a Getae, a Europa, que vem apelando para um programa de flexibilização monetária, na tentativa impulsionar o crescimento da atividade e de minimizar as incertezas quanto à saúde financeira de importantes bancos da região, foi surpreendida com a opção de saída do Reino Unido da União Europeia, no referendo ocorrido em junho, que gerou uma momentânea instabilidade nos mercados internacionais.

Ainda de acordo com aquela gerência, os Estados Unidos vinham apresentando taxas de crescimento modestas, mas contínuas, nos últimos anos. Entretanto, a economia do país tem demonstrando desaceleração neste segundo semestre, em resposta a fatores como o acirramento da disputa presidencial na sua reta final, o impacto negativo da valorização do dólar sobre as decisões de investimentos das indústrias exportadoras norte-americanas e as preocupações sobre o desempenho da economia mundial no pós-Brexit. A China, por sua vez, conseguiu reduzir as incertezas quanto ao ritmo da desaceleração do seu crescimento. Com um novo pacote de medidas de incentivo, o consumo e os investimentos no país se mantiveram dentro dos patamares definidos pelo governo (crescimento entre 6,5% e 7,0%). Esse crescimento, no entanto, está agora orientado ao fomento da expansão dos setores de serviços e de atendimento à demanda doméstica.

Na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, o governo vem enfrentando dificuldades em controlar o processo inflacionário. As elevadas taxas anuais de inflação foram agravadas com a decisão do governo de liberar a taxa de câmbio, eliminar as retenções sobre as commodities agrícolas e reduzir os subsídios governamentais sobre os preços administrados. Para 2016, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) estima que a economia argentina apresentará uma retração de 1,8%.

O Brasil viu agravar-se, no início do ano passado, os desequilíbrios econômicos que se desenvolveram ao longo de 2015, bem como a crise política que se estabeleceu. A expectativa de solução do impasse político em futuro próximo e a sinalização de que a política econômica entraria em um ciclo mais favorável ao crescimento de médio e longo prazos consolidaram a trajetória de retomada da confiança dos agentes econômicos. Outro indicador que refletiu a mudança positiva nas expectativas para a economia brasileira foi o dólar. Após ter sido cotado, em média, a mais de R$ 4,05 em janeiro de 2016, o Real passou a se valorizar frente a essa moeda, chegando ao patamar de R$ 3,20 em agosto, permanecendo relativamente estável até meados de novembro, quando voltou a disparar, atingindo o patamar de R$ 3,43, após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA.

Mesmo com o novo governo melhorando as expectativas dos agentes econômicos, persiste a dificuldade em se converter essa melhora em retomada concreta dos investimentos. Afinal, o crédito continua escasso e caro e o mercado consumidor doméstico encontra-se retraído, como consequência do elevado comprometimento da renda com dívidas passadas e pelo aumento do desemprego, que continua em trajetória ascendente, se acercando ao patamar de 12% da população economicamente ativa.

Diante da necessidade de reforçar o compromisso com o retorno da inflação à meta de 4,5% a.a., o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter, por alguns meses, a taxa básica de juros no patamar de 14,25% a.a.. Com o consumo das famílias se retraindo pelo sétimo trimestre consecutivo, um nível de atividade hesitante em apresentar sinais de melhora e considerando a forte apreciação do Real frente ao dólar ao longo do ano, o Copom optou por dar início a uma trajetória de redução da taxa de juros, promovendo um primeiro corte de 0,25 pontos percentuais na taxa Selic, na reunião de 19 de outubro, e um novo corte de 0.25 p.p. na reunião de 30 de novembro, reduzindo-a para 13,75% a.a..

O que se verifica ao final de 2016, em comparação com o cenário previsto no final de 2015, é uma piora no nível de atividade, com queda estimada de 3,43% do PIB e de 6,5% da produção industrial. Esse baixo dinamismo da atividade doméstica contribuiu para a formação de um significativo superávit comercial, dado que as importações continuaram caindo, enquanto o valor das exportações cresceu, graças à recuperação nos preços de commodities como o açúcar e a soja. Por outro lado, a taxa de câmbio em 2016 trabalhou em patamares bem mais baixos do que o esperado.

Projeções para 2017

O presidente Alex Oliva revela que, de acordo com as projeções feitas com base na atual conjuntura e informações fornecidas pelos terminais portuários, o Porto de Santos deve atingir uma movimentação em torno de 120,596 milhões t em 2017. “Essa expectativa implicará em um aumento de 6,3% em relação ao resultado previsto para 2016”, afirma o presidente.

Para as exportações está projetado aumento de 8,2% (89,000 milhões t) e para as importações de 1,3% (31,596 milhões t). Os sólidos a granel ( 60,698 milhões t) devem apresentar desempenho 12,1% acima do verificado neste ano, os líquidos a granel (15,882 milhões t) de 1,2% e a carga geral (44,015 milhões t) de 0,9%.

