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Leilões de desestatização serão menos burocráticos

A Medida Provisória (MP) 735, publicada nesta quinta-feira (23/06), prevê que os leilões de desestatização possam ser feitos com a inversão de fases na classificação das propostas ou lances e análise de documentos. A medida, que agora será enviada ao Congresso Nacional e depois para análise do presidente da República, traz benefícios para os processos de venda das distribuidoras da Eletrobras, como a Celg-D, de Goiás.

A inversão de fases do leilão desburocratiza e agiliza esses processos, conforme já ocorre nos casos de concessões de serviço público e Parceiras Público-Privadas. Primeiro será realizada a fase de classificação das propostas ou oferecimento de lances.

“A inversão de fases garante uma celeridade no processo. Temos plena convicção que vai ser bom para o Estado de Goiás e para a Eletrobras a desimobilização de ativos de distribuição. A Celg é o pontapé inicial de muitos outros que virão nos próximos meses”, disse o ministro Fernando Coelho Filho.

A MP também define que as obrigações assumidas pelo comprador da concessão – como as metas de qualidade e financeiras – serão analisadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que sejam compatíveis com a data do leilão, de forma a não prejudicar o novo controlador da empresa, nos casos de desestatização por parte tanto da União quanto dos demais entes federativos.

Segundo a MP, o vencedor do leilão poderá apresentar plano de transferência de controle societário à Aneel, demonstrando a viabilidade da troca de controle e o benefício dessa medida para a adequação do serviço prestado.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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SC se destaca nas exportações do vestuário

A desvalorização do real perante o dólar continua abrindo oportunidades para os produtos da indústria do vestuário catarinense. A crise no setor afetou as empresas, mas não a demanda. Em 2015, mesmo com a retração de 10% na produção interna e na exportação e a perda da competitividade em função da crise econômica no Brasil, uma pesquisa recente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) indica que o volume de itens exportados deve crescer 1,5% neste ano.

Outra informação relevante é a do Relatório de Vestuário do Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae/SC, indicando que Santa Catarina foi o estado brasileiro que mais exportou peças de vestuário nos últimos 12 meses, sendo responsável por mais de um terço do valor exportado. Além disso, no período analisado, o estado foi o que menos apresentou queda nas exportações – menos de 3% – diante da média de 17% de queda dos outros quatro maiores estados exportadores do setor.

Os maiores importadores dos produtos de vestuário catarinenses são os vizinhos Paraguai e entre os artigos mais exportados, estão as camisetas de algodão, camisas e blusas femininas, peças de malha e de algodão para bebês. Os artigos com menor queda nas vendas são boas oportunidades a serem exploradas, já que, se a demanda continuar igual e existe menos oferta das empresas.

Start Export

No Estado, há diversas iniciativas para incentivar os pequenos negócios a exportar produtos do setor têxtil, entre eles, projetos direcionados à exportação de vestuário e outros artigos com o objetivo de desenvolver as empresas locais, torná-las competitivas e melhorar sua produtividade.

Uma iniciativa é a do Start Export, projeto da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), cujo objetivo é auxiliar empresas catarinenses iniciantes no processo de exportação, otimizar seus resultados e minimizar os riscos de sua participação no mercado internacional. O programa é desenvolvido em 12 meses e oferece um assessor permanente após a implantação do processo de exportação.

No Brasil, a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), órgão criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio o DA para apoiar às empresas brasileiras que desejam competir no mercado internacional. Os consultores da Apex oferecem estudos, contatos com tradings e potenciais clientes, associações setoriais e capacitação para tornar a empresa mais competitiva à internacionalização.

Fonte: Economia SC

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Brasil e Espanha firmam declaração de intenções de cooperação em matéria tributária e aduaneira

O Secretário da Receita Federal (RFB), Jorge Rachid, e o Secretário de Estado de Fazenda da Espanha, Miguel Ferre, com o intuito de estreitar a cooperação entre os países, acordaram a assinatura da Declaração comum de intenções sobre cooperação em matéria tributária e aduaneira. A Declaração, que já havia sido assinada no mês de abril pelo Secretário da Espanha, foi firmada pelo Secretário da RFB nesta terça-feira, dia 21 de junho, em solenidade que contou com a presença do embaixador da Espanha, Manuel de la Cámara Hermoso.

