RIO — Os Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia no mundo, registraram 3 milhões de casos do novo coronavírus nesta terça-feira, segundo a universidade americana Johns Hopkins. Os EUA alcançam esta marca número no momento em que determinados estados americanos — principalmente no Sul e no Oeste —-, encaram um novo crescimento na quantidade de infecções após retomarem as atividades socioeconômicas sem que disseminação da Covid-19 estivesse controlada. O total de casos foi confirmado pelo vice-presidente Mike Pence nesta quarta.

Criticados por Trump: Imigrantes latinos fizeram os Estados Unidos funcionar durante a pandemia da Covid-19

Responsáveis por cerca de 25% de todos os casos de Covid-19 no mundo, os EUA já registraram mais de 131 mil mortes por causa da doença, seguidos por Brasil (mais de 65 mil), Reino Unido (mais de 44 mil), Itália (mais de 34 mil) e México (mais de 31 mil).

O aumento de casos se dá principalmente nos estados de Alasca, Arkansas, Califórnia, Flórida, Arizona, Geórgia, Montana, Carolina do Sul e Tennessee. Por outro lado, na Costa Leste do país, que respeitou uma quarentena rígida, a pandemia se mantém sob controle.

Pós-Covid:‘O Estado deve desempenhar um papel maior do que antes da pandemia’, diz o economista Branko Milanovic

Na última semana, os EUA registraram uma sequência de recordes de novos casos diários. Nesta terça-feira, foram 60 mil novos casos.

Apesar do aumento do número de testes no país ser um dos motivos para o crescimento dos casos registrados, a taxa de infecção também está aumentando. Há duas semanas, o secretário-assistente de Saúde, Brett P. Giroir, disse a congressistas americanos que há um “aumento real de casos”:

— Não existem dúvidas de que, quanto mais testes você faz, mais você vai descobrir. Mas nós acreditamos que existe um crescimento real.

 

Também nesta semana, mesmo enfrentando um momento delicado por causa da pandemia, os EUA iniciaram formalmente a sua retirada da Organização Mundial da Saúde (OMS). O processo começou pouco mais de um mês após Trump anunciar o fim das relações entre o país e a instituição. O processo vai durar um ano, segundo o acordo aprovado pelo Congresso americano quando o país aderiu à OMS, que os EUA ajudaram a fundar em 1948.



Source link