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Category Archives: covid-19

Maranhão passa dos 95 mil casos confirmados do novo coronavírus | Maranhão


O Maranhão chegou a 95.323 casos confirmados da Covid-19 como aponta o boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta quinta-feira (9). Nas últimas 24h, foram 2.384 novos casos, sendo que 2.275 foram no interior do estado. O boletim diz ainda que 73.847 estão curados e 2.357 morreram por conta do novo coronavírus.

Os casos novos registrados na Ilha de São Luís (São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar) foram 109, enquanto que em Imperatriz foram 59 e nos demais municípios somados foram 2216.

No boletim desta quinta-feira, mais 33 mortes foram confirmadas, sendo que três foram registrados nas últimas 24h, enquanto que os demais estavam aguardando resultados de exames para o diagnóstico da Covid-19.

A SES informou que na revisão do sistema teve que excluir quatro registros por conta de duplicidade. “Dois casos em Anapurus, um caso em Ribamar Fiquene e um caso em Cantanhede foram excluídos por duplicidade. Em razão de mudança de domicílio do paciente, um caso de São Luís foi transferido para Caxias, um caso de Santa Inês para Paulo Ramos, um caso de São José de Ribamar para Coroatá e um de São Luís foi transferido para Chapadinha”.

Casos confirmados do novo coronavírus no Maranhão

Por data de publicação pela Secretaria de Saúde

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde (SES)

Foram confirmadas mortes pela doenças nas últimas 24h em Balsas, Cantanhede, Chapadinha, Coroatá, Cururupu, Godofredo Viana, Lago Grande do Maranhão, Lago dos Rodrigues, Santa Helena, São José de Ribamar, Palmeirândia, Presidente Vargas, Paulo Ramos, Vitorino Freire, Esperantinópolis (2), Coelho Neto (4), Caxias (4) e São Luís (9).

Mortes por Covid-19 no Maranhão

Por data de publicação pela Secretaria de Saúde

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde (SES)

O novo coronavírus atinge 216 municípios em todo o Maranhão, segundo a Secretaria de Saúde no Maranhão. Veja a lista das cidades abaixo:

Faixa etária dos pacientes

  • 0 a 9 anos – 1599 casos
  • 10 a 19 Anos – 5249 casos
  • 20 a 29 Anos – 13991 casos
  • 30 a 39 Anos – 19537 casos
  • 40 a 49 Anos – 15778 casos
  • 50 a 59 Anos – 10978 casos
  • 60 a 70 Anos – 8278 casos
  • Mais de 70 – 7032 casos
  • Não informado – 12881 casos

Percentual de casos por sexo

  • Masculino – 45%
  • Feminino – 55%

Taxa de ocupação de leitos de UTI

Leitos de UTI para a Covid-19 na Grande São Luís

  • Total de leitos de UTI – 164
  • Leitos ocupados de UTI – 135
  • % de ocupação das UTIs – 82,32%

Leitos clínicos para a Covid-19 na Grande São Luís

  • Total de leitos – 382
  • Leitos ocupados – 101
  • Porcentagem de ocupação – 26,44%

Leitos de UTI para a Covid-19 em Imperatriz

  • Total de leitos – 54
  • Leitos ocupados – 43
  • Porcentagem de ocupação – 79,63%

Leitos clínicos para a Covid-19 em Imperatriz

  • Total de leitos – 81
  • Leitos ocupados – 60
  • Porcentagem de ocupação – 74,07%

Leitos de UTI para a Covid-19 nas demais regiões

  • Total de leitos – 219
  • Leitos ocupados – 110
  • Porcentagem de ocupação – 50,23%

Leitos clínicos para a Covid-19 nas demais regiões

  • Total de leitos – 618
  • Leitos ocupados – 235
  • Porcentagem de ocupação – 38,03%

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.



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México alcança novo máximo de contágios por Covid-19 em 24 horas | Mundo


De acordo com o balanço, o país acumula 282.283 casos positivos e 33.526 óbitos desde que foi reportado o primeiro contágio no país em 28 de fevereiro.

Com relação à véspera, foram contabilizados 730 novos óbitos.

“O risco de contágio segue alto, razão pela qual é preciso seguir as medidas sanitárias para prevenir mais casos”, advertiu José Luis Alomía, diretor de Epidemiologia, em sua habitual conferência vespertina.

O funcionário destacou, no entanto, que há uma tendência para baixo nos casos positivos e falecimentos estimados em todo o país.

“Praticamente já temos três semanas (epidemiológicas), a 24, a 25 e a 26, com uma tendência descendente”, afirmou Alomía.

O México iniciou em junho uma gradativa reabertura econômica, o que segundo Hugo López-Gatell, encarregado da estratégia contra o novo coronavírus, sempre acarreta um risco da ocorrência de novos casos.

Com 127 milhões de habitantes, o México é o quinto país com mais mortes por Covid-19 no mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Reino Unido e Itália.



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Coronavírus: ES é um dos 5 estados com tendência de queda nas mortes


Arte covid-19 para capa do site
Arte covid-19 para capa do site . Crédito: Divulgação

O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da epidemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quinta-feira (9). Segundo o boletim, o Espírito Santo está entre os cinco estados do Brasil que apresentam tendência de queda no número de mortes por Covid-19. A notícia foi veiculada no Jornal Nacional desta quinta-feira.

