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Coronavírus hoje: Reino Unido corre risco de novo confinamento e mortes no Brasil caem 5% | Internacional e Commodities

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O Brasil tem 136.923 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (21), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h de domingo (20), 3 estados atualizaram seus dados: BA, GO e RR.

Veja os números consolidados:

  • 136.923 mortes confirmadas
  • 4.544.347 casos confirmados

No domingo, às 20h, o balanço indicou: 136.895 mortes, 330 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 747 óbitos, uma variação de -5% em relação aos dados registrados em 14 dias. Quando a variação é menor que 15%, é considerado que a curva ficou estável.

Em casos confirmados, já são 4.544.262 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 15.915 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 30.587 por dia, uma variação de -10% em relação aos casos registrados em 14 dias.

Com um indício de queda nas curvas de mortes e casos por covid-19, um dos principais temas nos processos de reabertura econômica e flexibilização do isolamento nos estados tem sido a situação das aulas nas redes de ensino. Até o momento a maioria dos estados segue sem aulas presenciais.

As atividades pedagógicas presenciais reiniciaram primeiramente no estado do Amazonas, em agosto. Lá, a preocupação agora é com o monitoramento dos profissionais de educação e alunos, que vem ensejando uma disputa judicial entre professores e o governo estadual. A contenda também ocorre no Rio de Janeiro, em relação às aulas na rede privada.

No Rio Grande do Sul o calendário iniciou em setembro pela educação infantil, com previsão de término para novembro. No Pará, o governo autorizou aulas presenciais nas regiões classificadas nas bandeiras Amarela, Verde e Azul.

O estado de São Paulo deve receber, já em outubro, 5 milhões de doses da vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. O anúncio foi feito pelo governador do estado, João Doria, via Facebook, no domingo (20).

Segundo Doria, a previsão é de que haja 46 milhões de doses até dezembro. Conforme explica na postagem, a ampliação de vacinas será possível em virtude da transferência de tecnologia da farmacêutica para o instituto, que passará a produzir o imunizante.

Na última segunda-feira (14), o governo estadual informou que o instituto irá iniciar, em novembro, obras para ampliar sua estrutura física, a fim de acelerar a produção de vacinas. A expectativa do governo paulista é que a reforma seja finalizada ainda neste mês.

Multas e fechamento de bares no Rio

As equipes de fiscalização e ordenamento urbano da prefeitura do Rio ações de fiscalização com a finalidade de combater aglomerações e verificar o uso de máscara em diversos pontos da cidade. Foram aplicadas multas para coibir o desrespeito às normas, devido à pandemia de covid-19.

A ação realizada na noite de sexta-feira (18) se concentrou nos polos gastronômicos da Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca; na Praça Varnhargem, na Tijuca; e nas ruas Dias Ferreira, no Leblon, e Nelson Mandela, em Botafogo, e em vários pontos da zona oeste da cidade.

Fiscais da Vigilância Sanitária fizeram 15 inspeções e interditaram três estabelecimentos por aglomeração. Foram duas interdições na Rua Dias Ferreira, no Leblon; e uma na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca. Os técnicos aplicaram seis infrações, sendo três por aglomeração, duas por fornecimento de bebidas fora das mesas após as 22h e uma por fumo em ambiente fechado.

O governador em exercício Cláudio Castro prorrogou até o dia 6 de outubro algumas medidas restritivas de prevenção e enfrentamento à propagação da covid-19 no estado. De acordo com a medida, seguem suspensas a realização de eventos com a presença de público, como shows, e a permanência nas praias e lagoas.

A previsão de retorno às aulas na rede estadual de educação, inclusive nas unidades de ensino superior, continua sendo o dia 5 de outubro. A retomada vai ocorrer em regiões que permaneçam em baixo risco de contaminação pela covid-19 por, no mínimo, duas semanas seguidas antes da data prevista para a abertura.

O documento publicado no Diário Oficial de ontem (18) mantém a alteração de funcionamento de bares e restaurantes, que podem continuar atendendo ao público com 50% da sua capacidade de lotação, até 1h da madrugada, mas com a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em ambiente externo depois das 22h.

Escolas no Distrito Federal

Mais de seis meses após a suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares do Distrito Federal, em 11 de março, os estabelecimentos estão autorizados a retomar as atividades nesta segunda (21).