Segundo o diretor Lofrano, esses números apontam para um novo recorde anual, suplantando o maior resultado anterior, obtido em 2015 (119,9 milhões t). De acordo com Lofrano, isso deve ocorrer, principalmente, por conta da previsão de uma nova marca histórica para a safra brasileira de grãos e um forte desempenho do açúcar. Além disso, explica o diretor, espera-se um aumento na oferta de infraestrutura para a movimentação dessas cargas em Santos, com a entrada em operação dos novos berços do Tiplan e a viabilização de investimentos pelos terminais do Porto de Santos.

Para o segmento de contêineres há uma expectativa de recuperação diante do esperado aquecimento da atividade econômica no país. O Porto de Santos tende a se beneficiar, também, com o aumento previsto para a safra de grãos 2016/2017. Após uma retração, em torno de 10,7%, na safra anterior, em virtude da queda de 21,2% na safra de milho, as estimativas apontam para uma safra de grãos em torno de 214,8 milhões t (aumento de até 15,3% ante a safra anterior), caracterizando-se como um novo recorde histórico para o país. Beneficiada pela elevação dos preços, pela demanda internacional ainda elevada e por condições climáticas mais favoráveis, a safra nacional de soja deve apresentar novo recorde, com crescimento médio estimado de 9,0% (totalizando 104,0 milhões t).

A perspectiva para o milho é de significativa recuperação, com crescimento médio da produção estimado em 25,7% (totalizando 83,8 milhões t). Para a Região Centro-Oeste, origem de, aproximadamente, 70% da soja e 94% do milho escoados através de Santos, a perspectiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a safra de grãos apresente crescimento em torno de 21%.

Para o açúcar é esperado um bom desempenho, tendo em vista a continuidade da trajetória de recuperação do preço dessa commodity nos mercados internacionais, em um cenário de oferta ainda insuficiente para atender a demanda.

As ótimas perspectivas para o agronegócio brasileiro favorecem também os desembarques de adubo, que tendem a continuar em sua trajetória de crescimento. Os graneis líquidos também tendem a apresentar desempenho positivo em relação a 2016.

Principais cargas

Carga Geral – Esse segmento de carga deve apresentar melhor desempenho neste ano, impulsionado pela perspectiva de retomada do crescimento na movimentação de contêineres e nos embarques de celulose e veículos.

Carga conteinerizada – Há uma expectativa de recuperação na movimentação dessas cargas, decorrente da esperada retomada do nível de atividade econômica no país. Estima-se aumento de 0,5%, permitindo chegar a 3,585 milhões teu.

Carga Solta – Espera-se um crescimento em torno de 5,8% para este segmento, que elevará sua movimentação para 3,575 milhões t, impulsionado pela retomada nas exportações de celulose e veículos.

Celulose – Vislumbra-se um cenário internacional de maior estabilidade no setor, com uma oferta mais ajustada à demanda. Dessa forma, estima-se que os embarques do produto totalizem cerca de 3,154 milhões t (+0,2%). O desempenho dessa carga poderá ser bem melhor caso a nova unidade da Fibria, em Três Lagoas (MS), comece a produzir no início do quarto trimestre de 2017, já que parte significativa dessa produção adicional deve ser exportada pelo Porto de Santos.

Veículos – Com a expectativa de maior dinamismo nas principais economias da América Latina, importante destino das exportações de veículos através do porto santista, espera-se um crescimento de 4,4% na movimentação de veículos em 2017, que deverá atingir 164.934 mil unidades. Será determinante para esse resultado o aumento de 5,0% previsto para as exportações (144.603 mil unidades). Já as importações devem se manter em patamar próximo ao atingido neste ano, com 20.330 mil unidades.

Líquidos a granel – Estima-se que as maiores variações absolutas positivas nessa modalidade ocorrerão por conta do álcool (1,398 milhão t), com +4,4%, e sucos cítricos (2,010 milhões t), +2,6%. Para o álcool a expectativa é de recuperação parcial nos embarques e para os sucos cítricos foi considerada a expectativa de ajuste adequado da oferta à demanda e uma taxa de câmbio mais benéfica às exportações brasileiras.

Óleo Diesel, Gasóleo – Espera-se para 2017 um crescimento próximo a 0,7%, totalizando 3,452 milhões t.

GLP – A expectativa é atingir 1,146 milhão t, 0,7% a mais que neste ano.

Óleo Combustível e Gasolina – Espera-se certa estabilidade para essas cargas, que devem totalizar volumes de, respectivamente, 1,515 milhão t (+0,7%) e 1,147 milhão t (+0,7%).