Os números divulgados pelo consórcio mostram que a progressão das mortes por coronavírus no Brasil atingiu uma estabilidade. A média de mortes passou de 900 por dia em 23 de maio e, desde então, fica em torno de 1.000 por dia.

O Espírito Santo figura na lista dos cinco estados que apresentam queda no registro de novas mortes (-16%), junto com Rio de Janeiro (-21%), Acre (-35%), Amapá (-25%) e Pará (-45%).  Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos sete dias até a publicação do balanço em relação à média registrada duas semanas atrás, de acordo com critérios adotados pelo consórcio e pelo Jornal Nacional.

JN ANALISA “MÉDIA MÓVEL”

A partir desta quinta (9), o Jornal Nacional vai divulgar um indicador usado por diversos veículos da imprensa internacional: a chamada média móvel. Para calcular essa média, os especialistas em dados somam o número de mortes ou casos nos últimos sete dias e dividem o resultado por sete.

Por exemplo: o total de mortes no estado de São Paulo na primeira semana de julho foi de 1.712. Dividindo por sete, chegamos ao número médio de 245 mortes por dia neste período. Quando a gente acompanha a variação dessa média ao longo do tempo, é como se, em vez do retrato de um instante, a gente tivesse um vídeo da evolução da pandemia, o que ajuda a compreender melhor o comportamento da doença. Segundo os infectologistas, um indicador mais fácil e mais preciso para entender os rumos da Covid-19 no país.

“A media móvel, ela vai te dar uma tendência maior – se esses casos estão subindo, se estão caindo naquela região. O dado agrupado é bem mais fidedigno do que o dado diário, que a gente não consegue ver essa modificação tão facilmente”, avalia Alberto Chebabo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Os dados para o cálculo da média móvel são os apurados pelo consórcio de veículos de comunicação formado por G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL. Esse grupo reúne diariamente os números da doença nos 26 estados e no Distrito Federal, para que os brasileiros saibam, com transparência, o total de óbitos e de casos no país. A iniciativa inédita veio como resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir, na época, os dados sobre a pandemia da Covid-19.

“Essa media móvel, ela depende do comportamento da sociedade e das medidas que os governantes tomam. Ou seja, se, de repente, eu deixo de tomar qualquer medida de prevenção, uso de máscara, higiene, eu com certeza vou aumentar a transmissão. Os bares que ficam lotados sem o controle adequado, vai aumentar a transmissão. Então, por isso que tem que ser acompanhado sempre, e às vezes, não adianta você ver dia a dia”, afirma Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê Infectologia Pediátrica da SBI.

E como saber se, em um determinado estado, os números da doença estão aumentando, diminuindo ou em estabilidade? Por causa do tempo de incubação do novo coronavírus, os especialistas recomendam comparar a média móvel de hoje com a de 14 dias atrás. Esse é o modelo adotado, por exemplo, pelo jornal americano The New York Times.

“A dinâmica da infecção é cinco dias de período de incubação, sete dias para pessoa procurar assistência médica. Então, em média de 12 a 14 dias, você pode ter variações importantes desde o primeiro contato”, destaca Croda.

“Você consegue ver os estágios diferentes de evolução daquela doença, respeitando esse período de incubação – que é o período entre as pessoas se expuserem, o momento que elas se expuseram, até o momento que ela começa a desenvolver sintomas”, comenta Chebabo.

Nessa comparação com a média de 14 dias atrás, os especialistas entendem que variações no número de mortes ou de casos de até 15% para mais ou para menos caracterizam estabilidade da doença nesse período.

“Quando a gente faz essa curva, a gente entende se essa curva está aumentando muito ou pouco. Se ela estiver num aumento muito importante significa que a gente não tem nenhum controle da doença. Se a gente tem uma transmissão mais baixa significa que a gente consegue ou está conseguindo controlar a doença”, diz Marcelo Otsuka.

Assim, vai ser possível identificar mais claramente os estados que estão conseguindo combater a doença e também onde a pandemia está fora de controle.

Segundo o consórcio de veículos de imprensa – informando que as secretarias de saúde de Rondônia e Mato Grosso não fecharam seus balanços diários até às 20h, por isso ficaram de fora desse boletim -, nas últimas 24 horas, foram confirmados 1.199 mortes por Covid-19 no Brasil. Com isso, o número total de mortes subiu para 69.254.

Já o número de casos confirmados no país, em 24 horas, ficou em 42.907. E o número total de casos é agora de 1.759.103.

Um dos dados que o JN vai passar a mostrar é a média de mortes nos últimos sete dias, a chamada média móvel. No boletim divulgado na noite desta quinta (9), a média de mortes nos últimos sete dias ficou em 1.037.

No gráfico que mostra os números de óbitos e casos diários, além da média móvel, também é possível perceber uma estabilidade no número de mortes começando em junho. É o que os pesquisadores chamam de platô. Desde o início do mês, a média tem sido de um pouco mais de mil mortes por dia. Essa constante elevada no número de óbitos mostra que estamos com dificuldade de controlar a doença, seja pela falta de médicos, pela falta de equipamentos ou do desrespeito às determinações de distanciamento e do uso de máscara.

Também é possível saber como a doença está se comportando em cada estado. Para saber se os números da doença estão em alta, em queda ou estáveis é feita a comparação entre a média móvel de hoje e a média móvel de 14 dias atrás.

De acordo com o último boletim do consórcio de veículos de imprensa, o número de novas mortes está subindo em oito estados – Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – e no Distrito Federal. Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul tiveram as maiores altas, 88% e 77% respectivamente.