A Declaração está respaldada na Convenção Destinada a Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre a Renda, bem como no Convênio Multilateral sobre Cooperação e Assistência Mútua entre as Direções Nacionais de Aduanas da América Latina, Espanha e Portugal (Comucam).

O objetivo da Declaração é o estabelecimento de uma plataforma de diálogo entre as administrações, o fortalecimento do intercâmbio de conhecimentos e boas práticas, a cooperação técnica em favor do intercâmbio de informações tributárias e aduaneiras e a assistência técnica recíproca.

O documento firmado possibilitará o estabelecimento de um grupo de trabalho entre a Secretaria da Receita Federal do Brasil e os seguintes órgãos da Secretaria de Estado de Fazenda da Espanha: Direção-Geral de Tributos, Agência Estatal de Administração Tributária (AEAT), Instituto de Estudos Fiscais (IEF) e Direção-Geral de Cadastro. A constituição desse grupo de trabalho terá a Secretaria de Finanças da Espanha no Brasil como órgão responsável pela comunicação com a RFB.

Segundo o Embaixador da Espanha, “a Declaração trará benefícios para as relações comerciais de ambos os países por estreitar os laços de cooperação entre as autoridades tributárias e aduaneiras”.

O Secretário da RFB ressaltou que a assinatura da Declaração ocorre logo após a ratificação pelo Brasil da Convenção Multilateral sobre Assistência Mútua Administrativa em Matéria Tributária, e servirá de instrumento importante no combate à evasão fiscal, além de ampliar as possibilidades de verificação de ilícitos aduaneiros.

Fonte: RFB

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Ásia e Europa lideram relações com o Porto do Rio Grande

O Porto do Rio Grande possui relações comerciais com mais de 80 rotas internacionais. São países nos mais variados continentes que enviam ou recebem produtos do porto gaúcho. A Ásia é o continente que mais trabalha diretamente com o porto sendo a China o maior destinatário das exportações. Por isso, o país asiático torna-se o principal mercado para o complexo portuário.

China, Irã, Coréia do Sul, Estados Unidos e Vietnã figuram entre os cinco principais destinos das exportações realizadas pelo Porto do Rio Grande. O mercado chinês recebeu entre janeiro e maio 4.031.952 de toneladas. O principal produto movimentado é a soja que apenas do item grão superou as 3,4 milhões de toneladas enviadas. “O nosso complexo portuário está diretamente ligado a cadeia agrícola gaúcha que tem na soja o seu principal produto. Além disso, estamos atentos ao mercado internacional para seguir avaliando e planejando nossas ações. O Porto precisa estar apto a atender os exigentes padrões de qualidade e agilidade que são tão importantes a esses países que nos relacionamos”, afirma o diretor-superintendente, Janir Branco.

O volume de soja em grão enviado ao mercado externo, entre janeiro e maio totalizou 4.193.864 toneladas, o que representa, na comparação com igual período de 2015, um crescimento de 13%. O consumo chinês, em percentual, significa 81,8% seguido pelo Paquistão (6,1%); Irã (4,6%); Vietnã (3,1%); Turquia (1,6%); Holanda (1,5%) e Bangladesh (1,2%). Nos cinco primeiros meses de 2016, no quesito farelo de soja foi enviado ao mercado externo o correspondente a 974.982 toneladas, volume que supera em 8,8% a média das exportações dos últimos quatro anos.

Continentes

O Porto do Rio Grande possui movimentação com os cinco componentes, podemos constatar que dentro das cinco primeiras posições das exportações, quatro desses países se encontram em território asiático. Temos então, no resto da tabela composta por 56 países destino de exportações, 19 sendo asiáticos, o que representa em estatísticas, o número de 33,9%. Em segundo lugar, temos o continente americano – englobando América do Sul, Central – com 32,7%. Nas demais posições estão Europa e a África, com, respectivamente, 16,7% ambos.

