A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou nesta terça-feira (28) que o estado acumula 1.501 mortes provocadas pelo coronavírus e tem 61.590 pessoas contaminadas. Destas, há o registro de que 54.380 se recuperaram.

Em 24 horas, o estado registrou 3.341 casos confirmados e 101 mortes. Os dados anteriores eram de 58.249 pessoas infectadas e 1,4 mil mortes.

A fila de casos suspeitos em investigação chega a 120.632. São pessoas com sintomas semelhantes à doença e que aguardam o resultado dos exames.

O secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, informou na segunda-feira (27) que o estado está passando pelo pico de casos de Covid-19 e que a situação deve se estabilizar esta semana.

“Acreditamos que estamos vivendo o pico e que esse pico se estabilize e vire um platô ao longo desse semana. O platô significa que o número de casos diários tende a permanecer o mesmo”, disse o secretário.

Porém, a professora de medicina Érica da Silveira, da Universidade Federal de Goiás (UFG), considera que os casos ainda estão com uma expansão ‘a galope’.

“Nós não temos mais no estado de Goiás uma curva epidêmica, nós temos um foguete”, disse a professora.

Ocupação dos leitos de UTI

A rede pública estadual de saúde tem 206 leitos de UTI exclusivos para Covid-19. A taxa de ocupação está em 83,8%. Na enfermaria, o índice é de 75,1%, nesta terça-feira.

Já na rede municipal de Goiânia, dos 169 leitos de UTI disponíveis, 85,2% estão ocupados. Na enfermaria, o índice é de 82,5% de ocupação.

Em meio à previsão do próprio governo para o pico da doença acontecer neste mês, o governador do estado, Ronaldo Caiado (DEM), decretou nesta segunda-feira (27) a prorrogação “por tempo indeterminado” do período de funcionamento do comércio em Goiás. A medida segue uma nota técnica da Secretaria Estadual de Saúde, que recomenda a manutenção das atividades econômicas e fiscalização rigorosa dos protocolos sanitários..

O governo federal publicou nesta terça-feira (28) uma portaria reconhecendo o estado de calamidade pública em Goiás devido à pandemia da Covid-19.

Assim, o reflexo desta liberação será percebida ao final do mês, e caso os dados sejam considerados críticos, o governo ponderou que as medidas podem “ser revistas a qualquer momento, conforme análise da evolução da situação epidemiológica”.

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