Já os estados onde os números ficaram estáveis – quando a variação entre a média de mortes registrada nos últimos 14 dias fica em até 15% para mais ou para menos – foram 11: São Paulo, Roraima, Tocantins, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Paraíba e Amazonas.

Em cinco estados houve queda no número de novas mortes: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Acre, Amapá e Pará. No Pará e no Acre, as quedas foram mais acentuadas, 45% e 35% respectivamente.

*Fonte: Jornal Nacional e G1



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Covid-19: pessoas com sintomas devem procurar atendimento imediato


O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, reafirmou hoje (9), durante a apresentação de dados sobre a distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e insumos para o combate ao novo coronavírus, que pessoas que apresentarem sintomas – mesmo que leves – de infecção por covid-19 devem procurar atendimento médico o mais rápido possível. 

De acordo com o secretário, a orientação é uma ajuste na campanha feita pelo Ministério da Saúde, que recomendava que pacientes leves “ficassem em casa”. “Percebemos que, ao aguardar em casa, muitos chegam ao hospital em situação mais agravada, e evoluem para quadros graves – com necessidade de UTI [unidade de tratamento intensivo] – muito rapidamente. Esta nova diretriz procura evitar mortes relacionadas à doença”, afirmou.

Franco argumentou que há evidências sobre os efeitos positivos da administração de oxigênio durante as fases iniciais da infecção. Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para receber todos os pacientes com sintomas leves, e deve reforçar ainda mais o serviço de atenção primária nas próximas semanas.

O secretário salientou, ainda, que a busca imediata por atendimento médico deve reduzir a taxa de ocupação das UTIs em todo o Brasil. “Nós temos a convicção de que o tratamento precoce vai evitar a sobrecarga das estruturas dos hospitais, tanto privados quanto do SUS, e dessa forma vamos prestar o melhor atendimento à população. Vamos salvar mais vidas”, afirmou o secretário.

Assista na TV Brasil:



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Coronavírus: veja as medidas adotadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (09/07) contra a pandemia – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro


Áreas de lazer ao ar livre serão abertas e horário de funcionamento dos shoppings será ampliado

FASE 3B DA FLEXIBILIZAÇÃO NA RETOMADA DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS É ANUNCIADA

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou novas medidas de flexibilização na retomada gradual e responsável das atividades econômicas na cidade, com a entrada na fase 3B, a partir desta sexta (10/07). Shoppings poderão funcionar em horário ampliado, das 12h às 22h (até então, o fechamento deveria ocorrer às 20h). Serviços de loteria, que já estavam autorizados, passam a abrir por mais tempo, das 8h às 18h.

Vias públicas voltarão a ser abertas para lazer aos domingos e feriados. Vilas olímpicas também poderão abrir, mas desde que não haja aglomeração e que se respeitem as regras de ouro. Feiras de arte e artesanato também voltam a funcionar. A proibição a banhistas na areia da praia permanece.  O prefeito pediu compreensão à população para que os bons resultados contra a covid-19 sejam mantidos e que todos colaborem, obedecendo às regras estipuladas pela Prefeitura.

– Desde que começamos a usar máscaras, nossos níveis de contágio estão caindo. Tirar a máscara é um gol contra, porque ela é o principal fator para reduzir a carga viral e a contaminação na nossa cidade. Nos parques, a pessoa consegue caminhar de máscara. Na areia da praia, devido ao calor, é mais difícil. Quem desobedecer, será multado em R$ 107 – disse Crivella.

Notícia completa:

https://prefeitura.rio/cidade/prefeitura-anuncia-fase-3b-de-flexibilizacao-ficar-na-areia-da-praia-so-sera-liberado-quando-houver-vacina-torcidas-estao-proibidas-nos-jogos-de-futebol-e-demais-esportes/

PREFEITURA ENTRARÁ COM QUEIXA-CRIME CONTRA CASAL QUE DESACATOU FISCAL

A Prefeitura do Rio vai entrar com queixa-crime contra o casal que desacatou e intimidou, no último sábado, 04/07, um fiscal da Vigilância Sanitária durante uma operação na Barra da Tijuca.

O subsecretário-executivo da Secretaria Municipal de Saúde, Jorge Darze, afirmou que a iniciativa da Prefeitura tem o objetivo de dar exemplo a quem desrespeitar as medidas sanitárias determinadas pela Prefeitura, visando à proteção da população contra a propagação da Covid-19.

Veja:

https://prefeitura.rio/cidade/prefeitura-entrara-com-queixa-crime-contra-casal-que-desacatou-fiscal/

GRANDE OPERAÇÃO É MONTADA PARA VERIFICAR MARCAÇÕES DE ORIENTAÇÃO AOS PASSAGEIROS NO PISO DOS ÔNIBUS

A Secretaria Municipal de Transportes realizou uma grande ação de fiscalização, nesta quinta-feira (09), para verificar se os consórcios e o BRT cumpriram a determinação de adesivar o piso dos ônibus, indicando a posição recomendada aos passageiros pelos órgãos de saúde. Fiscais estiveram em diferentes garagens, terminais e estações do BRT, e em pontos estratégicos da cidade. Ao todo, 95 multas foram aplicadas, principalmente por ausência de indicação no piso e lotação.

