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A Argentina registrou hoje (21) um novo recorde de mortes pelo novo coronavírus, ao contabilizar 117 vítimas, e registrou também um pico de contágios, com 5.331 novos positivos, informaram as autoridades.

O aumento ocorre enquanto o governo faz, a partir desta semana, uma flexibilização da quarentena na região metropolitana de Buenos Aires, que concentra 90% dos contágios.

O país soma 136.105 casos, com 2.490 mortes desde que a pandemia teve início no país de 44 milhões de habitantes. O total de recuperados chega a 58.598.

O aumento de casos ocorre após 17 dias de estritas restrições de circulação da população, que se esperava que se refletissem em uma redução dos casos positivos.

O recorde de óbitos segue o reportado na segunda-feira, quando 113 pessoas morreram por covid-19.

O boletim epidemiológico desta terça detalha que 890 pessoas continuam internadas em unidades de terapia intensiva.

A ocupação de leitos de alta complexidade é de 65,4% na região metropolitana de Buenos Aires e de 55,5% em nível nacional.

O governo impôs uma quarentena obrigatória nacional em 20 de março, mas desde então foi flexibilizada na maior parte do território, ainda que com idas e vindas nas áreas críticas.

A necessidade de reativação da economia, em recessão desde 2018, somada ao cansaço da população levou muitos a violar as restrições.

Na cidade de Buenos Aires, para manter a circulação no mínimo, a prefeitura começou a retirar as carteiras de motoristas de quem circular sem uma permissão, concedida apenas a trabalhadores de atividades essenciais.

O governo traçou um cronograma de flexibilização progressiva de atividades que iniciou na segunda-feira e se estenderá até 2 de agosto na região metropolitana de Buenos Aires.

Neste prazo vão reabrir parques e praças, salões de cabeleireiro e galerias comerciais, lojas de calçados e escritórios de advocacia, entre outras atividades.

A província de Jujuy, outro foco de contágio que havia anunciado uma flexibilização das atividades, resolveu nesta terça-feira voltar atrás e retornar a uma quarentena estrita após registrar 13 mortes ao longo do dia.

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