Enquanto na rede pública a volta ainda está longe de virar realidade, nas particulares, a liberação ocorreu em meio a uma batalha judicial. O Governo do Distrito Federal chegou a permitir o retorno desses alunos no dia 27 de julho, mas, no dia seguinte, a proibição das atividades voltou a ser imposta pela Justiça.

Depois de audiência de conciliação virtual, entidades que representam escolas e os docentes definiram um novo calendário para a retomada. Hoje começam as atividades da educação infantil – de 0 a 5 anos – e do ensino fundamental 1 para alunos do 1º a 5º ano. No caso do ensino fundamental 2 – 6º ao 9º ano – o retorno está previsto em 19 de outubro.

Os britânicos devem ter que conviver com novas medidas rígidas de distanciamento social, inclusive nos locais de trabalho, para evitar atingir 50 mil casos diários de covid-19 em outubro.

O alerta foi feito nesta segunda-feira, em um discurso transmitido pela televisão, por Chris Whitty e Patrick Vallance, que lideram os conselhos médico e científico do governo do Reino Unido, respectivamente. Para eles, o país vai enfrentar “um inverno muito desafiador”.

Em meio aos alertas de que o número de casos diários pode chegar a 50 mil e o de mortes a 200 se nenhuma ação for tomada, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deve reagir anunciando novas medidas para combater o vírus amanhã.

Segundo a reportagem do jornal “Financial Times”, ministros já estão discutindo novas medidas nacionais para a Inglaterra, onde estão em vigor novos “lockdowns” parciais que afetam mais de 13% da população de todo o Reino Unido.

Os dois conselheiros do governo mostraram previsões de que o número de casos poderia passar de 3.105, em 15 de setembro, para 49 mil, em 13 de outubro. Se o ritmo atual for mantido, o número diário de mortes pode subir para 200 em novembro.

O País de Gales anunciou nesta segunda-feira um novo confinamento parcial para combater a disseminação da covid-19.

Segundo reportagem do jornal “Financial Times”, as novas regras afetam cerca de 300 mil pessoas. Ninguém poderá visitar áreas ao sul do País de Gales a partir das 18h de amanhã. As exceções são viagens por motivos de saúde, trabalho ou educação.

Moradores das cidades de Blaenau, Gwent, Bridgend, Merthyr Tydfil e Newport também não poderão encontrar pessoas de outras famílias em locais fechados. Todos os pubs terão que fechar às 23h.

Outras cidades no País de Gales já estavam sob restrições desde a semana passada. Em todo o Reino Unido, mais de 13 milhões estão convivendo com novas medidas para enfrentar uma segunda onda de casos da doença.

O anúncio foi feito pouco depois de um alerta feito pelos principais conselheiros científicos do Reino Unido. Sem que ações urgentes sejam tomadas, eles projetam que 50 mil casos de covid-19 sejam diagnosticados diariamente na região em outubro.

A Alemanha planeja montar clínicas temporárias para testar e tratar casos de covid-19. A medida faz parte de uma estratégia do governo de Angela Merkel para enfrentar o vírus durante o inverno europeu, quando o número de infecções deve crescer.

O objetivo do plano é tirar dos hospitais pacientes com covid-19 ou com sintomas típicos de gripe, segundo explicou o ministro da Saúde, Jens Spahn, ao jornal “Rheinische Post” nesta segunda-feira. “Idealmente, eles deveriam estar acessíveis em todo o país no outono”, disse ele.

A estratégia foi anunciada enquanto o país já registra um aumento significativo nos casos de covid-19, assim como outras regiões da Europa.

Nos últimos 10 dias, o Instituto Robert Koch, diagnosticou mais 10.735 pessoas com a doença e afirmou que a alta requer um acompanhamento rigoroso. Só no sábado foram 2.297 novas infecções, o maior número desde abril.

Spahn também afirmou que pretende discutir com os governadores alemães uma estratégia de testagem durante o inverno europeu, que incluirá testes rápidos e novos períodos de quarentena para aqueles que retornarem de áreas de risco.