Na origem das importações, a Europa lidera o ranking com 24 países, entre os 73 que representam o total. Em porcentagem, o número que responde pelo continente é de 32,8%. O segundo continente é a Ásia (31,6%). Na sequência aparecem América (20,6%), África (13,7%) e a Oceania (1,3%), esta última com apenas um país, a Austrália. A exportação, até maio, acumula mais de 8,6 milhões de toneladas enquanto as importações chegam a superar 2,2 milhões de toneladas. O Porto do Rio Grande, até o quinto mês do ano corrente, soma 15.074.240 toneladas.

Fonte: Porto do Rio Grande

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Tiplam iniciará fase de testes de novo pátio

O Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), unidade da VLI no Porto de Santos, iniciará mais uma etapa de seu projeto de expansão na próxima sexta-feira (24), às 9 horas, com o início dos testes operacionais de seu novo pátio de enxofre. A recém-implantada infraestrutura vai dobrar a capacidade de estocagem do produto e ampliar sua movimentação.

A entrega do novo pátio será marcada por uma cerimônia reunindo empresários e autoridades do setor.

Localizado na Área Continental de Santos, às margens do Canal de Piaçaguera (no interior do Estuário de Santos), o Tiplam contava com apenas um armazém para a operação de enxofre (insumo utilizado na fabricação de fertilizantes), uma instalação com capacidade estática para 60 mil toneladas. O novo pátio pode receber 66 mil toneladas do produto, ampliando a capacidade de armazenagem do terminal para essa carga para 126 mil toneladas.

Com a nova infraestrutura, a unidade da VLI terá condições de ampliar sua movimentação do insumo de 1,5 milhão de toneladas para 2,1 milhão de toneladas por ano.

A entrega do novo pátio faz parte do projeto de ampliação do Tiplam, empreendimento que é considerado a maior obra portuária privada em curso no País. Há dois meses, a instalação recebeu dois novos carregadores de navios (shiploaders).

As obras de expansão começaram em 2013 e devem ser concluídas no próximo ano. Atualmente, estão 84% concluídas. No total, vão representar um investimento de R$ 2,7 bilhões.

O projeto engloba a expansão da capacidade de armazenagem e movimentação de enxofre e fertilizantes (que são importados) e a implantação de uma infraestrutura para o escoamento de grãos e açúcar (que são exportados). Será a primeira vez que haverá o embarque de commodities agrícolas em um terminal do Canal de Piaçaguera.

De acordo com a VLI, com a conclusão da obra, no próximo ano, o terminal poderá ampliar sua operações de 2,6 milhões para 14,5 milhões de toneladas anuais. Por consequência, serão mais 12 milhões de toneladas de aumento na capacidade de movimentação de cargas a granel no Porto de Santos.

Pela programação da empresa, as próximas etapas do projeto envolvem a entrega de quatro novos armazéns (dois para grãos, um para açúcar e um outro flex, que pode ser utilizado tanto para grão quanto para açúcar) e de três novos berços de atracação – um para embarque de açúcar, um para grãos e um para descarga de fertilizantes.

“A ampliação do Tiplam é essencial para possibilitar que o Corredor Centro-Sudeste ofereça soluções logísticas integradas, combinando capacidade, confiabilidade e eficiência no transporte de carga. Para aumentar o volume movimentado, precisamos ter agilidade nas pontas da cadeia e o Tiplam é parte fundamental nesse processo”, diz o gerente de ampliação do terminal, Achilles Caporalli Filho.

Fonte: A Tribuna

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Codesp implanta novas regras para abastecimento

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos, mudou as regras para o abastecimento de navios no cais santista. Desde o final do mês passado, em todos os procedimentos deste tipo, deverão ser montadas barreiras de contenção para evitar poluição no canal do estuário.

As alterações foram motivadas pela necessidade de melhorias nos sistemas de prevenção de acidentes e proteção ao meio ambiente, com base em incidentes ocorridos no Porto e em outros complexos. A nova regra consta da resolução DP nº 126 de 2016, da Autoridade Portuária. Ela substitui a Resolução DP nº 36 de 2014 e está disponível no site www.portodesantos.com.br.

No regramento anterior, havia a obrigatoriedade da instalação de barreiras de contenção apenas para o abastecimento noturno de navios. De acordo com a Docas, esta alteração visa a diminuição do tempo de resposta, em casos de acidente.

