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A atividade neutralizante dos anticorpos em pacientes que se recuperaram da covid-19 não costuma ser muito forte e se enfraquece significativamente no mês seguinte à alta hospitalar, segundo um estudo publicado hoje pela revista científica “PLOS Pathogens”.

A análise integral das respostas de anticorpos à infecção do coronavírus Sars-CoV-2 pode guiar o desenvolvimento de uma vacina efetiva, escreveram Chao Wu e Rui Huang, da Faculdade de Medicina de Nanjing, na China.

“Existe uma necessidade urgente de tratamentos eficazes e uma vacina preventiva para conter esta pandemia global devastadora, o que requer uma compreensão integral da resposta humoral ao Sars-CoV-2 no decorrer da doença e na fase de convalescença dos pacientes de covid-19“, afirma o artigo.

A pandemia de covid-19, cujos primeiros casos foram identificados na cidade chinesa de Wuhan, já totaliza 27,9 milhões de casos e 904 mil mortes em todo o mundo.

A Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos, autorizou recentemente a terapia com plasma, que usa sangue de pessoas que se recuperaram da covid-19, para o tratamento de outros doentes.

O processo consiste no uso do sangue tirado de pacientes recuperados e na remoção dos glóbulos vermelhos para deixar o plasma e os anticorpos, que são utilizados nos doentes com a intenção de fortalecer a resposta dos anticorpos.

“O mundo enfrenta um desafio sem precedentes, com as comunidades e economias afetadas pela crescente pandemia. Atualmente, não há vacina ou medicamentos eficazes aprovados para o tratamento ou prevenção da covid-19“, afirmaram os pesquisadores.

Embora os cientistas tenham coletado informações sobre o desenvolvimento da resposta de anticorpos ao vírus que causa a doença, este processo “continua sendo elusivo”.

“Compreender as respostas de adaptação pelas quais o organismo produz anticorpos que se ligam especificamente ao vírus em doentes com covid-19 proporciona informação fundamental para o desenvolvimento de vacinas eficazes de tratamento e prevenção”, de acordo com o artigo.

Chao, Rui e os seus colegas mantiveram sob observação contínua as respostas de anticorpos específicos do Sars-CoV-2 em 19 doentes com casos não graves e em sete nos quais a doença se tornou grave, durante sete semanas após o contágio.

A maioria dos doentes produziu respostas de anticorpos específicos de coronavírus, incluindo a neuroproteína viral e três partes da proteína do pico, que se encontra na superfície de um coronavírus e permite que alcance receptores específicos na superfície de uma célula humana, o primeiro passo para a infecção.

Embora 80,7% dos doentes que recuperaram da covid-19 tenham apresentado diferentes níveis de atividade neutralizante dos anticorpos contra o coronavírus, apenas uma pequena parte dos doentes mostrou um forte nível de atividade neutralizante.

Os resultados do estudo ressaltam a importância de uma seleção cuidadosa de amostras de sangue de pacientes recuperados, utilizando testes de neutralização de anticorpos antes da transfusão para outros pacientes afetados.

Entre três e quatro semanas após os doentes terem deixado o hospital, a atividade neutralizadora dos anticorpos coletados diminuiu significativamente, indicando que os doentes de covid-19 podem ser suscetíveis à reinfecção do coronavírus.

Além disso, os doentes com covid-19 em estado grave mostraram uma grande quantidade de anticorpos sem capacidade neutralizante, que os investigadores acreditam que poderia contribuir para um fortalecimento da infecção relacionado com os anticorpos.

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