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O número de mortos por Covid-19 em Portugal subiu esta quarta-feira para 973, um aumento de 25 relativamente aos dados de terça-feira, de acordo com o boletim divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Já o número de casos confirmados subiu para 24.505 — mais 183 do que na terça-feira.

Em percentagem de aumento do número de novos casos, trata-se do segundo aumento mais baixo desde o início da pandemia. Em números absolutos, é o quarto dia com um menor crescimento, atrás dos dias 17 de abril, 27 de abril e 19 de março.

Os números são também significativamente mais baixos do que os registados na semana passada, em que o aumento do número de casos se situava à volta dos 3%. Esta semana, o aumento do número de casos tem-se situado em torno do 1% — foi de 0,7% na segunda-feira, 1,2% na terça-feira e 0,8% nesta quarta-feira.

Trata-se também de um rápido decréscimo do número de novos casos. Enquanto na semana passada se registavam entre 500 e 700 casos novos a cada dia, esta quarta-feira o número aumentou em apenas 183 novos casos, depois de ter sofrido um aumento de 295 na terça-feira. Os especialistas dizem que a média de novos casos por dia se deve manter abaixo dos 500 para que seja seguro iniciar o regresso à normalidade.

Estes números traduzem-se numa taxa de letalidade de 3,97%, o que significa um ligeiro aumento face a terça-feira, dia em que a taxa de letalidade tinha sido de 3,9%.

O boletim desta quarta-feira revela também um aumento do número de pessoas internadas: são agora 980 os doentes internados nos hospitais portugueses com Covid-19, mais 44 do que na terça-feira. Trata-se da primeira subida do número de internados em duas semanas, uma vez que este número vinha a cair de forma ininterrupta desde o dia 16 de abril. Já o número de doentes internados em Unidades de Cuidados Intensivos diminuiu para 169 — menos três do que na terça-feira —, acompanhando uma tendência de queda que se verifica há mais de duas semanas.

Em rota ascendente está o número de doentes recuperados. São já 1.470 os portugueses que recuperaram da Covid-19, mais 81 do que na terça-feira. Isto significa, contudo, que Portugal ainda não conseguiu inverter a curva epidemiológica: o número de novos casos continua a ser superior ao número de doentes curados, o que leva a que o número de pessoas que se encontram doentes continue a subir.

Desde o início da pandemia em Portugal, já foram detetados 243.655 casos suspeitos no país, sendo que a esmagadora maioria (215.325 pessoas) testaram negativo para a presença do coronavírus. Um conjunto de 3.825 pessoas, número na mesma ordem de grandeza de terça-feira, aguardam ainda o resultado dos testes de diagnóstico e 29.568 pessoas estão sob vigilância das autoridades de saúde.

A região Norte continua a ser a mais afetada pela pandemia, sendo ali que se concentram a maioria dos casos confirmados e das mortes. No que diz respeito ao número de casos, 60% (14.715 casos) são relativos ao Norte, estando os restantes 40% distribuídos pelo resto do país. No que toca às mortes, 57% (556) ocorreram na região Norte.

Ainda assim, a evolução do surto na região Norte começa a dar sinais positivos. Esta quarta-feira, o número de casos subiu em apenas 13 novos, exatamente o mesmo número de novos casos registados no Alentejo. Até aqui, a região Norte tinha vindo a registar valores muito superiores ao resto do país, frequentemente tendo o dobro dos novos casos reportados em todo o restante território. Já na Madeira, mantém-se o mesmo número de casos desde o dia 25 de abril, estando a região autónoma há quatro dias sem novos registos.

É nos Açores que se regista a maior taxa de letalidade (9,6%), seguida da região Centro (5,8%). Na região Norte, a taxa de letalidade é de 3,8%, na região de Lisboa e Vale do Tejo é de 3,4%, no Alentejo é de 0,5% e no Algarve é de 3,9%.

O concelho mais afetado pela pandemia em Portugal continua a ser o de Lisboa, onde se registam 1.447 casos — mais 34 do que ontem. Segue-se Vila Nova de Gaia (1.322 casos), Porto (1.187 casos), Matosinhos (1.068 casos) e Braga (1.012 casos).

O boletim da DGS oferece também alguns dados relevantes sobre como a doença está a afetar as diferentes faixas etárias. Cerca de 87% das mortes (849) ocorreram em pessoas com mais de 70 anos de idade. Por outro lado, ninguém com menos de 40 anos morreu na sequência da doença.

Esta distribuição é mais homogénea no que toca aos casos de infeção. As pessoas acima dos 70 anos representam cerca de 25% dos casos de doença, enquanto a faixa etária mais afetada pela Covid-19 é aquela entre os 50 e os 59 anos de idade.

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