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maioria dos estados segue sem aulas presenciais

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No dia 16 de setembro o governo anunciou a reclassificação das regiões do estado, enquadrando as regiões Metropolitana de Belém, Marajó Oriental e Baixo Tocantins na Bandeira Verde. As regiões Xingu e Tapajós saíram da Bandeira Laranja para a Amarela. A atualização do Decreto n° 800 permitiu atividades como teatro, cinema e serviços de educação nas cidades a partir da Bandeira Amarela. Já nos municípios classificados na Bandeira Laranja podem voltar a funcionar academias, bares e restaurantes.

Em 27 de agosto, o governo já havia autorizado, a partir de 1º de setembro, a volta de aulas presenciais nas redes pública e privada nos municípios classificados nas bandeiras Amarela, Verde e Azul. A participação dos alunos não é obrigatória. As escolas devem possibilitar também a alternativa de educação a distância. Foram instituídas obrigações, tais como: distanciamento de pelo menos 1 metro, acesso restrito a ambientes coletivos (como bibliotecas e áreas de lazer), funcionamento em horários diferentes por turma ou faixa etária, além da alternativa de ensino remoto.  

As bandeiras foram estabelecidas no âmbito do projeto Retoma Pará, que dividiu o estado em regiões de acordo com indicadores como taxa de crescimento dos novos casos e de hospitalizações, leitos de UTI com ventiladores disponíveis, quantidade de equipamentos de proteção individual e índice de presença de equipes de saúde.

Estão na Bandeira Amarela, de risco intermediário, Xingu, Tapajós, Nordeste, Carajás e Marajó Ocidental. Nesse grupo, as prefeituras ficam autorizadas a avançar na abertura de atividades comerciais, desde que mantidos os protocolos de saúde acordados entre estado e municípios. 

Fica autorizada a abertura dos setores já permitidos nas bandeiras Vermelha e Laranja. Além disso, há orientações específicas. Os ambientes de estabelecimentos, incluindo shoppings, podem funcionar com taxa de ocupação restrita a no máximo 60% da capacidade. Instituições religiosas podem ter eventos com no máximo 30% da capacidade. Empregadores e responsáveis por locais devem garantir equipamentos de proteção individual, priorizar o teletrabalho ou fazer revezamento por turnos e afastar pessoas do grupo de risco. Continua a proibição de eventos em espaços públicos, academias, teatros, cinemas, aulas e atividades turísticas.

As demais regiões do estado (Araguaia e Baixo Amazonas) estão na Bandeira Laranja, de risco médio. Os municípios ficam autorizados a definir as atividades não essenciais que podem ser abertas. É permitido, por exemplo, o funcionamento de concessionárias, indústrias, comércio de rua, shoppings, salão de beleza e construção civil, todas com metade da capacidade. Igrejas podem realizar atividades, mas com até 100 pessoas. Ainda não podem abrir escolas, academias, espaços públicos, atividades imobiliárias e clubes sociais. Não há mais regiões na Bandeira Vermelha, de risco alto, onde são permitidos apenas os serviços considerados essenciais.

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Quase um milhão de madrilenos enfrentam novas restrições pelo coronavírus

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Quase um milhão de habitantes da região de Madri devem “ficar em casa o maior tempo possível” a partir desta segunda-feira (21) para conter a segunda onda da pandemia, enquanto os Estados Unidos se aproximam de 200 mil mortes pelo coronavírus.

Os moradores das zonas mais atingidas de Madri – 850.000 pessoas, ou 13% da população da região – só poderão sair do seu bairro por razões de grande necessidade, como seguir até o trabalho, ir ao médico ou levar os filhos à escola.

Mas poderão circular livremente dentro de sua vizinhança, embora as autoridades regionais recomendem “que fiquem em casa o maior tempo possível”.

Da mesma forma, a entrada nessas áreas está proibida, exceto pelas mesmas razões de necessidade.

As medidas serão aplicadas por duas semanas.

Nesses bairros ou municípios, localizados na zona sul, a mais pobre, da capital, os parques ficarão fechados, enquanto os bares e restaurantes terão que limitar sua capacidade a 50%.

Não se trata de confinamento em domicílio, como na primavera passada.

“Não penso em nenhum confinamento no país”, disse o chefe de Governo, o socialista Pedro Sánchez. “É verdade que não podemos fechar nenhuma porta, porque obviamente o vírus é um agente desconhecido (…) mas acho que agora temos os meios para conter e achatar a curva das infecções”, acrescentou.

