O Brasil tem 94.781 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (4), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h desta segunda-feira (3), 4 estados atualizaram seus dados: GO, PI, RN e RR.

Veja os números consolidados:

  • 94.781 mortes confirmadas
  • 2.755.081 casos confirmados

Na segunda-feira (3), às 20h, o balanço indicou: 94.702 mortes, 572 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 995 óbitos, uma variação de -5% em relação aos dados registrados em 14 dias.

Sobre os infectados, eram 2.751.665 brasileiros com o novo coronavírus, 18.043 confirmados no último período. A média móvel de casos foi de 43.610 por dia, uma variação de +30% em relação aos casos registrados em 14 dias.

A Justiça do Rio de Janeiro obrigou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) a manter abertos cinco hospitais de campanha erguidos para o combate à pandemia de covid-19. Em decisão deste domingo (2) a juíza Neusa Regina Larsen de Alvarenga Leite, da 14ª Vara de Fazenda Pública, determinou que o estado cumpra a decisão da segunda instância, de 20 de maio, determinada pela 25ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

Na decisão de maio, o colegiado seguiu, por unanimidade, o voto da relatora, a desembargadora Isabela Pessanha Chagas, e fixou um prazo de 20 dias para que o Poder Público colocasse todos os hospitais de campanha em funcionamento.

Na segunda-feira passada (27), o secretário de Saúde, Alex Bousquet, anunciou a desativação dos hospitais de campanha em duas etapas: a desmobilização dos hospitais de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Nova Friburgo, no dia 5 de agosto. Já os hospitais de São Gonçalo e do Maracanã estão com o encerramento das atividades marcado para uma semana depois, no dia 12.

A decisão foi baseada em critérios técnicos e é mais uma fase do planejamento estratégico de enfrentamento à covid-19 no estado. O secretário reafirmou que as determinações judiciais sobre os hospitais de campanha serão respeitadas e que a desmobilização só ocorrerá quando não houver obstáculos jurídicos.

Segundo Bousquet, o fechamento dos hospitais de campanha não terá impacto no atendimento dos pacientes que necessitam de internação. A rede de saúde referenciada para coronavírus conta atualmente com mais de 900 leitos, número que poderá ser ampliado com o apoio da SES aos municípios.

O principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos (EUA), Anthony Fauci, disse que os estados norte-americanos com alto número de casos do novo coronavírus deveriam reconsiderar a imposição de restrições de lockdown, segundo a agência de notícias Reuters. Ele destacou a necessidade de baixar o número de infecções antes da temporada de resfriados no outono do Hemisfério Norte.

Em alguns estados, com números moderados de casos, especialistas veem o mesmo aumento traiçoeiro no percentual de casos positivos que tinham sido observados em Tennessee, Kentucky, Ohio, Minnesota e outros, disse Fauci em entrevista ao Journal of the American Medical Association.

De acordo com a Reuters, ele afirmou, na semana passada, que via sinais de que a epidemia de covid-19 poderia estar atingindo o pico no Sul e no Oeste, enquanto outras áreas estavam à beira de novos surtos da doença. Os estados deveriam pensar em fazer uma pausa ou retroceder nas iniciativas de reabertura, embora não precisem necessariamente voltar ao lockdown completo, disse.

Arkansas, Califórnia, Flórida, Montana, Oregon e Texas notificaram altas recordes de mortes na última semana.

Ainda segundo a Reuters, para Fauci, é crucial que a epidemia seja contida antes do outono no Hemisfério Norte, quando os casos de gripe comum devem disparar ao lado da covid-19, pois maior número de pessoas passa a ficar mais tempo em ambientes fechados, aumentando o risco de contágio.

Professores e funcionários de mais de 35 distritos escolares dos Estados Unidos (EUA) fizeram protestos nessa segunda-feira (3) contra os planos de retomada de aulas presenciais, enquanto os casos de covid-19 aumentam em várias partes do país, segundo a agência de notícias Reuters.

Os manifestantes, que fizeram carreatas levando cartazes e com mensagens pintadas em seus veículos, exigem que as escolas não retomem as aulas em agosto e setembro, até que dados científicos justifiquem tais medidas.

De acordo com a Reuters, os profissionais de educação querem que os distritos esperem até que entrem em vigor protocolos como salas de aulas com menos alunos e a realização de mais testes, além de que escolas sejam equipadas com número adequado de coordenadores e enfermeiras, segundo um site construído para representar as manifestações.

No Twitter, a Associação de Educadores e Professores de Milwaukee mostrou manifestantes com falsas sepulturas que diziam “Aqui jaz um estudante da terceira série de Green Bay que pegou covid na escola” e “Descanse em paz, vovó. Pegou covid ajudando seus netos com o dever de casa”.

Ainda segundo a Reuters, as mortes por covid-19 nos Estados Unidos cresceram pela quarta semana consecutiva, para mais de 8.500 pessoas nos sete dias até 2 de agosto, enquanto o número de novos casos caiu pela segunda semana consecutiva.



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