Sobre a operação:

https://prefeitura.rio/transportes/prefeitura-monta-grande-operacao-para-verificar-marcacoes-de-orientacao-aos-passageiros-no-piso-dos-onibus/

MUNICÍPIO FLAGRA PROMOÇÃO IRREGULAR DE PASSAGEM E OUTRAS IRREGULARIDADES NOS ÔNIBUS

A Secretaria Municipal de Transportes realizou nesta quarta-feira, 08 de junho, ações de fiscalização em Campo Grande, na Zona Oeste, e em outros pontos da cidade para verificar os serviços dos ônibus municipais.

Confira:

https://prefeitura.rio/cidade/prefeitura-flagra-promocao-irregular-de-passagem-e-outras-irregularidades-nos-onibus/

INTERDIÇÃO PARCIAL EM ACESSO DA AVENIDA BRASIL

A CET-Rio informa que a partir das 8h de sábado (11/07) a operação para construção da rede de drenagem da Av. Brasil, altura de Parada de Lucas, será continuada. Para viabilizar a obra da Transbrasil, a pista Central da Av. Brasil, sentido Centro, próximo à Passarela 21, será liberada e a pista Lateral será parcialmente interditada, da seguinte forma:

https://prefeitura.rio/cet-rio/prefeitura-faz-interdicao-parcial-em-acesso-da-av-brasil/

INTERDIÇÃO TOTAL NA AVENIDA BRASIL NA ALTURA DE MANGUINHOS

A  CET-Rio informa que, a partir das 23h de sábado (11/07), terá início a operação para a passagem de cabos e recuperação das caixas subterrâneas na Av. Brasil, altura de Manguinhos. Para viabilizar o procedimento e dar continuidade às obras da ECOPONTE, a pista LATERAL da Av. Brasil, sentido Centro, altura da REFIT refinaria, será totalmente interditada até domingo (12/07) às 10h. Os veículos serão desviados para a pista central da Av. Brasil até a próxima agulha de acesso à pista lateral.

Saiba mais:

https://prefeitura.rio/cet-rio/interdicao-total-na-av-brasil-na-altura-de-manguinhos/

COMLURB PROMOVE MAIS OPERAÇÕES ESPECIAIS DE HIGIENIZAÇÃO EM COMUNIDADES DA CIDADE

A Comlurb promoveu mais operações especiais de higienização nesta quinta-feira (09/07) em diversas comunidades da cidade. A iniciativa, que começou pela Rocinha, no dia 9/4 e que tem por objetivo reduzir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus, já foi levada a todas as 633 comunidades da cidade. A lavagem é feita com água de reuso e detergente neutro, e hipoclorito nos pulverizadores.

Tudo sobre a ação:

https://prefeitura.rio/comlurb/prefeitura-do-rio-promove-nesta-quinta-feira-mais-operacoes-especiais-de-higienizacao-em-comunidades-da-cidade/

 



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ONG lança painel para coletar dados da covid-19 em favelas


A organização não governamental (ONG) Comunidades Catalisadoras (ComCat) lançou hoje (9) o Painel Unificador Covid-19 Nas Favelas do Rio de Janeiro com dados de 27 complexos ou favelas do município e da Região Metropolitana. Considerando somente as favelas, já constam do painel 120 comunidades. A iniciativa foi criada para coletar e divulgar dados sobre o contágio da doença provocada pelo novo coronavírus (covid-19) nas comunidades.

A diretora da organização não governamental (ONG) Comunidades Catalisadoras (ComCat), que idealizou o painel, Theresa Williamson, explicou, durante entrevista virtual, que o painel reúne diversos coletivos periféricos e organizações da sociedade civil e conta com relatos dos próprios moradores das favelas, que respondem a formulários sobre sintomas da doença, devido a ausência de dados públicos adequados e a falta de testes. Os dados são alterados constantemente.

No final da tarde desta quinta-feira (9), por exemplo, o painel apresentava 79 casos assintomáticos da covid-19, narrados por moradores das favelas, dos quais 31 eram de médio risco e 48 de alto risco, de acordo com a severidade dos sintomas, além de 4.233 casos confirmados da covid e 641 óbitos registrados por relatores comunitários. O sintoma de baixo risco não é refletido no painel. O maior número de casos confirmados, 1.275, foi apurado no Complexo da Maré, que lidera também em número de óbitos, 112.

Deficiência de dados

Theresa Williamson disse que há uma deficiência de dados nos painéis públicos especificamente sobre as favelas, embora dentro das comunidades existam trabalhos desenvolvidos com essa finalidade por mobilizadores de periferias, como a Rede da Maré. 

De acordo com Theresa, o painel tem foco nas favelas porque elas são os territórios mais vulneráveis à pandemia. Os objetivos do painel incluem fortalecer a mobilização comunitária; rastrear a propagação da doença; usar os dados para pressionar e promover a transparência nas decisões públicas sobre a covid, principalmente como fazer o enfrentamento da doença; e combater as notícias falsas, ou fake news.

A geração de dados é independente e se baseia na coleta de informações dos moradores e de coletivos locais das favelas. A autodeclaração dos sintomas pelos habitantes de favelas pode ser feita no endereço na internet. À medida que os moradores adicionam dados, essas informações se tornam mais visíveis, apontando quais as áreas requerem maior atenção e esforços de campanha e onde há maior risco de contágio.

Theresa lembrou que enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) usa um sistema de três níveis para contar e relatar casos da covid-19 como suspeitos, prováveis e confirmados, com a confirmação da presença do vírus apenas após a utilização de resultados de testes de laboratório, o Brasil utiliza um sistema em duas etapas, contando apenas casos suspeitos e confirmados, e colocando somente casos confirmados nos painéis públicos. 