Sánchez vai se reunir nesta segunda-feira com a presidente conservadora da região de Madri, Isabel Díaz Ayuso, muito criticada pela gestão da crise.

“Temos a impressão de que zombam de nós: podemos continuar trabalhando em outras áreas que não estão confinadas, apesar do risco de aumentar as infecções, e também podemos nos infectar em nossa área”, denunciou Bethania Pérez, enfermeira de 31 anos, durante uma manifestação contra as medidas.

– Os ‘pandemmys’ –

 

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais afetado do mundo, com 199.474 mortes até o momento, de acordo com os dados atualizados divulgados no domingo à noite pela Universidade Johns Hopkins.

No país, o coronavírus fez com que a cerimônia do Emmy ocorresse em formato virtual inédito. O chamado Oscar da televisão foi o experimento perfeito, tendo em vista a temporada de premiações de Hollywood em 2021.

As estrelas das séries de televisão assistiram à premiação de suas casas. “Bem-vindos ao pandemmys!”, afirmou o apresentador Jimmy Kimmel.

Na Índia, segundo país com mais casos de coronavírus, o Taj Mahal, joia arquitetônica da arte indo-islâmica, reabriu nesta segunda-feira após seis meses de fechamento.

O governo indiano está gradualmente flexibilizando as medidas para dar um alívio à economia, embora o país registre atualmente quase 100.000 novos casos todos os dias.

“Na Índia, e em todo o mundo, as pessoas estão ficando fartas das medidas extremas tomadas para deter o avanço do coronavírus”, explicou à AFP Gautam Menon, professor de Física e Biologia da Universidade de Ashoka, que espera um aumento dos casos.

O segundo país com mais mortes e o terceiro com mais casos é o Brasil, onde foram registrados oficialmente 136.895 óbitos e 4.544.629 infecções.

– Forte aumento no Líbano –

 

A pandemia causou a morte de pelo menos 957.948 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro, de acordo com um balanço da AFP com base em dados oficiais.

A situação parece preocupante na Bélgica, onde o número de casos positivos ultrapassou 100.000 no domingo, na França, onde mais de 10.000 novos casos foram identificados em 24 horas, ou no Líbano, onde as infecções aumentaram desde a explosão de 4 de agosto no porto de Beirute.

“Eu não consigo dormir. Os números do coronavírus são chocantes”, disse o médico Firass Abiad, diretor do Hospital Universitário Rafic Hariri em Beirute.

Embora já esperasse uma alta no número de casos, “o aumento acentuado das mortes, incluindo de um jovem de 18 anos, foi uma notícia terrível”, acrescentou.

Em Israel, país que voltou ao confinamento na última sexta-feira, milhares de manifestantes foram autorizados a protestar em Jerusalém na noite de domingo para exigir a renúncia do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusado de corrupção e criticado por sua administração da crise sanitária.

O novo confinamento generalizado, previsto para durar pelo menos três semanas, desperta o descontentamento de grande parte da população.

Para o príncipe Charles, herdeiro da coroa britânica, a pandemia deve ser vista como um “aviso de que não podemos ignorar” as ameaças que as mudanças climáticas representam para o planeta.

“A crise (ambiental) existe há muitos anos, denunciada, denegrida e negada”, advertiu no domingo.

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uma vacina (também) made in Portugal – Observador

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O cenário repetiu-se por todo o país nas últimas semanas. No primeiro dia de escola, os professores conversaram com as crianças sobre os cuidados para evitar a Covid-19 enquanto não há uma vacina. Numa escola da zona de Lisboa, os gémeos Guilherme e Gonçalo, de oito anos, assentiram enquanto ouviam a professora do terceiro ano, mas trataram de a descansar no final: “Ainda não há vacina, mas a nossa mãe está a fazer uma”.

Helena Florindo ri ao contar a história dos filhos, mas para a professora de Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa tudo isto é também ainda surpreendente: até fevereiro deste ano, ela e a sua equipa dedicavam-se ao desenvolvimento de vacinas, mas contra o cancro. E, de repente, o mundo mudou. E o foco do trabalho da investigadora também.

Se tudo correr bem, poderemos ter uma nova vacina contra a Covid-19 em dois anos.

