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Na Argentina, Marcos Pereira afirma que governo e indústria brasileira querem abertura comercial

O ministro Marcos Pereira encerrou sua participação nos painéis do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em Buenos Aires, participando do debate que discute o momento atual, quando o Acordo de Facilitação de Comércio da OMC entra em vigor e diversos países flertam com o protecionismo. Os painelistas foram convidados a opinar se este contexto projeta uma crise ou uma oportunidade à colaboração em temas comerciais.

Ao lado da diretora-executiva do International Trade Centre (ITC), Arancha Gonzales, e do presidente da AT&T e Directv da América Latina, Jeffery McElfresh, Marcos Pereira enfatizou que existe uma mudança de mentalidade da indústria brasileira. “Havia antes uma agenda fechada. Agora a Confederação Nacional da Indústria do Brasil quer que o governo incentive a abertura do país e o avanço da negociação de acordos de livre comércio. A cada semana recebo associações de segmentos diferentes, também com pedidos para avanços em acordos”.

Marcos Pereira falou ainda sobre os avanços na negociação do acordo Mercosul-União Europeia. “Me parece que agora a negociação tomou outro impulso. Devemos aproveitar este momento e atuar para que em dezembro possamos anunciar em nível político uma aliança entre UE e Mercosul”, disse.

O ministro também destacou que, em um cenário de desconfiança sobre os benefícios da liberalização comercial, a conferência ministerial da OMC em Buenos Aires, que será realizada em dezembro deste ano, será fundamental para reafirmar a importância de estimular o comércio. “Acredito que será uma grande oportunidade de a América Latina dar ao mundo um recado firme de suporte ao Sistema Multilateral de Comércio e de divulgar as ações de fortalecimento econômico em curso na região”, enfatizou.

“É necessário entender que precisamos de mais comércio e de maiores fluxos de investimentos. Ao fechar suas portas, nenhum país ganhará. Seremos todos perdedores. Esse contexto pode, sim, projetar uma oportunidade para uma maior colaboração em temas comerciais”, concluiu.

Marcos Pereira também destacou que, depois de anos de desencontros, os líderes do Mercosul convergem acerca dos mesmos ideais de modernização e fortalecimento do Bloco, ao estabelecerem agenda comum para uma inserção mais atuante das economias dos sócios no mercado global.

Fonte: MDCI

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Transporte aéreo de carga cresce no mundo todo, menos na América Latina

Todas as regiões do mundo menos a América Latina registraram um aumento no transporte de mercadorias por via aérea em 2016, quando houve um crescimento de 3,8% da demanda global em comparação com 2015, informou nesta quarta-feira a Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata).

A porcentagem global duplica o que foi conseguido pela indústria nos últimos cinco anos, nos quais a taxa de crescimento do transporte de carga não superou os 2%, segundo um comunicado da Iata.

Após um início ruim em 2016, os volumes de carga, o espaço ocupado pelas mercadorias nos aviões, se recuperaram no segundo semestre do ano.

O envio de materiais de silício (usados para a construção de bens de alto valor no setor da eletrônica), a mudança nas ordens de exportação e a proximidade da celebração do Ano Novo Chinês, ligado ao calendário lunar, contribuíram para o aumento da demanda no final de 2016.

As companhias europeias representaram quase a metade do aumento anual total da demanda, indicou a associação, que representa mais de 260 companhias aéreas.

As empresas aéreas latino-americanas registraram uma contração da demanda que se refletiu em uma diminuição de 4,2% nos volumes de carga. Este é o segundo ano consecutivo que a demanda do transporte de carga aéreo cai na região, marcada por dificuldades econômicas e políticas que afetaram especialmente a maior economia local, o Brasil.

A demanda caiu 1% em dezembro de 2016, em comparação com o mesmo período de 2015, mês no qual a região representou 2,8% do total do transporte aéreo de carga. Apesar dos números negativos, a Iata afirmou que “os níveis de crescimento da região estão em linha com os dados do começo de 2016”.

O diretor-geral da Iata, Alexandre de Juniac, comentou que apesar das previsões de exportações serem boas para 2017, o setor deverá operar em um contexto de estagnação do comércio mundial.

De Juniac alertou sobre as possíveis consequências negativas para o setor representada por eventuais medidas protecionistas dos governos, como prometeu em campanha o presidente americano, Donald Trump.

Fonte: UOL

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