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Da linha de frente para a quarentena. Essa é, até o momento, a trajetória da médica amapaense Mylla Borges, de 28 anos, diagnosticada com Covid-19. Ela descreve como é conviver com as consequências da doença causada pelo novo coronavírus e defende as medidas de isolamento social.

Ela é um dos oito médicos amapaenses afetados pelo vírus. A profissional da saúde relatou que os primeiros sintomas foram sentidos no dia 4 de abril e incluíam perda de paladar, febre, dificuldade para respirar, cansaço em atividades físicas e tosse seca.

“Nada a ver com gripe, já tive outros problemas respiratórios, outras gripes, mas não se compara, não consegui respirar, me alimentar, falar direito, nem dormir. É uma doença muito difícil e complicada”, contou.

A médica atua como intensivista na UTI de um hospital particular de Macapá e como residente de clínica médica no Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCal).

Médica Mylla Borges mostra EPI usado na linha de frente em combate ao novo coronavírus — Foto: Arquivo Pessoal

Médica Mylla Borges mostra EPI usado na linha de frente em combate ao novo coronavírus — Foto: Arquivo Pessoal

Mylla descreve que sentia muita falta de ar ao ir tomar banho. Ela diz ainda que chegou a fazer o teste duas vezes: o primeiro testou negativo e o segundo, feito na segunda-feira (13), deu positivo.

No tratamento dela foram utilizados remédios como cloroquina e dipirona e ela detalhou que as medicações afetam bastante o estômago e contribuem com os sintomas de enjoo e vômito.

Ela disse que não sabe quando ou como se infectou, pois trabalha com a linha de frente de combate à doença.

“Fique em casa, se tiver a possibilidade de ficar fique. Eu tive que ir pro trabalho, tive no máximo um quadro moderado, mas tem gente que fica grave, que morre. Se você não quiser que um conhecido ou parente morra, fique em casa, tem que achatar a curva e ficar em isolamento direto”, recomendou.

Com ela, são 8 médicos infectados pelo novo coronavírus no Amapá. Só um deles precisou ser internado e fez a opção de ir pra um hospital em São Paulo e já está bem. Dois voltaram ao trabalho depois dos 14 dias de quarentena. Os registros são do Conselho Regional de Medicina.

O presidente do CRM, Eduardo Monteiro, reiterou que a cloroquina deve ser usada no tratamento, apesar do Conselho Federal de Medicina (CFM) não ter se posicionado quanto ao uso do remédio contra o coronavírus.

“Existe uma portaria do Ministério da Saúde que recomenda a cloroquina e há recomendação da utilização da medicação a partir do segundo dia de sintomas, principalmente com a perda de olfato”, explicou.

Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

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