Há exatamente um ano, Helena Florindo e a investigadora israelita Ronit Satchi-Fainaro – com quem trabalha em parceria há bastante tempo – publicaram na revista científica britânica Nature Nanotechnology os excelentes resultados de uma vacina terapêutica contra o melanoma metastático. As notícias eram boas: tinham conseguido aumentar, com sucesso, a sobrevivência de ratinhos de laboratório. A vacina reeduca o sistema imunitário para reagir contra os marcadores biológicos das células tumorais, estimulando uma resposta protetora que inclui a produção de anticorpos contra o cancro.

Mas, quando a pandemia se instalou, em março, a investigadora portuguesa e a coordenadora do Cancer Research & Nanomedicine Laboratory da Universidade de Tel Aviv, resolveram redirecionar os seus esforços porque acreditaram que tinham em mãos uma forma de fazer a diferença: as nanovacinas antitumorais que estavam a estudar há anos poderiam funcionar como plataforma de uma vacina para a Covid-19.

Uma vacina pode mostrar ao corpo como é o vírus que deve combater, e com o qual nunca teve contacto, de várias formas diferentes. Algumas usam uma versão fraca ou inativada para o “apresentar” ao corpo – como a atual vacina contra o sarampo –, outras, em vez de todo o vírus, utilizam apenas porções de proteínas para estimular a resposta imunológica – é o caso da atual vacina da tosse convulsa e também da vacina para a Covid-19 que Helena Florindo e Ronit Satchi-Fainaro estão a tentar criar. Mas a característica principal da vacina que as duas investigadoras tentam desenvolver – uma a partir da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e outra a partir da Faculdade de Medicina Sackler da Universidade de Tel Aviv, com contactos permanentes entre os dois laboratórios – tem menos que ver com o que é dado ao organismo e mais com a forma como é dado. Se forem bem-sucedidas, poderemos ter uma nova vacina contra a Covid-19 dentro de dois anos.

Uma nanovacina tenta entregar estas proteínas – ou antigénios – diretamente às células onde elas têm de atuar”, explica a investigadora. Desta forma, em vez de administrarmos uma vacina que se vai disseminar de forma igual e difusa por todo o organismo, o princípio ativo é colocado dentro de uma nanoesfera. “Esta nanopartícula tem uma espécie de ‘chave’ que vai entrar na fechadura que está à superfície das células que nos interessam. Assim, asseguramos um melhor transporte e reconhecimento que pode permitir, por exemplo, ter maior duração da resposta imune.”

Tudo o que precisaram de fazer desde março foi mudar os “ingredientes ativos” transportados pela partícula, substituído o seu interior por proteínas do SARS-Cov-2, em vez de proteínas de um tumor.

Ainda não há nenhuma vacina no mercado que funcione desta maneira, mas esta plataforma de entrega tornaria tudo mais eficaz. Seria a diferença entre ter de enviar cartas para todos os moradores de uma cidade – porque não sabemos bem onde vivem aqueles que queremos contactar – ou, pelo contrário, termos a morada completa dos destinatários e um GPS para lá chegar.”

A parte científica do projeto está em curso e bem encaminhada. Mas, para ser bem sucedido, vai ser preciso bem mais do que apenas boa ciência. É preciso superar o famoso “vale da morte”, que no jargão da inovação se refere à dificuldade em transformar o conhecimento num produto comercializável que chega efetivamente ao mercado. A maioria das boas ideias fica perdida a meio caminho, numa espécie de cemitério da inovação por concretizar, tanto por falta de apoio financeiro como empresarial. Ou seja, hoje, os cientistas precisam de formação para que as suas ideias se transformem em negócios.

E é aí que entra o financiamento. Com o programa CaixaImpulse Covid-19 express, lançado pela Fundação “La Caixa” propositadamente para soluções de combate à pandemia, obtiveram em junho passado 300 mil euros para o projeto “Desenvolvimento de uma vacina translacional contra a COVID-19”. Além do financiamento da investigação, o programa pretende assistir os investigadores nesta longa travessia. “Ajuda-nos a dar esses passos essenciais para fazer a passagem do meio académico ao mercado. Vamos ter acompanhamento, consultoria e mentoring para montar um plano de negócio, captar o investimento necessário à produção em escala, ter apoio no contacto com as agências reguladoras e, eventualmente, constituir uma empresa para fazer toda a gestão deste processo. Porque o importante – apesar de difícil – é fazer chegar a inovação a quem precisa dela.” Que neste caso somos todos nós.