Na hipótese de um derramamento de combustível, a redução da área do dano também é outro objetivo da medida. A barreira serve para evitar que o óleo atinja áreas sensíveis sob o aspecto ambiental, facilitando seu recolhimento e evitando a interrupção do tráfego marítimo.

As empresas especializadas no abastecimento de navios precisam se cadastrar na Superintendência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho (Sumas), vinculada à Diretoria de Engenharia da Docas. Para a aprovação do cadastro, é necessária a apresentação dos planos de segurança e certificações ambientais.

Após o abastecimento das embarcações, as empresas deverão apresentar relatórios à Autoridade Portuária. O material deverá conter detalhes da operação, como o nome do navio, o tipo e o volume do combustível e a localização e o tempo de duração da operação.

A segunda mudança imposta pela Docas no novo regulamento é a substituição do termo “cargas explosivas” por “mercadorias perigosas de classe 1 – explosivos e de classe 5 – substâncias oxidantes”, ao citar as cargas cujas operações terão de ser interrompidas durante o abastecimento. O termo original não inclui produtos como o nitrato de amônia e o nitrato de potássio, que podem se tornar explosivos quando em contato com óleos minerais – caso dos combustíveis de navios.

Fonte: A Tribuna

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Blairo Maggi quer ampliar comércio agrícola com o Egito

A ampliação do comércio entre Brasil e Egito foi o tema do encontro entre o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o embaixador Alaaeldin Mohamed. O Brasil possui ampla vantagem comercial sobre o país africano em relação às exportações agropecuárias, que somaram US$ 2,3 bilhões em 2015.

A carne bovina in natura é o principal produto vendido aos egípcios, com US$ 624 milhões no ano passado. Este valor poderá aumentar ainda mais. Mohamed disse que uma missão egípcia deverá ser enviada ao Brasil para a habilitação de novos frigoríficos. A data ainda será marcada. Atualmente, 106 estabelecimentos vendem carne bovina ao Egito.

Além do comércio, o embaixador manifestou interesse na troca de tecnologia entre os dois países. Mohamed revelou que os egípcios enviaram uma missão no início do ano e ficaram muito impressionados com a tecnologia desenvolvida no país em relação aos biocombustíveis, especificamente o etanol. O Brasil, por sua vez, tem interesse na tecnologia do algodão egípcio.

Blairo Maggi destacou a importância da ampliação do comércio entre os dois países e disse que há ainda espaço a ser explorado. Ele determinou que fossem analisadas as demandas do Egito junto ao Brasil, inclusive com relação a Embrapa, que possui um acordo de transferência de tecnologia para o país africano.

O ministro Blairo Maggi aproveitou para formalizar um convite ao ministro da Agricultura do Egito, Essam Fayed, para uma visita ao Brasil. De acordo com o embaixador, essa visita poderá ocorrer ainda este ano. Em 2013, o Brasil enviou uma missão ao país africano para estreitar as relações comerciais.

O embaixador destacou ainda que existe um acordo entre o Egito e o Mercosul, que está aguardando apenas a homologação por parte de Argentina. Mohamed ressaltou que, além do mercado egípcio ser grande (o país tem mais de 90 milhões de habitantes), ao vender para lá, o Brasil consegue atingir ainda o norte da África e alguns países árabes.

Fonte: MAPA

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País abre mercado de sêmen e embriões bovinos para a Etiópia

O serviço veterinário da Etiópia aprovou o certificado zoosanitário do Brasil para a exportação de material genético (sêmen e embriões). Isso significa que os estabelecimentos brasileiros que processam e coletam esse tipo de produto já podem fazer negócios com os etíopes.

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, o Brasil possui bovinos de alto padrão zootécnico. Além disso, acrescenta, os estabelecimentos de coleta e processamento de material genético bovino têm alto nível de tecnificação e biosseguridade.

A aprovação da Etiópia é resultado do trabalho do Departamento de Saúde Animal, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) que, desde o ano passado, vêm trabalhando para alavancar as exportações de material genético bovino.