Sólidos a Granel – Diante das perspectivas favoráveis para a safra nacional de grãos e açúcar, espera-se uma forte recuperação para este segmento de cargas, principalmente, diante da expectativa do início das operações no terminal Tiplam e de novas melhorias estruturais nos terminais portuários.

Entre as principais mercadorias movimentadas, as maiores taxas de crescimento deverão ocorrer nas movimentações de milho (45,8%), soja em grãos (8,4%), açúcar (7,6%) e adubo (6,3%). Não há perspectiva de movimentação de minério de ferro e carvão enquanto a Usiminas mantiver suspensa a produção de aço na sua unidade de Cubatão.

Milho – Diante das expectativas apontadas no Segundo o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2016/17 – Segundo Levantamento, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de um crescimento entre 24,9% e 27,1% na produção de milho nesta safra em relação ao ciclo 2015/16, devendo atingir entre 83,13 milhões t e 84,63 milhões t; para a colheita do maior estado produtor (Mato Grosso), de 21,64 milhões t (41,7% acima da safra anterior), e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de um crescimento de 54,5% nas exportações brasileiras do produto, que totalizariam 25,50 milhões t, estima-se que os embarques do produto recuperem parte da forte queda verificada em 2016, registrando crescimento em torno de 45,4%, atingindo cerca de 11,808 milhões t.

Açúcar – A expectativa de movimentação para o produto é de novo crescimento. A projeção da Organização Internacional do Açúcar (OIA) para o ciclo 2017/18, considerando um clima normal nos próximos 21 meses, é que a produção e consumo atinjam o mesmo patamar, encerrando o ciclo deficitário no setor. Ainda que os preços possam reagir negativamente, às perspectivas de equilíbrio da oferta e demanda mundial e os níveis criticamente baixos dos estoques seriam suficientes para cessar o efeito, segundo o relatório. É importante se considerar a ampliação da disponibilidade de estrutura para o escoamento de açúcar com o início das operações no Tiplan e de investimentos feitos pelos terminais. Considerando apenas a movimentação na modalidade granel, o crescimento estimado é de 7,6% em relação a 2016, atingindo 20,320 milhões de toneladas. Considerando também a movimentação de açúcar em contêineres, o produto deverá atingir um volume total de 22,114 milhões t, 7,1% acima do previsto para 2016.

Complexo Soja (soja em grãos e farelo) – As projeções apontam para mais uma safra recorde, graças ao clima favorável durante o plantio da oleaginosa. Conforme o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2016/17 – Segundo Levantamento (Novembro/2016) da Conab, a produção de soja na região Centro-Oeste deverá crescer entre 11,0% e 12,1%, enquanto para o Brasil a estimativa é de crescimento entre 6,5% e 8,5% (entre 101,60 milhões de t e 103,51 milhões de t). O USDA estima em 58,40 milhões t o volume das exportações brasileiras de soja na safra 2016/17, ficando 7,4% acima do volume estimado para este ano (54,38 milhões de toneladas).

Diante desse cenário, estima-se que passem pelo Porto de Santos cerca de 20,138 milhões t de produtos do complexo soja, um crescimento de 6,5% acima do previsto para 2016. Desse total, cerca de 15,638 milhões t serão de soja em grãos, crescimento de 8,3%, e 4,500 milhões t de farelo de soja, aumento de 0,7%.

Adubo – As perspectivas apontam que os preços devem se manter estáveis e a demanda crescente, relacionada à expansão de áreas agrícolas. Assim, estima-se um crescimento em torno de 6,3% em 2017, chegando a 3,565 milhões t.

Fluxo de Navios – Para 2017 é esperada a continuidade das intervenções, objetivando a manutenção da profundidade do canal e a adaptação dos berços de atracação. Há, também, uma expectativa de forte incremento nos embarques de sólidos a granel (especialmente milho, soja e açúcar), o que tende a elevar a consignação média dos navios. Assim, estima-se que o fluxo de navios crescerá 1,4%, enquanto a consignação média se elevará para o patamar de 25.397 t por navio (alta de 2,2% em relação a 2016).

Fonte: LogWeb

0 0 Continue Reading →

Exportações crescem 17,5% em novembro

No mês, saldo foi recorde de US$ 4,8 bilhões. No acumulado do ano, superávit é de 43,3 bilhões, melhor resultado da série histórica iniciada em 1989.

Em novembro, com exportações de US$ 16,220 bilhões, as vendas externas brasileiras apresentaram crescimento de 17,5% sobre o mesmo mês de 2015. Na comparação com outubro deste ano, o crescimento foi de 18,2%. Segundo o secretário de Comercio Exterior, Abrão Neto, produtos como automóveis, minério de ferro, petróleo e plataformas de petróleo foram os responsáveis pelo crescimento das exportações.