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Na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, as aulas já começaram, mas os corredores permanecem ainda estranhamente vazios. Corredores que Helena conhece bem porque, apesar de ter apenas 41 anos, já os percorre há mais de vinte. Foi aqui que fez o curso de Ciências Farmacêuticas e o doutoramento na área de nanovacinas – em colaboração com a University College of London. Começou a dar aulas como assistente estagiária, em 2008, e há dias recebeu a notícia da sua promoção a Professora Associada. É aqui também que lidera o seu próprio grupo de investigação na área de Bio-Nano-Ciência. Concilia assim as duas coisas que mais preza profissionalmente: dar aulas e ter a liberdade para escolher o que quer investigar.

No dia em que a encontramos, corre a notícia da suspensão do ensaio clínico (entretanto retomado) da vacina que a farmacêutica AstraZeneca está a desenvolver com a Universidade de Oxford, mas a investigadora não se mostra preocupada: garante que é algo que faz parte do processo e que acontece com frequência. Continua a acreditar que vai haver boas notícias em breve. “É expectável que haja pelo menos uma vacina aprovada no início de 2021.”

E é exatamente por isso que há uma pergunta que tem ouvido com frequência a propósito do seu projeto: se já há outras vacinas mais adiantadas, para que precisamos de mais uma que, na melhor das hipóteses, só está pronta daqui a dois anos? A resposta é simples: porque somos 7,8 mil milhões. “Uma vacina, ou mesmo duas, não conseguem gerar doses suficientes para vacinar toda a população mundial”, explica a investigadora. “Prevê-se que acabem por chegar quatro vacinas ao mercado. Desejo – e acredito – que a nossa será uma delas.”

Este artigo faz parte de uma série sobre investigação científica de ponta e é uma parceria entre o Observador, a Fundação “la Caixa” e o BPI. O projeto Safe and Efficacious SARS-CoV-2-targeted Vaccine/Desenvolvimento de uma Vacina Translacional Contra a COVID-19, de Helena Florindo, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, foi um dos seis selecionados (dois em Portugal) – entre 349 candidaturas – para financiamento pela fundação sediada em Barcelona, ao abrigo da edição especial dedicada à Covid do programa Caixa Impulse. A investigadora recebeu 300 mil euros. O CaixaImpulse promove a transformação do conhecimento científico criado em centros de investigação, universidades e hospitais em empresas e produtos que geram valor para a sociedade. As candidaturas para a edição de 2021 abrem em fevereiro do próximo ano.

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Nos EUA, ‘Pinho-Sol’ foi aprovado para eliminar coronavírus em superfícies

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Frascos de Pine-Sol em loja na Califórnia, EUA (banco de imagens PM)

O limpador original Pine-Sol (conhecido no Brasil como Pinho-Sol) foi aprovado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA como produto que pode matar o coronavírus em superfícies usadas frequentemente.

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O produto foi adicionado à lista de produtos da agência que podem matar o coronavírus após atender a critérios usados contra o SARS-CoV-2, o coronavírus que a causa a Covid-19, disse uma porta-voz da EPA ao CNN via email no domingo (20).

O Pine-Sol foi testado por um laboratório terceirizado o qual mostrou que o desinfetante pode matar o vírus dentro de 10 minutos após ser usado em superfícies duras e não porosas, disse a Clorox Company em um comunicado de imprensa.

“Com uma história de longa data de ser um limpador e desinfetante poderoso, o Pine-Sol Original Multi-Surface Cleaner agora oferece às famílias a limpeza que elas confiaram através de gerações com a proteção que elas precisam bem agora contra a propagação do SARS-Cov-2, o vírus que causa a Covid-19”, disse Chris Hyder, vice-presidente e gerente-geral da divisão de limpeza da Clorox Company.

Para uso contra o coronavírus, a companhia disse que os clientes devem aplicar com força plena o Pine-Sol usando uma esponja limpa sobre uma superfície, aguardar 10 minutos, e então enxaguar. Para superfícies muito sujas, a companhia disse que a pré-limpeza para remover o excesso primeiro é necessária.