Segundo a diretora da ComCat, a baixa testagem no país coloca a população, em especial os moradores de favelas, em grave risco devido à subnotificação e à falta de informações para combater a pandemia. “O painel vai gerar uma visão mais clara da pandemia nas favelas do Rio”, acredita. 

A plataforma, segundo a diretora, segue as recomendações da OMS, relatando não só os casos prováveis e confirmados, mas também os suspeitos. “Na ausência de testagens, os casos suspeitos se tornam uma fonte de dados necessária para se determinar políticas públicas”.

Coletivos

O representante do coletivo Conexões Periféricas, de Rio das Pedras, zona oeste do Rio de Janeiro, Douglas Heliodoro, disse que o combate à subnotificação foi um dos motivos que o levaram a fazer parte do movimento, acrescentando que  a sensibilização de pessoas para que respondam aos questionários levará a ter um levantamento “o mais apurado possivel”.

Heliodoro lembrou que dos 500 testes realizados pela prefeitura do Rio de Janeiro em Rio das Pedras, cujos resultados foram divulgados no último dia 22 de junho, 125 pessoas testaram positivo. Com base nesse resultado, a prefeitura estimou que, em Rio das Pedras, haveria 39 mil casos positivos, com base no censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicava uma população naquela comunidade de 60 mil pessoas. 

Heliodoro prevê, entretanto, que devido à elevada densidade demográfica, com muita aglutinação de moradias, a estimativa da Associação de Moradores local supera 100 mil pessoas residindo na região.

Dani Moura, da Rede da Maré, disse que os dados oficiais não contemplam a realidade do Complexo da Maré, formado por 16 favelas. Com o canal direto estabelecido com os moradores, Dani disse que só naquela área já tem 1.275 casos confirmados e suspeitos e 112 mortes, também entre óbitos suspeitos e confirmados, considerando os dados disponíveis esta semana.

Anna Sales, da associação Amigas, de Itaguaí, que reúne mulheres líderes de vários bairros e comunidades daquele município da Região Metropolitana do Rio, assegurou que o painel “é a demonstração de que os líderes comunitários são resistentes e estão correndo atrás desse gap [lacuna] que são as subnotificações”. Ela considera que o ideal seria a testagem da população, em especial das comunidades mais vulneráveis.

Boletim

O Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict) da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) apoia a iniciativa, por meio de seu Laboratório de Informação em Saúde (LIS). “A gente entende a importância da unificação de diversas iniciativas em um único painel. Facilita a análise da situação da covid-19 na realidade das favelas, melhorando a vigilância nesses territórios”, disse a pesquisadora Renata Gracie. 

A Fiocruz está elaborando um boletim sócio-epidemiológico da covid nas favelas, que pretende criar indicadores de incidência e mortalidade da doença nesses territórios.

Na avaliação de Rafael Oliveira, fundador do coletivo Favela Vertical, de Gardênia Azul, ressaltou a importância do painel para ampliar a questão da pandemia nas favelas e para conseguir informações relevantes, por meio de dados informados pelos próprios moradores. Para Fabio Leon, do Fórum Grita Baixada, os números oficiais são, muitas vezes, utilizados com fins políticos e o trabalho independente, como o painel, é urgente e necessário.

O assistente da Defensoria Pública do Rio de Janeiro Salvino Oliveira disse que o órgão se coloca à disposição da iniciativa “para somar da forma que for possível”. Ele lembrou que na Cidade de Deus, zona oeste do Rio, onde mora, há uma iniciativa comunitária de mapear e auxiliar os moradores na mitigação da propagação do coronavírus.

O painel pode ser acompanhado na página do Painel Unificador Covid-19.

 



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Coronavírus: nº de vagas aumenta no SUS estadual e Campinas tem 86% das UTIs ocupadas | Campinas e Região


Com um acréscimo de 10 vagas no SUS Estadual em relação ao dia anterior, Campinas (SP) conta nesta quinta-feira (9) com 389 leitos de UTI exclusivos para Covid-19 nos hospitais das redes pública e privada – desses, 337 estão ocupados, o que representa uma taxa de 86,6%. Dos 52 leitos de terapia intensiva para pacientes com coronavírus livres na cidade, 21 são do SUS.

De acordo com o boletim diário da prefeitura, o acréscimo de 10 leitos ocorreu nos hospitais com gestão estadual. Em Campinas, são dois: o Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

Apesar do aumento de leitos, houve também aumento de internados. Na quarta, eram 69 pacientes em hospitalizados no SUS Estadual. Nesta quinta, são 76.

Leitos de UTI para Covid-19 em Campinas

Gráfico interativo: amplie e clique na linha para visualizar números completos e as datas

Fonte: Prefeitura de Campinas

Já na rede municipal, que inclui os hospitais públicos e leitos contratados pelo município na rede privada, 134 das 145 vagas estão ocupadas – são sete pacientes a menos que o dia anterior.

A prefeitura prevê a abertura de mais 10 leitos de UTI no Hospital Ouro Verde, além de outros 6 no Hospital Metropolitano e que ainda não foram instalados e incorporados à rede.

Taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19

  • Rede municipal (SUS) – 92%
  • Rede estadual (SUS) – 88%
  • Rede particular – 80%
  • Taxa em Campinas (SUS + rede privada) – 86,6%

Nos hospitais particulares de Campinas, 127 dos 158 leitos de UTI exclusivos para Covid-19 estão ocupados – aumento de uma internação em relação ao dia anterior.

