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O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (25/07) que testou negativo para a covid-19. No anúncio, feito nas redes sociais, não há informação sobre quando o teste foi realizado. Esse teria sido o quarto exame feito pelo presidente desde que ele anunciou ter sido infectado, no início do mês.

“RT-PCR para Sars-Cov 2: negativo. Bom dia a todos”, escreveu Bolsonaro em mensagem publicada no Twitter junto com uma fotografia na qual aparece segurando uma caixa de hidroxicloroquina, um medicamento que não tem efeito comprovado contra a covid-19

Neste sábado, após o anúncio, Bolsonaro saiu para passear de moto e, segundo a TV Globo, foi visto numa loja sem máscara, apesar do decreto do Distrito Federal que obriga o uso da proteção em locais públicos.

Bolsonaro anunciou ter contraído coronavírus em 7 de julho. Desde então, só participa de compromissos oficiais por videoconferência e diz que só se reúne com auxiliares que já foram infectados.

O anúncio de que Bolsonaro tem covid-19 foi recebido com escárnio por parte da população brasileira e chamou grande atenção da imprensa europeia, que destacou a postura negacionista do presidente em relação à gravidade da pandemia, sua inércia para conter o avanço da doença e o desrespeito às medidas de proteção. 

Com frequência, Bolsonaro afirmou que se tratava com a hidroxicloroquina. Enquanto o presidente insiste na eficácia do remédio, autoridades de saúde em todo o mundo alertam contra a sua utilização para tratar a covid-19

No último domingo, diante de um grupo de apoiadores nas proximidades do Planalto, Bolsonaro chegou a erguer uma caixa do remédio e acenar com ela para os presentes.

Os ministros da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e da Educação, Milton Ribeiro, também anunciaram nesta semana que testaram positivo para covid-19.

Nos últimos meses, em diversas ocasiões, o presidente contrariou recomendações e desafiou medidas impostas para evitar aglomerações ao realizar passeios pelo comércio, participando de atos com apoiadores e abraçando e cumprimentando pessoas, inclusive na quinta-feira, quando ainda estava infectado.

O presidente vem tentando minimizar o impacto da doença desde que o coronavírus chegou ao país, tendo se referido à covid-19 como uma “gripezinha”. Ele ignorou várias vezes as recomendações da Organização Mundial de saúde (OMS) ao participar de manifestações organizadas por seus simpatizantes e provocar aglomerações, muitas vezes entrando em contato direto com seus apoiadores. Durante muito tempo, ele evitou utilizar a máscara de proteção.

O Brasil já superou a marca de 85 mil mortos pela doença, com mais de 2,3 milhões de casos registrados. Entretanto, diversas autoridades e instituições de saúde em todo o país alertam que os números reais do novo coronavírus devem ser ainda maiores em razão da falta de testes em larga escala e da subnotificação.

CN/ots

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