Em maio deste ano, o ministério e o setor privado verificaram que a Etiópia é um mercado potencial para sêmen e embriões de bovinos. O país tem um plano para o desenvolvimento da pecuária. Em cinco anos, pretende dobrar a produção de leite e aumentar em 50% a produção de carne bovina. O rebanho bovino soma 52 milhões de cabeças.
Diante disso, o Mapa enviou às autoridades veterinárias etíopes propostas de certificados zoossanitários para a exportação de material genético. A negociação foi finalizada agora em junho. Segundo o Departamento de Saúde Animal, os estabelecimentos de coleta e processamento de sêmen e embriões bovinos, registrados no Mapa, podem iniciar imediatamente as exportações para o mercado etíope.

A Etiópia tem 92 milhões de habitantes aproximadamente. Oitenta por cento da população vivem da agricultura, que representa 90% do Produto Interno Bruto (PIB).

Fonte: MAPA

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Importação volta a crescer no Porto de Santos

O Porto de Santos movimentou 47,9 milhões de toneladas de cargas nos cinco primeiros meses do ano. O volume é 4,4% maior do que o operado no mesmo período do ano passado, quando 45,9 milhões de toneladas entraram ou saíram do País pelo cais santista.

Considerando apenas o último mês, o cais santista escoou 10,3 milhões de toneladas, com destaque para o aumento nas importações, o que não acontecia há mais de um ano.

O volume de descargas estava em queda, nas comparações mensais, desde março do ano passado, quando houve um aumento de 3,3% sobre a movimentação do mesmo mês no ano anterior. Em maio, porém, 2,8 milhões de toneladas foram desembarcadas nos terminais do complexo marítimo. No mesmo mês de 2015, foram 2,7 milhões de toneladas.

Entre os produtos, o de maior participação foi o adubo, com 321,8 mil toneladas importadas, 62,1% a mais em relação a maio do ano passado. O enxofre é a segunda carga de maior movimentação nesta corrente, com 173,2 mil toneladas, um aumento de 15,3%. O terceiro no ranking é o sal, com 142,4 mil toneladas desembarcadas, alta de 77,6%.

Em maio, as exportações também registraram recorde, desta vez de 7,5 milhões de toneladas. Trata-se maior movimentação de cargas exportadas não somente em relação aos meses de maio, mas de todos os meses de 1º semestre.

O complexo soja, que inclui grãos e farelos, continua como o produto mais embarcado, mas diminuiu a participação em relação aos meses anteriores. Foram 2,8 milhões de toneladas carregadas, uma queda de 0,4% em relação a maio do ano passado.

O açúcar alcançou 1,7 milhão de toneladas, aumento de 27,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os sucos cítricos surgem em terceiro lugar no ranking das exportações, com 173,3 mil toneladas escoadas, uma alta de 3,2% em relação a maio do ano passado. O álcool também registrou um crescimento de 87,6%, com o embarque de 138 mil toneladas, sendo o quarto produto mais exportado.

Acumulado

Nos primeiros cinco meses deste ano, 35,7 milhões de toneladas foram embarcadas pelo Porto. O volume revela um crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações chegaram a 12,1 milhões de toneladas, ainda indicando queda, que chega a 10,6% em relação ao ano passado.

Mais uma vez, o movimento de contêineres diminuiu, com uma redução de 8% no acumulado do ano. Foram 1,3 milhão de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), em 2016, contra 1,5 milhão de TEU em 2015.

Fonte: A Tribuna

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Serra e Skaf criam canal direto de comunicação entre Itamaraty e Fiesp

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, participou nesta segunda-feira (20/6) de reunião na sede da Fiesp. Fez a proposta – aceita pelo presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf – de criar um canal direto de comunicação entre o Itamaraty e a Fiesp, por meio do Conselho Superior de Comércio Exterior da entidade (Coscex).

Presidido pelo embaixador José Rubens Barbosa, o Coscex será o elo de ligação entre a Fiesp e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) para encaminhar com agilidade problemas e propostas para sua solução, explicou Skaf em entrevista coletiva após a reunião.

Serra e Skaf também assinaram memorando de parceria entre MRE e Fiesp para cooperação na promoção comercial e negociação de acordos, buscando maximizar os recursos que possam ser usados para fortalecer a economia brasileira.

Skaf ressaltou a apresentação feita por Serra da nova estrutura do Itamaraty, com a mudança na Camex (Câmara de Comércio Exterior). “A Camex estava sem poder de decisão”, afirmou Skaf. Agora será presidida por Michel Temer, com José Serra na vice-presidência. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) – “acertadamente”, lembrou Skaf – foi para o MRE.