Leitos de UTI x taxa de ocupação

Gráfico interativo: amplie e clique na linha para visualizar números completos e as datas

Campinas ultrapassou a marca de 11 mil infectados nesta quinta. Segundo a prefeitura, 339 moradores testaram positivo para a Covid-19 foram contabilizados nas últimas 24 horas, totalizando 11.192. O número de mortos pela doença também segue aumentando, já são 421 vítimas.

O secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, disse na última segunda-feira que observou uma mudança no cenário dos casos da doença na última semana, sendo que o entrada de pacientes com quadros graves da Covid-19 teria diminuído.

“Tivemos uma sinalização da diminuição da pressão do sistema de saúde, com um número menor de casos graves, principalmente em relação às UTIs. O atendimento foi mais ou menos mantido, com um viés de redução nos leitos de retaguarda”, disse Carmino.

Infográfico mostra quais são os erros e acertos ao usar a máscara — Foto: G1



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São Paulo passa de 202 mil recuperados de covid-19


O estado de São Paulo alcançou hoje (9) a marca de 202.967 pessoas curadas de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Desse total, 50.677 se recuperaram da doença após a internação.

Até o momento, o estado contabiliza 349.715 casos confirmados do novo coronavírus, sendo 8.350 deles registrados nas últimas 24 horas.

Dos casos registrados nas últimas 24 horas, 42% deles se referem à confirmação por meio de testes rápidos, que revelam as pessoas que se infectaram pelo vírus em algum momento e produziram anticorpos, e 2% por outros métodos diagnósticos. O restante, 56%, se referem a casos confirmados por exame de RT-PCR, ou seja, se referem a casos ativos.

Em relação ao total de casos registrados no estado, 28% foram contabilizados por meio de testes rápidos, 71% por meio de exame RT-PCR e 1% por meio de outros métodos.

Pela terceira vez nesta semana, o estado ultrapassou a marca de 300 mortes por dia – 330 nas últimas 24 horas – chegando a 17.188 mortes por covid-19 desde o início da pandemia.

Há 5.339 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva (UTI) de todo o estado, em casos suspeitos ou confirmados de coronavírus, além de 7.982 pessoas internadas em enfermarias.

A taxa de ocupação de UTI no estado gira em torno de 64,7%, enquanto na Grande São Paulo ela está em torno de 63,7%.

Matéria modificada às 14h57 para correção de informação. São 349.715 casos confirmados do novo coronavírus até o momento.



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Coronavírus: o que significa o alerta da OMS sobre transmissão aérea da covid-19?


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Getty Images

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Cientistas pedem que autoridades em saúde reconheçam que o coronavírus pode ser transmitido por micropartículas suspensas no ar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu na última terça-feira (7/7) que existe a possibilidade de o coronavírus ser transmitido não apenas por gotículas expelidas por tosse e espirros, mas por partículas microscópicas liberadas por meio da respiração e da fala que ficam em suspensão no ar.

Benedetta Allegranzi, da Unidade Global de Prevenção de Infecções da OMS, afirmou em uma coletiva de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, que há estudos que apresentam evidências disso, mas que elas ainda “não são definitivas”.

Segundo Allegranzi, a possibilidade de transmissão aérea do Sars-CoV-2 “é vista especialmente em condições muito específicas, como lugares com muitas pessoas e pouca ventilação”.

Em uma carta aberta publicada no dia anterior, um grupo de 239 cientistas de 32 países havia pedido que a chamada “transmissão por aerossol” fosse reconhecida por autoridades em saúde.

“A maioria das organizações de saúde pública, incluindo Organização Mundial da Saúde, não reconhecem a transmissão pelo ar, exceto para procedimentos geradores de aerossóis realizados em estabelecimentos de saúde”, disseram os pesquisadores.

Segundo eles, estudos vêm demonstrando “além de qualquer dúvida razoável” que o coronavírus está presente não apenas nas gotículas, mas também nestas micropartículas e que isso representa um risco potencial de uma pessoa ser infectada ao aspirá-las.

Isso pode ocorrer, dizem os cientistas, mesmo quando são seguidas as regras de higiene, como lavar frequentemente as mãos, ou de distanciamento social, ao se manter o afastamento mínimo de 1 ou 2 metros de outra pessoa.

Os cientistas reconhecem que as evidências deste tipo de transmissão são “incompletas”, mas ressaltam que também são incompletas as evidências sobre outras formas de transmissão, como por meio de gotículas ou ao entrar em contato com objetos e superfícies contaminados.

O infectologista Estevão Portela, vice-diretor de serviços clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, diz à BBC News Brasil que essas evidências ainda não permitem afirmar com 100% de certeza que a transmissão por aerossol ocorre, mas ele diz que isso indica, neste momento, que o melhor é tomar as medidas necessárias para prevenir esse tipo de contágio.

“Ainda há uma margem de dúvida, mas, neste momento, essa dúvida deve ser usada em favor da prevenção”, afirma Portela.

Onde é mais perigoso?

Portela aponta que há relatos de pequenos surtos em que “dificilmente há outra possibilidade de contágio que não seja o aerossol”.

Ele cita, por exemplo, o caso de um jantar em 24 de janeiro em um restaurante na cidade portuária de Guangzhou, na China, quando dez pessoas se infectaram a partir de um único indivíduo que já tinha o vírus.

