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Curitiba vai liberar as atividades que funcionavam com restrições de dias e horários, como shoppings, comércio de rua, galerias e supermercados. Portanto, esses locais poderão voltar a abrir aos fins de semana. As medidas menos restritivas começam a valer na terça (18), de acordo com a prefeitura.

O decreto assinado nesta segunda-feira (17) determina que a cidade adotará a bandeira amarela, que indica nível 1 na avaliação dos riscos do coronavírus. Com isso, os estabelecimentos podem funcionar desde que respeitem medidas de distanciamento e higiene.

“Não há nada de normal, ainda é necessário que a gente mantenha todas as medidas de precaução que a gente vem repetindo”, disse secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), desta segunda-feira, a capital tem 24.166 casos confirmados de Covid-19 e 823 mortes.

A taxa de ocupação geral de leitos de UTI para pacientes com suspeita ou casos confirmados da Covid-19 é de 87%, nesta segunda. Já a ocupação dos leitos de UTI do SUS destinados aos pacientes adultos com a doença é de 90%.

Segundo levantamento, divulgado diariamente pela prefeitura, os índices de ocupação dos leitos de UTI para adulto já estavam, em todos os dias da última semana, próximo a 90%.

Na segunda-feira (10) e na terça (11), a ocupação da UTI adulta estava em 87%; na quarta (12) estava em 85%; na quinta (13), 86% e na sexta-feira (14), 89%.

No sábado (15), o prefeito Rafael Greca (DEM) anunciou, durante uma missa, que iria “devolver a cidade à normalidade, ainda com cautelas sanitárias, mas já com a possibilidade do funcionamento pleno do comércio”.

O decreto que estabelecia a bandeira laranja, com proibição de funcionamento a bares, parques e clubes esportivos, por exemplo, entrou em vigor em junho e venceu nesta segunda-feira (17).

As determinações da bandeira laranja precisaram ser prorrogadas pela administração municipal por duas vezes.

A primeira ocorreu no dia 3 de agosto, quando a prefeitura ampliou os horários de funcionamento de shoppings e comércios de rua.

A segunda prorrogação foi no dia 10 de agosto mas, dessa vez, a administração não fez alterações no documento, mantendo o funcionamento de atividades mais restrito durante os fins de semana.

Atividades que estavam suspensas podem reabrir, desde que exijam o uso de máscaras nos estabelecimentos e forneçam álcool gel aos clientes.

Todos os estabelecimentos devem cumprir também medidas de distanciamento de 1,5 m entre as pessoas. A capacidade máxima de clientes nos locais deve ser de uma pessoa a cada nove metros quadrados.

Atividades que podem retornar com protocolos específicos

  • Parques e praças
  • Feiras livres e de artesanatos
  • Os bares, que estavam suspensos, voltam seguindo as mesmas regras de restaurantes e lanchonetes (todos os dias, das 6h às 23h), mas não poderão funcionar com música ao vivo
  • Shopping centers podem funcionar todos os dias da semana, entre 12h e 22h
  • Estabelecimentos destinados a eventos sociais e atividades correlatas, com ou sem música, de forma eventual ou periódica, tais como casas de festas e recepções.
  • Estabelecimentos destinados a feiras técnicas ou de varejo, mostras comerciais, congressos, convenções, entre outros eventos de interesse profissional, técnico e/ou científico.
  • Estabelecimentos de ensino.
  • Atividades de entretenimento sonoro ou não, de forma eventual ou periódica

Devem operar com máximo de 50% da capacidade

  • Hotéis e resorts
  • Pousadas e hostels.

Máximo de 50% da capacidade e com restrição de horário

  • Serviços de call center e telemarketing: podem funcionar a partir das 9h, exceto aqueles vinculados aos serviços de saúde ou executados em home office.

Infecção caiu, diz Greca

Em um vídeo divulgado pela prefeitura, Rafael Greca (DEM) afirmou que “nível de infecção caiu a ponto de nos permitir assinar o decreto da bandeira amarela”.

Os dados da média móvel apontam que o número diário de casos está estável na cidade, com média móvel de 461 casos diários nos últimos 14 dias, e que a média móvel de mortes caiu 18% no mesmo período.

A média móvel é calculada pela soma do número de mortes ou casos dos últimos sete dias, dividido por sete. O cálculo é chamado de móvel porque é atualizado diariamente. Esta é a melhor maneira de acompanhar o comportamento da pandemia, segundo especialistas.

Segundo a prefeitura, o sistema de bandeiras é definido por nove indicadores, seis deles que apontam o nível de propagação da doença na cidade e três que mostram a capacidade de atendimento dos hospitais.

  • Número de casos novos confirmados nos últimos sete dias em relação ao número de casos novos confirmados nos sete dias anteriores.
  • Número de internados por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em UTIs no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.
  • Número de pacientes de Covid-19 confirmados em leitos de UTI no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.
  • Número de pacientes de Covid-19 confirmados em leitos clínicos no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.
  • Número de casos confirmados nos últimos sete dias para cada 100.000 habitantes.
  • Número de óbitos nos últimos sete dias para cada 100.000 habitantes.

Capacidade de atendimento

  • Número de leitos de UTI disponíveis para atender covid-19 no dia.
  • Número de leitos de UTI disponíveis para atender covid-19 no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.
  • Número de leitos de enfermaria disponíveis para atender covid-19 no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.

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