A Clorox, a maior fabricante de desinfetantes e produtos de limpeza do mundo, tem outros 36 itens na lista da EPA para uso contra Covid-19, incluindo a água sanitária Clorox, um produto para desinfetar banheiros e lenços desinfetantes.

Devido à grande demanda, a companhia disse que continuará a sofrer uma escassez de seus lenços e outros produtos até 2021.

A EPA disse que é importante seguir as instruções nos rótulos dos desinfetantes e prestar atenção sobre por quanto tempo o produto deve ser aplicado a uma superfície que está sendo limpa.

Entretanto, um fato importante a notar é: a lavagem das mãos com água e sabonete ainda é a melhor maneira de prevenir transmissão do vírus, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Fonte: CNN

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Após casos de covid-19, INSS restringe acesso de sindicatos e associações às agencias nos Estados | Brasil

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) emitiu uma portaria, a ser publicada nesta segunda-feira, na qual estabelece regras mais rígidas para as visitas de representantes de associações e sindicatos nas agências do órgão. A informação foi divulgada por meio de um comunicado à imprensa, após quatro das cinco agências do INSS em Fortaleza (CE), que voltaram a ofertar serviços presenciais, fecharem novamente devido à suspeita de que servidores do órgão foram contaminados pela covid-19.

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Painel Covid-19 registra 14 novos óbitos pelo novo coronavírus no DF

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O Distrito Federal registrou o número de 3.062 óbitos desde o início da pandemia. Foram 14 mortes neste domingo (20). Ao todo, 2.807 de moradores do Distrito Federal e 255 de pacientes que residiam em outras unidades da federação.

As mortes entraram para a estatística oficial do Painel Covid-19, alimentado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) neste domingo. No entanto, nem todos ocorreram nesse espaço de tempo. As mortes só são contabilizadas após a confirmação de sua causa, o que pode demorar dias.

De acordo com a página, as vítimas mais recentes residiam nas seguintes regiões administrativas: Taguatinga, Plano Piloto, Planaltina, Recanto das Emas, Sobradinho, Vicente Pires, São Sebastião, Cruzeiro e Candangolândia.

São 653 casos do novo coronavírus contabilizados. Assim, o número de infectados chega a 183.749. Ao todo, 172.509 pessoas já se recuperaram da doença no DF.

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Ministério da Saúde aponta 739 mortes por Covid 19 em 24h; total chega a 136.532

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O Brasil registrou 739 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados há pouco pelo Ministério da Saúde. Ao todo, o País já contabiliza 136.532 óbitos pela doença, de acordo com os dados oficiais.

De ontem para hoje, foram registrados 33.057 novos casos de covid, elevando o total no País para 4.528.240. Desses, 3.820.095 correspondem aos recuperados da doença, segundo o ministério da Saúde, e 571.613 estão em acompanhamento.

O Estado de São Paulo tem um total de 931.673 casos do novo coronavírus, com 33.927 mortes. A Bahia tem 294.210 registros da doença e 6.221 óbitos. Minas Gerais chegou neste sábado a 268.009 casos de covid-19 e 6.656 mortes. O Rio de Janeiro tem 251.2618 casos da doença e 17.634 mortes.

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Angra dos Reis confirma duas novas mortes por coronavírus | Sul do Rio e Costa Verde

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Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, confirmou duas novas mortes por coronavírus neste sábado (19). As vítimas são um idoso, de 73 anos, e uma mulher, de 41. Com isso, o município totaliza 176 óbitos pela doença.

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, foram confirmados 24 novos casos da doença e a cidade tem, ao todo, 5.484 moradores que foram diagnosticados com o vírus.

Ainda de acordo com o boletim, Angra tem 4.775 recuperados da doença. São pessoas que passaram por quarentena de 14 dias e apresentaram bom estado de saúde ao fim do período.

Até a publicação desta reportagem, 20 pessoas estavam internadas com suspeita de coronavírus e eram monitoradas pela Secretaria Municipal de Saúde.

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Internações por covid-19 em UTIs de Porto Alegre voltam a crescer

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… a registrar aumento na ocupação de leitos neste sábado (19). Na sexta-feira (18), 300 pacientes com coronavírus estavam em tratamento intensivo.

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