No último mês, as exportações superaram as importações em US$ 4,758 bilhões, melhor resultado para meses de novembro desde que foi iniciada a série histórica. Em 2015, o superávit de novembro havia sido de US$ 1,198 bilhão.

No mês, as importações foram de US$ 11,463 bilhões (queda de 9,1% em relação a novembro de 2015, e aumento de 0,8% sobre outubro de 2016). Já a corrente de comércio chegou a US$ 27,683 bilhões, o que representou crescimento de 4,8% em relação a novembro de 2015. No período analisado, as exportações por fator agregado alcançaram os seguintes valores: manufaturados (US$ 7,901 bilhões, com crescimento de 41,8% em relação ao mesmo período de 2015), básicos (US$ 5,540 bilhões; -5,5%) e semimanufaturados (US$ 2,444 bilhões;21,3%).

Abrão Neto destacou o aumento médio de 8,5% nos preços dos produtos exportados em novembro. Também houve crescimento de 8,3% nas quantidades embarcadas. A comparação é com novembro do ano passado. Do lado das importações, houve queda tanto nos preços (-2,9%) quanto nas quantidades (-6,4%).

Produtos

Entre os manufaturados, na comparação com novembro de 2015, cresceram as vendas de açúcar refinado (+109,2%), automóveis de passageiros (+85%), motores e geradores elétricos (+39,7%), veículos de carga (+35,2%) e óxidos/hidróxidos de alumínio (+27,8%),. No grupo dos semimanufaturados, destaque para as vendas de semimanufaturados de ferro e aço (+87%), açúcar em bruto (+45,6%), madeira serrada (+37,4%) e ferro fundido (+25,8%). Entre os básicos, houve incremento nos embarques de fumo em folhas (+73,1%), petróleo em bruto (+72,9%), minério de cobre (+52,6%) e minério de ferro (+37%).

Do lado das importações, caíram as compras de combustíveis e lubrificantes (-46,9%), bens de capital (-22,4%) e bens de consumo (-0,8%), enquanto que cresceram as compras de bens intermediários (+1,2%).

Acumulado do ano

Em novembro, o superávit comercial acumulado no ano chegou a US$ 43,282 bilhões, valor recorde para o período registrado desde o início da série histórica, iniciada em 1989. Nos onze meses do ano, as empresas brasileiras exportaram US$ 169,307 bilhões, valor 3,3% menor que o verificado em 2015 se considerada a média diária – US$ 739,3 milhões em 2016 contra US$ 767,4 milhões em 2015. As importações somaram US$ 126,025 bilhões, uma queda de 22% também pela média diária (US$ 550,3 milhões em 2016 e US$ 705,7). De janeiro a novembro, a corrente de comércio alcançou US$ 295,332 bilhões, representando queda de 12,3% sobre o mesmo período de 2015 (US$ 335,257 bilhões).

De janeiro a novembro de 2016, em relação ao mesmo período de 2015, cresceram as vendas de semimanufaturados (+5%) e manufaturados (+2,1%). Na mesma comparação, as vendas de produtos básicos tiveram retração (9,6%). Entre os semimanufaturados, os maiores aumentos ocorreram nas vendas de açúcar em bruto (+40,4%), ouro em forma semimanufaturada (+28,4%) e madeira serrada (+15,8%). No grupo dos manufaturados, houve crescimento de plataforma para extração de petróleo (+222,7%), automóveis de passageiros (+38,2%), veículos de carga (+25,1%), açúcar refinado (+22,7%), tubos flexíveis de ferro/aço (+20,9%), e aviões (+14,7%).

Com relação à exportação de produtos básicos, houve diminuição de receita de: café em grão (-15,9%), petróleo em bruto (-14,3%) e farelo de soja (-11,7%), principalmente. Por outro lado, aumentaram os embarques de carne suína (+13,7%) e algodão em bruto (+3,2%).

Nas importações, no período em análise, houve queda em combustíveis e lubrificantes (-44,9%), bens de capital (-22,0%), bens de consumo (-21,8%) e bens intermediários (-17,2%).

Conta Petróleo

Em novembro, a conta petróleo brasileira registrou superávit de US$ 531 milhões. Esse foi o quarto mês consecutivo com registro de saldo positivo, sendo que no ano foram seis meses no azul. Na avaliação do secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, com esses resultados, pela primeira vez na história, “há a perspectiva de encerramento do ano com um superávit da conta petróleo”, disse. No acumulado do ano, o saldo está positivo em US$ 416 milhões. “Considerando o petróleo bruto, importante destacar que temos registrado aumento nas quantidades exportadas e redução nos volumes importados”, explicou. Segundo Neto, esse fato reflete o aumento da produção nacional e também o desaquecimento da economia, que vem consumindo menos produtos importados.

Fonte: MDIC

0 0 Continue Reading →