Skaf destacou também a importância dada por Serra ao ataque ao custo Brasil. Serra disse que quer introduzir a dimensão da competitividade e do custo de produção no país nas discussões de comércio exterior. “Infraestrutura e tributação são questões críticas”, disse o ministro. Em relação ao custo Brasil, Serra disse que aprendeu a dimensioná-lo na Fiesp e afirmou que, na média ponderada entre os parceiros comerciais, o custo Brasil representa um sobrepreço de 25%. “Ou nos centramos nisso ou o Brasil não tem jeito”, afirmou, dizendo que acordos liberam o comércio, mas isso não adianta se não houver competividade no preço.

O embaixador Rubens Barbosa Fiesp também destacou o posicionamento de Serra em relação ao custo Brasil e à competitividade. Ao incorporar esse aspecto no Itamaraty, disse, recoloca o órgão em papel central na discussão de políticas macroeconômicas. Há anos, lembrou, a Fiesp acentua a necessidade de coordenar MDIC e Itamaraty na promoção das exportações.

Skaf afirmou que “da porta para dentro, as empresas brasileiras são bem competitivas”, explicando que há um problema conjuntural, representado pelo câmbio, que estava sobrevalorizado, e que há outras questões, como infraestrutura, juros, crédito, impostos e outros, que compõem o custo Brasil. “Ter na Camex uma visão que discuta a competitividade brasileira é certíssima”, afirmou.

Serra defendeu concessões, para a infraestrutura, com a participação do BNDES, e atenção à tributação. Também afirmou que o Reintegra (Regime especial de reintegração de valores tributários para empresas exportadoras) precisa ser rediscutido. Lembrou que é procedimento aceito pela OMC, que “limpa de impostos os produtos”. “Temos que rever” o Reintegra na Camex, junto com o empresariado, disse. Não deve ser compensação cambial, mas mecanismo de longo prazo, afirmou.

Serra disse também que o governo e o Itamaraty deveriam ter área dedicada à China, principal parceiro comercial do Brasil– e que, como lembrou Skaf, enfrenta polêmica em relação a seu reconhecimento como economia de mercado, mas é destino de exportações que precisa ser considerado. “Os chineses sempre sabem o que querem quando sentam numa mesa de negociação”, afirmou Serra. “O Brasil não”, completou. “Vamos depender muito dos empresários nesse cuidado especial com a China.”

Skaf destacou a importância do tema da reunião e disse que Serra, no atual cargo, pode ajudar muito as empresas e a economia brasileira. “Nos ministérios pelos quais passou, deixou marcas. E boas marcas.”

Skaf explicou que a reunião integrou diversos conselhos superiores da Fiesp. Na mesa principal estavam, além de Serra e Skaf, Benjamin Steinbruch (1º vice-presidente da Fiesp), Josué Gomes da Silva (3º vice-presidente da entidade), Rubens Barbosa (Coscex), Delfim Netto (presidente do Conselho Superior de Economia da Fiesp), Alencar Burti (presidente da Associação Comercial de São Paulo), Sydney Sanches (presidente do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos da Fiesp), Carlos Eduardo Moreira Ferreira (presidente emérito da Fiesp e do Ciesp), Marcos da Costa (presidente da OAB-SP) e Albano Franco, presidente emérito da CNI.

“Vim fazer a pregação de uma aliança, que tem que se estreitar na prática”, afirmou Serra, que enxerga uma desindustrialização prematura no Brasil, não seguindo o padrão de economias ainda em desenvolvimento. Nelas a indústria puxa o crescimento. “Vamos trabalhar juntos. De verdade”, afirmou Serra no encerramento.

Acordos comerciais

Na reunião, Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, fez análise do Tratado Trans-Pacífico (TPP). Ele ressaltou a abrangência do acordo, e disse que a conclusão de estudo feito pela Fiesp é que as perdas de não participar do acordo, tanto para o Brasil quanto para a Argentina, são maiores que as perdas por participar – ressalvando que participar significa negociar duramente. O TPP, disse, precisa ser analisado.

Fonte: FIESP

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