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Os Estados Unidos romperam, nesta quinta-feira (23), a marca de quatro milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, mas a atenção do presidente Donald Trump está voltada para outro assunto.

Em mais uma noite de protestos, os manifestantes gritavam para os agentes federais irem embora de Portland, no estado do Oregon.

O prefeito, que é do partido Democrata, de oposição a Donald Trump, apoiou os manifestantes. Os protestos contra o racismo e a brutalidade policial já duram quase dois meses na cidade.

Os agentes federais foram enviados pelo governo de Donald Trump no dia 4 de julho, sem que as autoridades locais fossem consultadas. Eles também agem à paisana e prendem manifestantes.

A governadora, que também é do partido Democrata, reclamou: “Isso é uma democracia, não uma ditadura.”

Agora, Donald Trump anunciou que vai enviar agentes federais pra outras cidades. De novo, sem consultar os governos locais, que são do partido Democrata.

O governo Trump afirma que esta nova operação é diferente da de Portland, porque o objetivo não é conter protestos violentos e proteger o patrimônio federal, mas combater a criminalidade. Os agentes agora vão atuar em Chicago e Albuquerque e, em breve, devem ir, também sem convite, para Cleveland, Detroit e Milwaukee.

Em Chicago, o número de homicídios triplicou no último mês, em relação ao mesmo período de 2019. Lideres comunitários dizem que a cidade não precisa de forças federais, mas de investimento social.

A prefeita afirmou que o presidente tenta desviar a atenção de seu fracasso em combater a Covid-19, que nesta quinta-feira (23) rompeu a marca dos quatro milhões de casos no país.

Em plena campanha para a reeleição e despencando nas pesquisas de intenção de voto, Trump se apresenta como o presidente da “lei e da ordem” e diz que essas cidades são governadas por “democratas radicais de esquerda”.

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