O Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Uberlândia se reuniu na tarde desta terça-feira (25) para discutir ações de combate à pandemia, após o município registrar ocupação total das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) pelo segundo dia seguido. A Prefeitura não confirmou se há previsão de mudanças no funcionamento do comércio.

Em entrevista ao MG1, o coordenador da rede de urgência e emergência, Clauber Lourenço, explicou a situação do sistema de saúde do município. Ele também afirmou que o Executivo tem seguido as orientações do programa “Minas Consciente”.

Uberlândia está classificada na Onda Amarela do programa estadual de retomada das atividades comerciais. O Estado se pronunciou sobre a situação (veja abaixo).

Em entrevista ao MG1 desta terça-feira, Clauber Lourenço confirmou que a situação do município é preocupante e que todos os leitos da rede pública municipal estavam ocupados. Já o boletim diário confirmou a ocupação total das UTIs para pacientes com Covid-19 e de 97% das demais.

“Está ocorrendo aquilo que vínhamos alertando desde o início da pandemia, de nada resolve abrir leitos de UTI e de enfermaria, abrir um novo hospital e disponibilizar medicamentos, se a população não fizer a sua parte. A taxa de isolamento de Uberlândia é baixíssima desde o início, mesmo com todas as ações feitas”, disse Clauber.

Ainda de acordo com o coordenador, o Município tem seguido as recomendações do programa “Minas Consciente”, que por meio da classificação por “ondas” avaliadas semanalmente, determina as atividades comerciais que podem funcionar. Uberlândia está classificada na Amarela, que só não é mais restritiva que a Onda Vermelha.

“Uberlândia foi obrigada a aderir ao ‘Minas Consciente’, e quem faz a determinação das ondas é o Estado. Na semana passada, tínhamos o entendimento de que estaríamos na Onda Vermelha, devido aos números apresentados, mas a cidade permaneceu na ‘Amarela”, acrescentou.

Em nota enviada à produção da TV Integração, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que orienta a adesão dos municípios ao programa “Minas Consciente”, mas que as prefeituras têm autonomia sobre a decisão de aderir ou não. A pasta disse ainda que a intervenção do governo estadual só ocorre em situações previstas na constituição federal.

Ainda segundo a SES-MG, o programa serve como orientação para os prefeitos tomarem as decisões de forma mais criteriosa e segura, podendo o governo municipal ser mais restritivo quanto à abertura do comércio, mas nunca mais permissivo do que o determinado nas ondas.

Após determinação judicial e o pedido de embargo contra a decisão, Uberlândia anunciou a adesão ao programa Minas Consciente no dia 31 de julho, depois que o governo estadual alterou as regras do plano e inseriu a cidade na Onda Amarela.

Uma semana depois o Município oficializou as determinações, que começaram a valer no dia 10 de agosto. Após nova alteração no plano, academias e agências de turismo foram autorizadas a funcionar.

Na Onda Amarela, além dos serviços essenciais como supermercados e farmácias, estão autorizados a funcionar, por exemplo, autoescolas e cursos de pilotagem; salões de beleza e atividades de estética; comércio de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo; papelarias, lojas de livros, discos e revistas; lojas de roupas, bijuterias, joias, calçados, e artigos de viagem; comércio de itens de cama, mesa e banho; lojas de móveis e lustres; imobiliárias; lojas de departamento e duty free; lojas de brinquedos; academias (com restrições); e agências de viagem.



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