Essas pessoas estavam distribuídas em três mesas, e estudos realizados por autoridades chinesas concluíram que os diferentes grupos não tiveram contato entre si ou com superfícies contaminadas.

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Máscaras de pano e cirúrgicas provavelmente não barram as micropartículas, dizem especialistas

O paciente já contaminado teria liberado o vírus em micropartículas no ar por meio da respiração e da fala. Essas micropartículas teriam se espalhado pelo ambiente por causa do sistema de ar-condicionado do local, de acordo com as pesquisas.

O médico Abraar Karan, pesquisador em saúde pública da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, explicou à BBC que situações como essa podem ser consideradas “eventos superpropagadores” do coronavírus, assim como outras reuniões em locais fechados e com ventilação inadequada.

Em casos assim, o número de contágios é desproporcionalmente maior em comparação com os padrões de transmissão geral na população.

Estima-se que, em condições normais, uma pessoa com o coronavírus possa infectar outras três, em média. Mas, em ambientes fechados, lotados e nos quais as pessoas não estejam usando equipamentos de proteção individual, como máscaras, “uma pessoa pode infectar 10, 15 ou 20 pessoas”, disse Karan.

De acordo com o médico, os primeiros resultados de pesquisas sobre o tema indicam que a disseminação do coronavírus é causada principalmente por esses eventos superpropagadores. “Diferentes modelos analisaram o assunto e até agora sugerem que 20% das pessoas representam 80% da propagação.”

Qual é o risco?

Um estudo publicado em maio estima que uma pessoa infectada com o Sars-CoV-2 pode liberar em um minuto de fala mil micropartículas no ar. Seus autores concluem que “existe uma probabilidade substancial de que a fala normal cause transmissão de vírus em ambientes fechados”.

Outra pesquisa, que ainda não foi revisada por outros cientistas (um estágio que atesta a confiabilidade dos seus resultados), aponta que pessoas infectadas exalam de 1 mil a 100 mil cópias por minuto do genoma do coronavírus. Como os voluntários do estudo estavam simplesmente respirando, é provável que o vírus seja transportado por aerossóis e não por gotículas.

A título de comparação, um estudo aponta que uma tossida pode gerar cerca de 3 mil gotículas com um vírus, assim como uma fala de 5 minutos, e um espirro pode liberar até 40 mil gotículas.

Mas as gotículas são pesadas e caem no chão geralmente depois de percorrem cerca de dois metros. Já as micropartículas são menores e mais leves. Por isso, podem ficar suspensas no ambiente e percorrer distâncias maiores ao serem levadas pelas correntes de ar.

Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, explica que, em ambientes sem uma boa ventilação, as micropartículas com o coronavírus podem ficar suspensas no ar por até 2h30 antes de se degradarem ou se depositarem em alguma superfície.

Mas o virologista ressalta que não basta o vírus estar presente no ar para que haja o risco de alguém ser contaminado. Isso também depende da quantidade de vírus que existe ali. E, quanto mais amplo for o ambiente, menor seria a chance, porque essas partículas podem se dispersar pelo local.

“É preciso ter uma quantidade suficiente de partículas concentradas para haver uma infecção. Ao mesmo tempo, é necessário que várias partículas virais atuem sobre uma mesma célula para conseguir infectá-la. E tem que haver a infecção de várias células diferentes para que o contágio do organismo de fato ocorra, porque, se apenas algumas células forem infectadas, a resposta imunológica do corpo pode ser suficiente para combater isso”, diz Spilki.

Benjamin Cowling, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Hong Kong, foi um dos cientistas que assinou a carta publicada na última segunda-feira. O epidemiologista afirma que, se esse tipo de transmissão de fato acontece, é preciso haver uma exposição prolongada às micropartículas.

“Então, entrar em uma loja pode não ser muito arriscado. Talvez seja necessário pensar em como proteger os funcionários dessa loja. Não vimos muitas transmissões em lojas, mas vimos em bares, restaurantes, onde as pessoas ficam por mais tempo e onde há mais pessoas reunidas. Se a ventilação não for boa, o risco é maior, e é nisso que precisamos prestar atenção”, disse Cowling à BBC.

Ele diz que o risco de contágio não é significativo em espaços abertos e faz uma comparação para explicar por quê: “Ao ar livre, você não sabe se alguém está fumando ao seu redor. É só quando você está em um lugar mal ventilado que isso incomoda. A mesma lógica pode ser aplicada aqui”.

O que fazer para se proteger?

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Evitar ficar por muito tempo em locais fechados e mal ventilados é importante para evitar o contágio

A OMS afirmou que publicará nas próximas semanas um relatório com todas as informações à disposição sobre este assunto e que, por enquanto, não emitirá novas recomendações para evitar o contágio.

De acordo com a organização, as medidas anunciadas anteriormente estão mantidas. Isso significa evitar reuniões em locais fechados, a participação em eventos com muitas pessoas e manter os ambientes bem ventilados.

“Nos lugares onde houve pequenos surtos, não se infectaram as pessoas que ficaram por pouco tempo em um restaurante ou que só tiveram contato com quem tinha o vírus ao pegar o mesmo elevador. Então, o ideal é não passar muito tempo, meia hora ou mais, em um local fechado”, diz Estevão Portela.

O infectologista avalia que uma das repercussões no cotidiano diz respeito ao uso do transporte público, onde muitas vezes as pessoas permanecem em ambientes com pouca circulação de ar por longos períodos.

