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O governo do estado do Amazonas prorrogou o estado de calamidade pública por 180 dias por causa da Covid-19. Quase 90% dos leitos de UTI da rede pública estão ocupados. E quem está na linha de frente no combate à doença fala da falta de equipamentos e pessoal.

Leitos lotados, falta de profissionais e de equipamentos. Essa é a realidade dos hospitais da rede pública em Manaus.

Um médico desabafa. “Eu tive que presenciar quatro óbitos de pacientes por falta de ventiladores. Durante a madrugada houve relato de falta de oxigênio. Não tinha profissional pra trocar o cilindro de oxigênio, e seis vieram a óbito”.

Um vídeo mostra que em uma sala não havia enfermeiros nem técnicos para acompanhar os pacientes. “Dois pacientes entubados aqui, já com mais de quatro horas sem nenhum auxiliar de enfermagem para ajustar as medicações” fala um profissional de saúde.

Na mesma sala, corpos em cima das macas aguardavam para serem removidos. Mais de 88% dos leitos de UTI da rede pública do Amazonas, destinados ao atendimento de casos da Covid-19, já estão ocupados. O estado tem 1.897 casos confirmados. Por causa da falta de estrutura nos hospitais, até macas de ambulâncias do SAMU estão sendo usadas como leito.

“Esta maca está presa desde 7h da noite. Olha que horas tem, 9h30, já. A gente vem e a maca fica retida. Não tem leito”, fala um profissional de saúde.

O governo do estado instalou neste sábado (18), outros dois contêineres frigoríficos nas portas de hospitais para armazenar os corpos de vítimas da doença. Agora já são quatro câmaras funcionando na frente de hospitais em Manaus.

O avanço do novo coronavírus no Amazonas e o aumento rápido do número de casos, sobrecarregou os serviços de saúde. A secretaria reconhece que além da limitação de leitos, a capacidade de atendimento dos serviços de urgência e emergência, está sendo afetada pelo afastamento de quase mil profissionais de saúde. A maioria se afastou após os primeiros registros da Covid-19 no estado. Mas nem todos confirmaram a infecção.

Em um vídeo, um home tosse ao pedir atendimento e diz que já peregrinou em busca de socorro. “Pra lá e pra cá, ninguém está atendendo, ninguém vai poder entrar. Aonde a gente vai ver?”, reclama o cidadão.

O governo do Amazonas prorrogou o estado de calamidade pública por 180 dias. E inaugurou neste sábado (18), um novo hospital que vai dar apoio ao sistema de atendimento aos casos de coronavírus. Dos 400 leitos previstos para entrarem em operação, apenas 66 estão funcionando.

A Secretaria de Saúde do Amazonas informou que o governo está convocando mais de 500 profissionais de saúde, que foram aprovados em concurso e que abriu processo seletivo para contratar mais de 700 técnicos de enfermagem. A secretaria afirmou ainda que 108 formandos nas áreas de farmácia, de enfermagem e de medicina estão colando grau – e vão ficar disponíveis para atuar contra o coronavírus.

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