O Brasil tem 133.217 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (16), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h de terça-feira (15), 2 estados atualizaram seus dados: AP e GO.

Veja os números consolidados:

  • 133.217 mortes confirmadas
  • 4.384.860 casos confirmados

Na terça-feira, às 20h, o balanço indicou: 133.207 mortes, 1.090 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 813 óbitos, uma variação de -7% em relação aos dados registrados em 14 dias. No total, 3 estados apresentaram alta de mortes: Rio Grande do Sul, Roraima e Ceará.

Em casos confirmados, já são 4.384.299 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 34.755 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 31.311 por dia, uma variação de -22% em relação aos casos registrados em 14 dias.

A Argentina, que parecia ter contido a disseminação do coronavírus no início da crise, tem visto a pandemia se acelerar. Com 11 mil infecções diárias, o país é hoje o quarto no ranking mundial de novos casos.

Apesar de ter sido um dos primeiros da região a impor lockdown rígido e fechar fronteiras, a Argentina falhou em prover medidas de apoio para uma reabertura segura, como testes em massa e rastreamento, dizem especialistas. Com o agravamento da epidemia, a aprovação do presidente Alberto Fernández caiu.

Na última semana, o país teve em média 11.063 novos casos por dia. Com isso, está em quarto no ranking de infecções diárias, atrás só de Índia, EUA e Brasil.

No que diz respeito ao total de casos, o país tem mais de 577 mil, o que o deixa na 10 posição mundial. As mortes chegam a 11,8 mil.

Para especialistas ouvidos pelo Valor, o governo foi contundente em implementar medidas restritivas, mas falhou em prover suporte para um processo de reabertura. “Não vemos a mesma pró-atividade que teve para introduzir o lockdown ou o fechamento de fronteira agora, para subsidiar abertura mais segura, com testes em massa e rastreamento”, diz Gabriel Brasil, da consultoria Control Risks.

Um medicamento com base em anticorpos, derivado do sangue de um sobrevivente da covid-19 nos Estados Unidos, reduziu a taxa de hospitalização, na comparação com quem fez o teste com placebo, em um novo estudo com pacientes recentemente diagnosticados com a doença, disse a Eli Lilly, um dos laboratórios desenvolvedores da droga. As informações são da agência de notícias Dow Jones.

A Lilly, sediada em Indianápolis, afirmou hoje que os resultados preliminares reforçaram o potencial da droga para ajudar os pacientes da covid-19, e a empresa vai discutir com os reguladores se há evidências suficientes para apoiar a autorização da terapia para uso de emergência durante a pandemia.

Segundo a Dow Jones, o laboratório está fabricando a droga e pode fazer mais de 100 mil doses até o fim deste ano, disse o diretor científico da companhia, Daniel Skovronsky, em entrevista.

A droga é conhecida como anticorpo porque é uma versão modificada dos defensores moleculares do sistema imunológico que levam o mesmo nome.

De acordo com a Dow Jones, os resultados do estudo de fase 2 são “uma prova de conceito que mostra que um anticorpo contra o vírus pode neutralizar o vírus em pacientes, o que pode ter um efeito benéfico sobre os sintomas e hospitalizações”, disse o Dr. Skovronsky.

O governo de Madri decidiu endurecer a partir deste fim de semana as medidas para combater a segunda onda de covid-19 que atinge a Espanha e pode decretar “confinamentos seletivos” em áreas com índices mais altos de transmissão da doença.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pelo vice-conselheiro de Saúde de Madri, Antonio Zapatero, e responsável pela resposta à covid-19 na capital espanhola. Além da volta das quarentenas parciais, ele disse que novas medidas para restringir a circulação da população serão adotadas, sem dar mais detalhes sobre o plano.

“Nos parece importante tomar uma medida mais drástica, que segue a linha do que se pode entender como confinamento seletivo”, disse Zapatero ao falar sobre a possibilidade de impor quarentenas a áreas com maiores índices de transmissão.

O vice-conselheiro de Saúde argumentou que as novas restrições são necessárias porque houve um relaxamento por parte da população, que deixou de cumprir as orientações das autoridades.

As declarações de Zapatero pegaram a governadora regional de Madri, Isabel Díaz Ayuzo, de surpresa, segundo o jornal “El País”.

Após o relativo sucesso em controlar uma segunda onda de infecções por covid-19, as autoridades do Japão decidiram relaxar medidas adotadas para conter a disseminação do vírus.

Restaurantes e karaokês de Tóquio estão autorizados a operar normalmente a partir desta quarta-feira (16), depois de o governo local suspender as restrições que limitavam o horário de funcionamento de alguns estabelecimentos da capital japonesa por causa da doença.

Para controlar o novo surto, o governo de Tóquio pediu, no início de agosto, que karaokês e restaurantes fechassem às 22h. A restrição, que deveria valer até o dia 31 do último mês, foi prorrogada por duas semanas, prazo que terminou hoje e não será renovado.

Outras medidas serão flexibilizadas pelo governo central. A partir de sábado, eventos públicos poderão ter um público superior a 5 mil pessoas, limite que havia sido estabelecido para também evitar a disseminação do vírus.

Os anúncios foram feitos no dia em que Yoshihide Suga assumiu o cargo de novo primeiro-ministro do Japão, tendo como um de seus principais desafios proteger o país da covid-19 enquanto a vida começa a voltar ao normal.



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