“Uma coisa que terá que ser avaliada, diante dessa possibilidade, é que as empresas tenham horários flexíveis, para que os funcionários não usem o transporte público no horário de pico, deem prioridade ao retorno ao escritório para quem mora perto ou não usa esse meio de transporte ou mantenham o home office.”

A OMS também reforçou a importância de manter o distanciamento social, que impede que as gotículas caiam sobre outra pessoa, assim como o uso de máscaras serve como uma barreira física para elas que sequer sejam lançadas no ar.

Fernando Spilki explica, no entanto, que as máscaras de pano e cirúrgicas provavelmente não impedem que as micropartículas sejam aspiradas, porque o vírus é muito menor do que os poros dos tecidos usados nelas.

Além disso, esse tipo de máscara não veda completamente a boca e o nariz. Então, as micropartículas ainda poderiam passar pelas frestas entre o tecido e a pele.

“Teoricamente, essas máscaras não conseguem reter o aerossol, mas a gente considera que muitos vírus podem ficar presos nelas. Além disso, elas conseguem reter as gotículas”, diz o virologista.

Portela ressalta ainda que as máscaras têm um papel importante para evitar que uma pessoa que está infectada e ainda não sabe (porque ainda não tem sintomas) passe o vírus para outras pessoas.

“Mesmo antes de ter sintomas, a pessoa já pode estar espalhando o vírus. Mais do que uma proteção individual, a máscara é importante para proteger os outros.”

Existe um tipo de máscara que é capaz de prevenir a transmissão aérea do vírus. Conhecida como N95, ela é feita com um material com uma porosidade menor, que retém a maioria das partículas, além de vedar o nariz e a boca.

Mas Portela e Spilki explicam que elas não devem ser usadas pela população em geral e, sim, por profissionais de saúde que circulam em ambientes onde as micropartículas estão presentes em grande quantidade.

“As pessoas não devem sair correndo para comprar uma N95 porque o que existe disponível no mercado deve ser reservado a essas pessoas que trabalham em locais onde o risco de contágio é maior, como hospitais e lares de idosos”, diz Spilki.

Portela explica que, com esse modelo de máscara, a respiração fica mais desconfortável do que com os tipos comuns. “A pessoa pode acabar mexendo na máscara e colocando a mão no rosto o tempo todo e, com isso, as gotículas que estavam na máscara podem passar para a mão. A pessoa depois coça o olho e se contamina.”

Por que a OMS reconheceu que existe este risco?

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OMS também mudou sua posição quanto ao uso de máscaras

Esta não é a primeira vez que a OMS muda de posição ou sinaliza que pode fazer isso em respeito ao que se sabe sobre o coronavírus.

No início da pandemia, a organização não recomendava o uso amplo de máscaras e as indicava só para quem estivesse doente ou para quem cuida destas pessoas.

No entanto, a OMS passou depois a indicar seu uso por todos e se justificou dizendo que novas informações apontavam que elas poderiam ser uma barreira importante para as gotículas expelidas pela tosse e por espirros.

A organização também se viu em meio uma polêmica quando uma de suas especialistas disse que a transmissão da doença por pessoas assintomáticas é “muito rara”.

Isso gerou espanto entre especialistas, por contrariar a noção prevalente até então de que os assintomáticos tinham um papel relevante na propagação do coronavírus.

Com a controvérsia instaurada, a OMS veio a público para esclarecer que, ao afirmar que esse de transmissão é rara, quis dizer que ainda não se sabe qual a proporção exata dos contágios que se dá desta forma. Há evidências que sugerem que pessoas sintomáticas são mais infecciosas, mas a doença pode ser transmitida antes de os sintomas começarem a desenvolver.

Estevão Portela diz que, desta vez, a OMS tem demonstrado certa resistência em reconhecer a transmissão área do coronavírus e que a organização reagiu em resposta ao debate crescente em torno dessa possibilidade, o que gerou uma pressão sobre ela.

“A OMS sempre foi um pouco conservadora e, como neste caso não há uma prova inequívoca, preferiu se resguardar. Acredito que ela também tem sido refratária por causa da preocupação que isso pode causar e o custo envolvido para prevenir esse tipo de transmissão, sem que isso tenha necessariamente um impacto significativo na propagação do vírus”, afirma o infectologista.

Fernando Spilki diz que o principal papel da OMS é gerenciar uma crise como uma pandemia e que a organização precisa levar em conta a capacidade financeira e logística dos seus países-membros em implementar determinadas medidas.

“O mesmo ocorreu com as máscaras. No início da pandemia, vendo a dificuldade dos países em conseguir máscaras para todo mundo, a recomendação da OMS buscava reservar esses equipamentos para proteger quem pode estar mais exposto”, diz o virologista.

Benjamin Cowling destaca que, se a transmissão por aerossol for uma realidade, isso significa que os profissionais de saúde devem usar os melhores equipamentos de proteção disponível, inclusive máscaras N95.

“Um dos motivos pelos quais a OMS disse que não estava disposta a falar sobre a transmissão aérea é que não há máscaras N95 suficientes em muitas partes do mundo e não seria possível recomendar seu uso mais amplo. Em termos comunitários, teríamos que pensar também em como evitar os eventos superpropagadores”, diz o epidemiologista.

“Mas, cientificamente, se existe esse risco, temos que falar sobre isso e pensar formas de evitar que isso aconteça.”

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